16 setembro 2013

Rol dos fichas sujas: Justino Filho é condenado por caluniar secretário e terá que passar finais de semana albergado

 O Juizado Especial Criminal da Comarca de Imperatriz acaba de divulgar a condenação do radialista Justino Oliveira Filho pela prática dos crimes de calúnia e injúria.
Ele terá que manter-se, albergado, nos finais de semana, além de pagar a pena de 19 meses e 28 dias de detenção, mais multa.
Radialista apresenta na rede TV
O nome do réu, por determinação da justiça, foi inserido na Rede de Integração Nacional do Sistema de Segurança Pública, na condição de criminoso.
Para o advogado Glebson Lessa, que patrocinou a queixa-crime, Justino Filho não é réu primário e, por isso, não faz jus a substituição de pena, o que poderá levá-lo a cumprir, na cadeia, os 19 meses e 28 dias de detenção fixado na sentença condenatória.
Caso a decisão seja confirmada pela Turma Recursal, o tristemente famoso “justiceiro do ar” ficará impedido de contratar com o poder público e ser candidato a cargo eletivo por achar-se inscrito no rol dos fichas sujas.
Justino Oliveira Filho responde a outras dezenas de queixas-crimes e poderá também, nas próximas horas, segundo uma fonte, ser chamado a depor na Polícia no inquérito que investiga a lavagem de dinheiro da Saúde do Maranhão através de uma triangulação criminosa, que envolve uma ONG de sua autoria.
 OS CRIMES
Radialista, demagogicamente, chora no programa
 Como costuma fazer com quem não é de seu agrado ou com quem não se submete a chantagem econômica, Justino Filho, de maneira leviana e irresponsável, fez grave acusações em face do secretário Municipal de Educação, o professor Zesiel Ribeiro, um homem humilde e discreto, que vive para o trabalho e para a família.
Irresignado, Zesiel Ribeiro reagiu, na Justiça, através de queixa-crime, argumentando, em resumo, que a ofensa era mentirosa e tinha como finalidade atingir o prefeito Madeira, uma vez que as falácias foram publicadas na TV Tucanus em abril de 2011, exatamente na pré-campanha.
Na decisão, o Juiz Marcos Antonio Oliveira, além de fixar pena condenatória, afirma que a liberdade de imprensa e a proteção a fonte “não se constituem em licença irrestrita ao jornalista e demais profissionais da informação”.
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