30 junho 2013

A justiça, o Estado e a lei natural de sobrevivência...

A onda de assaltos que assolam e voltaram a preocupar os taxistas de Imperatriz é um pouco do reflexo do crescimento que a cidade vem vivenciando, como também, é em decorrência da ausência de políticas publicas direcionadas a segurança.

A morosidade do Estado em dar respostas a sociedade é tão grande que foi necessário ocorrer uma onda de assaltos, mortes e outros tipos de ocorrências e os meliantes usarem sempre a mesma rota de fuga, a ponte Dom Afonso, que faz fronteira em Imperatriz, do Estado do Tocantins com o Maranhão, para a policia (estado) enfim, resolver instalar uma policia de barreira naquele local de desova.  Mesmo assim, até mandar a equipe demorou meses depois de a guarita estar pronta.

Claro que a competência não é do comando, mas falta de concurso público que aumentasse o efetivo policial e por consequencia a segurança do cidadão. A policia tem uma deficiência no sistema, em um contingente escasso para um imenso território.
 A ausência de policiais é assistida com uma grande quantidade de viaturas nas ruas, em uma resposta do Estado, pelo menos de aparência, pois viaturas geram menos custos que o efetivo humano, e dar mais visibilidade. Com isso, e com a aproximação do processo eleitoral o que se observa é um efeito midiático com o sistema e não a vontade de resolver os problemas.

A ineficácia do Estado para combater o crime e a morosidade do sistema judiciário, para alguns casos, constrange o cidadão que espera por justiça, e ao mesmo tempo, satisfaz o desejo do delinquente guarnecido pelo sistema falho e muitas vezes incompetente.
Na semana passada um juiz de Imperatriz, no alto do seu altruísmo mandou prender um funcionário do Hospital Municipal, como se o mesmo satisfizesse seu desejo de justiça, mas no desejo de impor seu poder, fez um discurso exigindo o cumprindo da decisão, processo natural de uma ordem judicial. Mas quando o outro lado é prejudicado pela morosidade e intocabilidade do judiciário, a quem o infeliz deve recorrer?

O sistema judiciário tem prejudicado e não ajudado, nos casos dos crimes ocorridos contra taxistas.  Um dos exemplos recente foi no assalto ao taxista que foi ferido a faca por menores, que se vingaram logo após serem soltos, matando um sobrinho da vitima, que também era taxista.

Em Açailândia, após o latrocínio ocorrido com um taxista de Imperatriz, o juiz se quer autorizou a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos, com isso, a investigação foi, claramente obstruída pelo juiz, e hoje se encontra parada. A quem recorrer?
A demora em dar resposta pelo Estado, em razão das mortes e assaltos dos taxistas vão construindo um outro lado. O da justiça natural; Olho por olho, dente por dente.

Infelizmente, para quem foi criado vendo taxistas serem mortos e outros buscarem justiça perseguindo os assaltantes, a única solução a curto prazo para o fim dos assaltos é a execução da lei através pela parte afetada, pois quando a justiça dos homens falham, a justiça natural deve agir, assim, ficará claro o recado da classe a quem ousar interferir no ciclo natural da vida de qualquer profissional que, em seu estado natural de sobrevivência, sofrer represarias da escória construída através da falha, inoperância e ausência do Estado.


E que seja feita a justiça.
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