18 fevereiro 2013

CASO ANA PAULA: Hospital Regional teria falsificado documentos para esconder negligencia.

A morte de Ana Paula, ocorrida no dia 26 de Janeiro após dar entrada no Hospital Regional em trabalho de parto, expõe a fragilidade e incompetência da maternidade infantil, que é a única unidade de saúde publica que atende as parturiente na região Sul do Estado do Maranhão.

carteira de vacinação falsa apresentado na matéria
Segundo documentos que tivemos acesso, o caso Ana Paula poderá ter uma reviravolta, principalmente porque a direção da maternidade apresentou documentos falsificados em um jornal local, afirmando que senhora não teria feito o pré-natal, com o objetivo de desviar a responsabilidade do atendimento da maternidade, atribuindo as razões da morte de Ana paula a sua falta de informação.

O documento apresentado na reportagem foi uma carteira de gestante, que segundo os familiares seria falsificada, além disso, o hospital teria falsificado, ainda, o prontuário médico e a data de entrada no hospital.

carteiras antigas mostram a organização de Ana Paula
médico negou que ela tivesse feito o pré-natal
Através da família de Ana Paula tivemos acesso aos documentos verdadeiros, que comprovam, de fato, que o Hospital teve a intenção de omitir a verdade de tudo que ocorreu durante a permanecia dela, comprovando uma série de erros a  que são expostos as pacientes que buscam o hospital.

Após a morte de Ana Paulo, dia 28, o perito de plantão no IML de Imperatriz afirmou que não poderia fazer o procedimento enquanto o Hospital não enviasse os prontuários médicos, mas mesmo assim, foi negligenciado o documento do dia 27, onde a médica que atendeu Ana Paula escreveu um aviso para que os enfermeiros encontrassem um exame que havia sido perdido.

Outro fator importante para comprovar que existe um interesse da direção do hospital em banalizar o caso, foi o comentário do médico na entrevista, quando ele diz que Ana Paula não teria feito o pré-natal e apresenta a carteira falsificada, o que é outra inverdade. Tivemos acesso a carteira e ao prontuário médico, que hoje se encontra escondida no hospital e ainda a outras duas carteiras de vacinação e pré-natal dos outros dois filhos, que comprovam a regularidade e preocupação da paciente, tanto com os documentos,  quanto com os prazos.

Documento original prova a intenção
no dia 26
Logo após a entrevista do médico, familiares procuraram o Ministério Publico e apresentaram a gravação da entrevista, a xerox dos documentos falsificados e os originais que comprovam uma tentativa de manipular a verdade dos fatos. Mas qual motivo a direção do Hospital teria para falsificar o prontuário médico  e a carteira de vacinação de Ana Paula ?

O Ministério Publico deve solicitar nos próximos dias todos os documentos ao Hospital Regional, que deve também comprovar todas as irregularidades existentes com a maternidade, como por exemplo, a indisposição profissional com os casos em geral, a falta de enfermeiros e médicos nos plantões noturnos e indisposição profissional e próprio caos existente no sistema, e a maior prova disso são as mortes que estão ocorrendo dentro do Hospital, tanto de parturientes (grávidas) quanto de recém nascidos.  

É preciso que a justiça comece a cobrar o quanto antes um serviço de qualidade e que o sistema esteja de fato humanizado e não somente na mídia.

Para controlar a quantidade de partos cesarianas, as mulheres estão morrendo juntos com seus filhos, ou tem ficado somente os filhos com as sequelas e ou consequências vitais.

Veja matéria com a apresentação dos documentos falsos pelo médico Dr. Marcondes Carneiro e assinada pelo enfermeiro que é genro do diretor do hospital.


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