24 março 2015

Dos 7 milhões de maranhenses, mais de 4 milhões sobrevivem de “Bolsa Família”


Por John Cutrim

Reportagem, exibida na noite destra segunda-feira (23) pela Rede Record, mostrou o legado de atraso, miséria, fome, dívidas, escândalos de corrupção, insegurança, educação sem qualidade, deixado pela oligarquia Sarney no Maranhão.

Em quase uma hora de reportagem, a herança maldita dos sucessivos governos de Roseana Sarney e de aliados do grupo Sarney foi retratada pelo programa Repórter Record, apresentado por Heleine Heringer com produção de Daniel Motta.

A pobreza abordada de forma nua e crua e as condições insalubres de sobrevivência, mostrada para todo o Brasil pela emissora do bispo Macedo, é a realidade fiel dos governos ininterruptos de Roseana e membros do clã que, vergonhosamente, deixaram quase 2 milhões de maranhenses abaixo da linha de miséria (renda per capita de R$ 70 por mês). Dos quase 7 milhões de maranhenses, existem mais de 4 milhões sobrevivendo na base do Bolsa Família.

A oligarquia Sarney em mais de quatro décadas de desgoverno deixou um grande passivo negativo: 64% da população passando fome; as três piores cidades em renda per capita – das 100 cidades com pior IDH, 20 são do Maranhão; apenas 6,5% dos municípios maranhenses com rede de esgoto e dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez situados no Maranhão (é o estado brasileiro com maior percentual de miseráveis). O Maranhão tinha, em 2012, governado por Roseana Sarney, a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever e ainda altas taxas de mortalidade infantil.

Portanto, extirpar todos os males deixados pelo sarneisismo não será tarefa fácil. Retirar o Maranhão da lama, do abandono, do descaso e da condição de estado mais pobre e atrasado do país exige tempo, união, esforço concentrado dos entes públicos e da sociedade civil e, principalmente, ações práticas eficientes.

Nesse aspecto, o governador Flávio Dino implementa um conjunto de ações para alavancar os indicadores sociais dos municípios, por meio do Plano de Ação ‘Mais IDH’. Segundo Flávio Dino, a diretriz da gestão é garantir um grande salto na qualidade de vida em um curto espaço de tempo, pois, pela primeira vez, os municípios maranhenses terão atenção direcionada pelo poder estadual. Agora é aguardar os resultados!
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