15 abril 2013

Greve rasteja com a falta de adesão e legitimidade da própria classe...


Porque o movimento grevista insiste tanto em pregar a adesão de boa parte da categoria, apesar das escolas em sua maioria estarem em pleno funcionamento?

Contra a falta de adesão da própria categoria os grevistas apelaram para a adesão de parte dos profissionais da área da saúde, em troca, o movimento da educação apoiará o outro movimento, mesmo não tendo nenhuma escola ou posto de saúde afetado por ambos, prova que não existe uma adesão da categoria, no final, tudo igual; Dois movimentos alinhados as tendências esquerdistas e sem nenhuma preocupação com a evolução da qualidade no ensino ou melhora no atendimento da saúde, preocupados apenas com suas causas. 
Esse sim é um ponto a ser discutido: Ao invés de atrelar sempre o aumento de salário as perdas e reposição, os vereadores deveriam aprovar o lei que atrelasse a evolução salarial a produção, mas duvido ainda que alguém tope trabalhar mais, melhor mesmo é reivindicar uma redução na jornada de trabalho. 

Ao microfone as principais lideranças do movimento propagam que em torno de 80% já teriam aderido, o que não é possível observar em frente a prefeitura, com a desculpa para quem não conseguiu constatar tais adesões, no alto falante a voz compassiva anuncia que os grevistas estariam se revezando durante o dia, outros teriam preferido resolver algumas questões no comercio local.  Seria o Ghost?

A discussão sobre a legitimidade do movimento e adesão já havia sido questionada em uma pré-deflagração anunciada pelo vereador do Pc do B, Carlos Hermes, na semana passada, mas era possível observar a falta de direcionamento do movimento em torno da causa, vendo que boa parte dos professores não estavam presente, mas sim, a maior parte da diretoria do sindicato. Mesmo que a reivindicação esteja acima da inflação a questão não é, pelo menos ainda, o direito a aumento requerido, mas sim a legitimidade do movimento, visto que nem mesmo a própria categoria é vista na campana instalada na frente da prefeitura.

O que se tem de concreto é que a greve iniciou-se e mais uma vez quem pagará por isso serão os alunos e pais de alunos que deverão, após a greve, repor as aulas perdidas enquanto a maioria das escolas estará de férias. É o preço de uma guerra sem fim travada em todo o Brasil, entre gestores municipais e os professores, mas quem sofre com a paralisação é a parte que não ganha nada com ela.
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