21 setembro 2013

Eleições 2014: filiação de Rosângela Curado pode gerar crise no PDT de Imperatriz e na oposição dinista


O que está sendo planejado para ser uma festa partidária pode acabar virando um grande tormento para o PDT e para a oposição dinista de uma forma em geral.
É que no próximo dia 28 será o ato de filiação da candidata derrotada prefeita de Imperatriz, Rosângela Curado, no partido da Rosa Vermelha. Curado decidiu trocar o liberalismo do DEM pelo trabalhismo do PDT. Até aí nada demais, até revela uma evolução política e ideológica da doutora odontóloga, tal como ocorreu com o deputado Raimundo Cutrim, que também trocou o ideário liberal do DEM e hoje é um comunista convicto.
Entretanto, a filiação de Rosângela Curado está causando um mal-estar desgraçado no território pedetista de Imperatriz, manifestado, sobretudo, pelo deputado estadual Carlinhos Amorim, pela deputada Valéria Macedo e pelo seu irmão e uma das maiores lideranças da Região Tocantina, o ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo. Explica-se.
Rosângela Curado apareceu como uma espécie de “fenômeno eleitoral” nas eleições municipais de Imperatriz em 2012, quando ficou em segundo lugar na disputa para a prefeitura obtendo 39.718 votos, ficando, inclusive, na frente do pedetista Carlinhos Amorim, que obteve somente 6.814 votos.
Só que a surpreendente votação obtida pela então candidata do “25″ foi fruto do apoio que ela conseguiu aglutinar em torno de si, como o do deputado Antônio Pereira (DEM), homem forte da Bem Viver, Oscip que opera milhões na saúde do estado, e do ex-prefeito Ildon Marques (PMDB). Tanto Pereira quanto Marques recusaram-se em apoiar o projeto de reeleição do prefeito Sebastião Madeira (PSDB).  Ou seja, o grande desafio de Curado daqui para frente é mostrar que tem votos de verdade, já que projeta uma candidatura à deputada federal numa dobrada prioritária com o aliado Antônio Pereira.
E é justamente esse projeto de federal que não agrada nadica de nada os pedetista históricos locais. Outro motivo de desconfiança dos históricos da região é quanto a ocupação da vaga de vice numa eventual chapa do PDT com o PCdoB de Flávio Dino.
O ex-prefeito Deoclides Macedo é nome favorito dos trabalhistas do Sul do Maranhão, mas o pessoal que banca a filiação de Rosângela Curado, leia-se Weverton Rocha e Julião Amin, defende o nome do empresário Marcio Honaiser, liderança do PDT do município de Balsas.
Tem outra: com o desembarque do “fenômeno” Curado no PDT, poderia haver um rearranjo no partido e a mulher sairia da disputa para a Câmara Federal e seria promovida à candidata a vice-governadora na chapa de Flávio Dino, e a “dobrada” com Antônio Pereira na região passaria a ser com Weverton Rocha.
Enfim, não há cenário algum que desperte alegria e satisfação nos pedetista de Imperatriz com a filiação de Rosângela Curado nos quadro do PDT.
Isso significa mais problemas para o candidato Flávio Dino na segundo maior cidade do Maranhão.
E o que acontece em Imperatriz costuma correr com a rapidez de um rastilho de pólvora pelos demais municípios de região.
É aguardar para ver.
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