26 agosto 2013

Eliziane Gama apresenta aos membros do PSDB proposta de aliança

Gilberto Léda
Da Editoria de Política
Pré-candidata pelo PPS, deputada acredita que tucanos têm o poder de tornar candidatura competitiva.
A deputada estadual Eliziane Gama, pré-candidata do PPS ao Governo do Estado, ofereceu ao PSDB uma vaga na chapa majoritária para que os dois partidos marchem coligados nas eleições de 2014. A proposta foi feita no sábado, dia 24, durante almoço entre a popular-socialista e os deputados federais tucanos Carlos Brandão e Pinto Itamarty, e os estaduais Neto Evangelista e Gardênia Castelo.
Eliziane tem centrado forças na aproximação com o PSDB desde que o Diretório Estadual do PPS decidiu, há duas semanas, aprovar um indicativo de que o partido lance mesmo candidatura própria.
"Eu pedi realmente esse apoio do PSDB e senti que a receptividade foi muito boa. A ideia é que tenhamos uma candidatura majoritária com PPS e PSDB, mas nunca descartamos a busca pelo apoio de outros partidos", afirmou.
Segundo Gama, a entrada dos tucanos na chapa será fundamental para torná-la "competitiva". O tempo de TV seria um dos principais ganhos para a candidatura, na avaliação da pré-candidata. "O PSDB faria essa candidatura competitiva, pelo lastro político das suas lideranças, mas também pelo tempo de TV que agregaria. O PPS sozinho teria algo em torno de 20 segundos na propaganda eleitoral gratuita. Com o PSDB, esse tempo sobe para cinco minutos", revelou.
A conversa com a deputada, no entanto, ainda não foi decisiva para o tucanato maranhense. Os líderes da sigla já se reuniram, também, com o secretário de Estado de Infraestrutura, Luis Fernando Silva, pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, e com o presidente da Embratur, Flávio Dino, pré-candidato do PCdoB. Mas o fato de terem esperado uma reunião com a presidente estadual do PPS sobre a sucessão antes de um posicionamento oficial denota que a inclinação maior do PSDB é mesmo pela coligação com a popular-socialista.
A O Estado, Carlos Brandão, presidente do Diretório Estadual do PSDB, revelou que os colegas de partidos ficaram satisfeitos com o que foi proposto pela parlamentar, mas ressaltou que uma decisão só poderá ser tomada após as acomodações políticas nacionais.
"Foi uma conversa muito boa. A Eliziane nos abriu espaço na majoritária e espaço no governo, caso seja eleita. Mostrou uma flexibilidade muito grande, mas uma decisão só pode ser tomada após uma definição mais clara do quadro nacional", relatou.
Segundo ele, existe uma possibilidade de o presidenciável José Serra deixar o PSDB e filiar-se justamente ao PPS. "Nesse caso, nós não poderíamos dar palanque no Maranhão justamente a um candidato que deixou o partido só para concorrer contra o nosso candidato, que é o senador Aécio Neves", avaliou.
Partidos - Brandão frisou que, apesar de já ter conversado com os três principais pré-candidatos ao governo, as reuniões devem ser mantidas, pelo menos, até o dia 5 de outubro. "É quando as coisas se aclaram. Até lá, não dá para bater martelo", completou.
Para o presidente estadual do PSDB, a direção da legenda tem assumido papel de protagonista do debate das candidaturas porque assumiu uma "posição mais democrática". "Estamos levando esse debate das candidaturas, de forma muito democrática, para dentro do partido", finalizou.

"Ainda há muita mágoa de Flávio Dino no PSDB"

O presidente estadual do PSDB, deputado federal Carlos Brandão, disse em entrevista a O Estado não ter problemas pessoais com nenhum dos pré-candidatos com os quais já conversou sobre a sucessão de 2014. Mas revelou que há no partido ainda muitos militantes "magoados" com o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), por conta do resultado das eleições de 2012.
Na ocasião, Dino patrocinou politicamente a eleição do atual prefeito, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que derrotou no 2º turno o tucano João Castelo. Os efeitos desse embate, segundo Brandão, ainda não foram bem digeridos pelos colegas de partido.
"Eu pessoalmente não tenho problema com ninguém, mas ainda existe, sim, muita mágoa do Flávio Dino no partido", relatou.
Segundo ele, no entanto, as conversas com todos os líderes da sigla têm sido no sentido de que se esqueça todas as desavenças passadas para que se tome uma decisão focada no objetivo de fazer o partido crescer.
"Nós não podemos passar o resto da vida olhando para 2012, sob pena de termos nossas decisões prejudicadas pela mágoa pessoal. Temos que olhar para o futuro e tomar as decisões que melhor atendam ao nosso objetivo, que é fazer esse PSDB ainda maior do que é", completou.

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