14 março 2014

CIRETRAN DE IMPERATRIZ, UM VERDADEIRO "PARDIEIRO"

DENÚNCIAS DE MAL ATENDIMENTO, SUBORNO OU PROPINAS, SEGUNDO APURAMOS, FAZEM PARTE DO DIA A DIA DA REPARTIÇÃO QUE É DIRIGIDA POR INDICAÇÕES POLÍTICAS

  1ª CIRETRAN de Imperatriz
Os problemas de mal atendimento e outras denúncias na 1ªCircunscrição Regional de Trânsito de Imperatriz-CIRETRAN,responsável por fiscalizar o trânsito de veículos terrestres, determinar o cumprimento  das normas para formação e fiscalização de condutores na  jurisdição que compreende além de Imperatriz os municípios de  Amarante do Maranhão, Buritirama, Carolina, Cidelândia, Campestre do Maranhão, Davinópolis, Feira Nova do Maranhão, Governador Edson Lobão, Imperatriz, João Lisboa, Montes Altos, Porto Franco, Ribamar Fiquene, São João do Paraíso, São Pedro da Água Branca, São Pedro dos Crentes, Senador La Roque, Sítio Novo e Vila Nova dos Martírios, parecem não ter fim.  A  cada nova gestão que surge à frente da circunscrição as reclamações só aumentam. 

Cansado de esperar ao longo dos anos, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Joca Assunção, diz não ver nenhuma perspectiva de que o atendimento seja humanizado e que as pessoas que buscam resolver seus problemas na documentação do seu veiculo, seja, de fato, solucionado.
 
Joca Assunção
Segundo Joca, a péssima gestão a frente da 1° CIRETRAN passou a atingir a categoria dos taxistas, quando, por quase 10 dias ficou impossível de fazer emplacamentos por falta de lacre das placas: “Temos companheiros que não podem fazer viagem pra fora da cidade  em seus veículos, mesmo estando com documentos e as placas em mãos, por falta do lacre”, relatou.

Joca explicou que a reclamação ainda atinge, além dos usuários, os escritórios de despachantes e auto-escolas, que são prejudicadas diariamente por falta de organização em todos os setores.

Fomos em busca dessa informação, mas muita gente se nega a falar. Com muita dificuldade encontramos  um proprietário de auto-escola, que confirmou: "Se quiser o documento dentro do prazo tem que pagar extra para os funcionários”, nos relatou sob garantia de ter resguardado o sigilo da fonte, pois receia sofrer atrasos em suas demandas ou represálias em seus processos que tramitam no departamento.

A situação está tão "avacalhada" na CIRETRAN que agindo livremente, talvez com o beneplácito da chefia, uma funcionária chegou a divulgar na rede social facebook que cobraria R$ 50 reais para agilizar o atendimento. Grave isso!

Constatamos que além das exigências de propinas ocorridas diariamente naquela repartição, outro delito grave acontece constantemente, que é a retirada de veículos sem documentação regular. 

E os abusos não param por aí, são tantas as reclamações que já existe uma investigação da policia federal para identificar uma emissão de documentos falsos e o uso de cédulas da própria CIRETRAN. A investigação iniciou após a apreensão por parte da Policia Rodoviária Federal de uma grande quantidade de veículos com o licenciamento em atraso, e que, mesmo assim, dispõe de um documento original (papel moeda) como se estivesse em dia.  
Roberto Bitar (e), que substituiu Frederico Angelo (D). Ambos sob indicação política
A gestão da CIRETRAN é de indicação política, segundo dizem há muito tempo sob a tutela de gentes ligadas ao ex-prefeito Ildon Marques e ao empresário Hassan Yousuf pelas relações políticas destes com o clã Sarney. Atualmente o titular da CIRETRAN, é o Sr. Roberto Bitar, uma figura ausente, que segundo levantamos quase não anda lá, ou pelo menos nunca está para imprensa. Pessoas ligadas ao próprio governo dizem que o diretor não teria condições alguma de gerir o sistema, mas ocupa a pasta por ser uma indicação política.

Segundo informações, quando este fica sabendo que a imprensa quer fazer uma entrevista ou  reportagem, sai do local e deixa  a bola com o assessor chefe, o ex-inspetor da Polícia Rodoviária Federal, João Cleber.

“Sem esperanças de que os problemas da CIRETRAN sejam resolvidos, só nos resta relatar essa situação à imprensa e aguardar que um dia a governadora veja que essa é mais uma das insatisfações  que atrapalham ainda mais a sua aceitação política na cidade”, finalizou o sindicalista Joca Assunção.

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