26 julho 2013

Vereadores de Flávio Dino tumultuam audiência e inviabilizam conciliação com trabalhadores da Limp Fort

A advogada do sindicato laborista que representa, no Estado do Maranhão, os interesses de garis e de empregados em asseio, limpeza e conservação, Dra. Valúzia Santos, revelou que os vereadores Carlos Hermes e Marco Aurélio, do PC do B, e Rildo Amaral, do PDT, tumultuaram a audiência realizada na tarde desta sexta-feira, 26 de julho de 2013, na sede da Procuradoria Geral do Trabalho.
Carlos Hermes (Pc do B) Rildo (PDT)
Os três vereadores são diretamente vinculados ao pré-candidato ao governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino, os quais, como é de conhecimento de todos, têm tentado, a todo custo, criar intranquilidade e instabilidade ao Prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), principalmente depois que o tucano acenou com provável apoio a candidatura do arquioponente de Dino, Luis Fernando.
Valúzia Santos, que tem uma militância de mais de 20 anos na defesa de sindicatos de trabalhadores no Maranhão, disse ter ficado estupefata com duas coisas: uma com a intromissão de vereadores, alheios ao processo, durante a audiência, outra com a passividade e condescendência da Procuradora do Trabalho, Fernanda Furlã, com a postura grosseira, desrespeitosa e violenta dos intrusos.
Aurélio (PT)
“Fomos desrespeitados e intimidados. Até mesmo a legitimidade de uma entidade combativa, foi colocada em xeque. Foi preciso escolta da PM para deixarmos a sede do MPT. Vou registrar uma ocorrência e tomar as medidas necessárias. A audiência trabalhista virou um palco de disputa político-partidária”, declarou uma das vozes mais respeitadas e experientes do direito trabalhismo do Maranhão.
Ela confidenciou que o movimento de garis, realizado ainda em princípios de junho deste ano, que tentou inviabilizar a limpeza de lixo na cidade, com a interdição do acesso a nova empresa que substituiu a Limp Fort, teve, também, a participação dos vereadores, que partidarizaram o movimento.
Infiltrados entre uma leva de 30 operários aparentemente egressos da falida empresa Limp Fort, grande parte alcoolizada, os agitadores, de má-fé, conforme anunciou o presidente do sindicato, disseminaram que hoje, sexta-feira, 26 de julho de 2013, durante a audiência no Ministério Público do Trabalho, iriam receber seus créditos rescisórios, quando, na verdade, a audiência, de caráter administrativo, tinham como finalidade, formatar uma saída, que visasse garantir a percepção de verbas indenizatórias decorrente da supressão de contrato de trabalho promovido pela falência da Limp Fort, empresa ora contratada pelo Município de Imperatriz, para recolhimento de lixo.
Experiente e já sabendo da manipulação partidária de um pequeno grupo de trabalhadores, a advogada do Sindicato, Valúzia dos Santos, ainda pela manhã de sexta-feira, 26 de julho de 2013, ajuizou Reclamação Trabalhista no Fórum do Trabalho de Imperatriz, suplicando, inclusive, o deferimento de liminar, em sede de antecipação de tutela, para arresta um imóvel da Limp Fort, alçado em 2 milhões de reais, mais o bloqueio mensal de parcelas de aluguel de veículo e estrutura firmado pela atual empresa com a própria Limp Fort, cujo crédito poderá, segundo o sindicato, ser retido na fonte, pelo Município de Imperatriz.
Por ocasião da audiência administrativa, no MPT, ao explicar a estratégia jurídica do sindicato, para garantir efetivamente os direitos de seus representados, a advogada foi deselegantemente desrespeitadas pelos vereadores flavistas, irritados com a saída apontada pela entidade, que resolveu judicializar o feito na Justiça do Trabalho a ter que se debater num campo inserto, sujeito, inclusive a influência externa.
Diante da balburdia, a tentativa de solução do problema foi prejudicada, e a representação do Sindicato dos Empregados de Asseio e Conservação do Maranhão, inclusive seus advogados, teve que deixar a sede do MTP escoltada pela PM.
A advogada Valúzia dos Santos garantiu que vai comunicar o episódio ao Procurador Chefe do Trabalho no Maranhão porque, segundo ela, ainda que a procuradora considerasse o caráter público da audiência, não poderia permitir estranhos ao feito, políticos de mandatos, vinculados a facção política contrária a do prefeito, interviessem na audiência, com o claro interesse de inviabilizar uma saída para o problema.
“Não participei de uma audiência. Infelizmente me achei num palanque”, arrematou a advogada, demonstrando contrariedade.
CONSPIRAÇÃO E INTOLERÂNCIA
A administração do Prefeito Sebastião Madeira, cujo representante conseguiu o feito inédito de ser reeleger numa cidade que nunca antes havia reelegido seus administradores, vem, nos últimos meses, sendo alvo da intolerância e da cega paixão partidária de segmentos e organizações alinhadas ao candidatável, Flávio Dino (PC do B), que, pela coação, tenta demover o tucano de apoiar o concorrente do flavista, Luiz Fernando, tido pelo próprio comunista como “candidato osso duro de roer”.
Há muito ficou claro, até para os mais incipientes analistas políticos, que a estratégia de Dino é inviabilizar atingir a candidatura de Fernando avariando o principal eleitor do Maranhão, o extraordinariamente avaliado gestor de Imperatriz, Sebastião Madeira.
Sem apoio e legitimidade popular, paus-mandados de Flávio Dino, infiltrados em raquíticos movimentos sindicais e sociais, desses que não conseguem encher uma Kombi de militantes, criam factóide, provocam o Ministério Público e até proclamam juras de amor a mais recente paladina da magistratura maranhense, autora de uma inusitada decisão teratológica, àquele que, face ao absurdo, sequer foi abstraída pela população como existente.
Apesar da ostensiva e da desonesta oposição, Madeira continua em alta com o povo, realizando uma administração destacada, o que aumenta o ciúme e a inveja dos adversários, e a preocupação eleitoral do vermelho que sonha dia e note com as benesses do Palácio dos Leões.
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