21 dezembro 2014

Provável epidemia do vírus H1N1(gripe suína) dizima índios kanela no Maranhão

Um provável surto do vírus Influenza A/H1N1 causador da chamada gripe suína associado a coqueluche está matando índios kanela, em aldeias localizadas próximos das cidades de Fernando Falcão e Barra do Corda, no Maranhão. 
Tribo Kanela- Fernando Falcão


Os primeiros casos ocorreram em 26 de novembro na Terra Indígena Kanela, com a morte de duas crianças e internação de outras três nos hospitais de Barra do Corda e Imperatriz. 

Uma semana depois, no dia 03 de dezembro, outros 27 casos foram identificados na Terra Indígena Porquinhos. Segundo relatório de entidades indígenas, 19 indígenas já morreram e 310 indígenas estão internados. 

O Distrito Especial de Saúde Indígena do Maranhão (DSEI-MA) enviou uma equipe médica, juntamente com profissionais da Vigilância Epidemiológica e do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado para prestar atendimento e realizar os exames necessários ao correto diagnóstico das causas da epidemia. Por outro lado, a Funai local mobilizou equipe própria para averiguar a situação de saúde. Os técnicos da Funai dizem que as informações repassadas pelo pessoal da Saúde Indígena não traduzem o quadro real. Segundo a Funai, a situação está fora de controle e a equipe de saúde, assim como a estrutura de atendimento, é insuficiente para controlar o problema. 

De acordo com informações do Centro de Trabalho Indígena, ONG do grande cacique branco, Gilberto Azanha, na Terra Indígena Kanela as crianças de 450 famílias apresentam sintomas de gripe. Já na Terra Indígena Porquinhos, crianças de 56 famílias estão em tratamento. A equipe médica local trabalha com restrições de pessoal, de medicamentos e sem a infraestrutura adequado para o atendimento de todos os indígenas que apresentam sintomas da doença. 

Com a proximidade das aldeias afetadas, das cidades de Barra do Corda e Fernando Falcão, se o surto for comprovado e não haver rapidez do Estado e buscar soluções para conter esse avanço, é possível que a doença se alastre além das aldeias.
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