07 março 2013

Do sucateamento a falta de carros: VBL pode parar a qualquer momento...

Promotoria fiscaliza e prende veículos da VBL
(Foto Pinheiro)

A questão do transporte publico de Imperatriz entrou em uma nova fase, que passa do sucateamento da frota para a falta dela. A prisão de ônibus realizada pela Setran (Sec. De Transito) no inicio do mês passado e agora pelo Ministério Publico, por falta de documentos, segurança ou qualquer outro fator, leva a empresa a um estado critico.

Segundo informações privilegiadas que obtivemos, somente 10% da frota da VBL estaria totalmente em condições de tráfego, por qualquer um dos motivos acima, quer dizer, que se a promotoria, através do promotor Sandro Bíscaro decidir continuar a apreensão, como o mesmo já manifestou em entrevista, o sistema entrará em estado de pani nos próximos dias.

Promotor Sandro acompanha fiscalização
(foto Pinheiro)
Setran já havia apreendido no mês passado - Veículos ainda
estão no pátio da Rodoviária Federal
O erro da direção da empresa pode ter iniciado ao desprezar a consciência dos usuários, ao disponibilizar os ônibus novos em um contrato com a SUZANO, deixando de lado a prestação regular do serviço urbano. Somente para a Industria de papeis, que se encontra em fase de construção, a VBL estaria operando com 35 carros modelo: coletivo e semi-novos, quase a mesma quantidade que estaria operando nas linhas municipais e intermunicipais, que são de 38 carros, mas isso não por ser o necessário, mas sim por falta de veículos que estivessem em condições de executar o serviço, quer dizer, a VBL estaria deixando de lado um contrato de mais 16 anos por um de apenas 3. Entre todos, veículos do ano de 2004 a 2002 e boa parte com pendência judicial por algum motivo.  

Essa é a empresa VBL, ex-TCI – que ao todo deve estar operando em Imperatriz desde a década de 90, prestando um serviço de péssima qualidade. Seria o fim?

Atualização às 09:15


A Vara da Fazenda Pública da Comarca de Imperatriz deferiu liminar, em sede de ação cautelar, obrigando a empresa Viação Branca do Leste a fazer vistoria requisitada pela Secretaria Municipal de Trânsito (Setran).

Na decisão o juiz Joaquim da Silva Filho entendeu que a empresa, ao assinar os termos do contrato que lhe permitiu a exploração do serviço do transporte urbano em Imperatriz, não poderia furtar-se à fiscalização do chamado “poder concedente”.

“Deste modo, concedo a liminar pleteada para determinar que a empresa demandada apresente, no prazo de 48 horas, todos os veículos que realizam o transporte coletivo no Município de Imperatriz bem como o acesso da Setran aos veículos para fiscalização e vistoria”, sentenciou, estipulando multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento.  (blog do Elson Araujo)
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