10 fevereiro 2014

Cemar tenta desmantelar de vez a poluição visual com os postes da Nova Imperatriz...



     É necessário ter um pouco de ordem nesse galinheiro, já dizia o ditado. Não podemos mais aceitar que qualquer empresa ou mesmo cidadão comum continue zoneando essa cidade, como se as passarelas ou calçadas fossem bens e não propriedade do Estado e de uso comum. A CEMAR exagerou até no tamanho do poste, e mais ainda na falta de organização e visão futurista, no momento em que não se preparou para investir onde estariam sendo feitos os investimentos privados e ampliando seu fornecimento de energia com a construção de sub-estações.

    Quem presenciou a inauguração do Armazem Paraiba, que demorou bastante tempo para fica pronto, viu o que está prestes a ocorrer. O sistema de ventilação simplesmente não funcionou porque a CEMAR não conseguiu entregar a quantidade de quilowatts necessário para a operação do aparelho, no mais, sem prejuízo para fornecedora, a empresa foi obrigada a contratar um gerador que consumiu mais de 50 mil reais mês, durante mais ou menos 90 dias.

Leia a matéria do jornal o progresso, do jornalista Emerson Pinto, que fala sobre a implantação dos postes despropoporcionais no Bairro Nova Imperatriz: 

A calçada da residência do aposentado José Ferreira Santos permitia tranquilamente o tráfego de pedestres e cadeirantes. O passeio público está localizado no cruzamento das ruas São Francisco e Sousa Lima, Nova Imperatriz, e ficou praticamente interditado após a instalação de um poste largo, com 22 metros de altura.


“Agora eu só passo aí se for imprensado, entre o poste e a parede, ou então pelo meio da rua. Cadeira de roda nem pensar”, reclama o morador. José Ferreira alerta até para riscos de acidentes, que segundo ele, podem acontecer a qualquer momento. “Ficou um ponto morto, tira a visão dos motoristas”.


A mesma opinião tem o vizinho Raimundo Nonato. “Não era o lugar adequado para colocarem um poste como este. Há outros locais onde os moradores e quem precisa usar o passeio público ficaram prejudicados. É largo e grande. Colabora até com a poluição visual”, comenta o morador.


Os postes que vêm sendo instalados ultimamente em Imperatriz fazem parte da Linha de Transmissão em 69 KV, da Companhia Energética do Maranhão, para interligar a Subestação Beira Rio à Subestação Santa Rita. Parte das ruas São Francisco e Paraíba, na Nova Imperatriz, já recebeu o posteamento, que também é notado em trechos da Rua Floriano Peixoto e Avenida Newton Belo.


Segundo a Secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Sepluma), a obra da Linha de Transmissão está embargada. “A secretaria recebeu documentação da Cemar, incompleta, para instalar a rede de transmissão e outra subestação. Está faltando documentação. Também, por causa do dimensionamento dos postes e por ter solução técnica via subterrânea, nós solicitamos a documentação (da Secretaria de Estado de Meio Ambiente), eles (Cemar) não apresentaram, embargamos a obra”, explicou o secretário Richard Sebba.


O embargo teria sido feito após solicitação do vereador Rildo Amaral. “O pedido inicial era o embargo e retirada dos postes por falta de licença ambiental, crime que dá reclusão pra quem cometer. O município não foi respeitado. Não foi respeitado o uso e ocupação de solo, a utilização de calçadas, pois ficou inviável para pedestres e cadeirantes. É uma rede de transmissão sobre as casas, resultando na indução eletromagnética prejudicando até o sinal de antenas de TV”, declara Rildo.


Em nota, a Cemar informou que a Linha de Transmissão, com 6 km de extensão, obedece o padrão de segurança estabelecido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT. A empresa destacou que “conduziu junto aos órgãos ambientais estaduais e municipais, de acordo com suas respectivas competências, todas as formalidades necessárias para a obtenção das licenças a execução da obra de construção da nova Linha de Transmissão”.
O investimento, segundo a Companhia, beneficiará mais de 160 mil pessoas, incluindo os empreendimentos instalados no Distrito Industrial. A Cemar defende que a obra não provocou mudanças de traçado e mantém o curso planejado. O investimento é de R$ 2,3 milhões. - 
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