10 abril 2015

CARTA AO POVO DO MARANHÃO: Por Deoclides Macedo

 "Cumpri, até aqui, verdadeiro calvário de óbices jurídicos e sabotagens políticas..." (Deoclides Macedo)

Vejo-me afastado, ao menos temporariamente, do exercício do mandato parlamentar que o povo do Maranhão me confiou.

Parece incrível que, passados mais de seis meses da realização do pleito, o Poder Judiciário não tenha dado uma resposta definitiva ao pedido de registro de minha candidatura. Mais incrível, ainda, que, na dúvida, prevaleça os interesses de candidato derrotado, a quem o eleitorado não legitimou como seu representante.

Resta, a mim e aos eleitores maranhenses, aguardar o soberano pronunciamento do colendo STF, que certamente, com celeridade, dará a resposta que a sociedade brasileira reclama.

Que seja breve a decisão, porquanto dela depende a adequação do resultado das urnas ao fundamento da democracia, que é exprimir numericamente o equilíbrio de forças políticas do Estado.

Nos 40 dias em que exerci o mandato o fiz plenamente, participando de comissões, atuando nos debates parlamentares, visitando ministros em busca de recursos para o nosso Maranhão. Entendo a atividade política como o exercício permanente da cidadania ativa, e dela não me afastarei.
A luta que represento se inscreve no campo maior do embate contra um sistema de dominação política montado para obstruir o caminho das lideranças autênticas de nosso Estado.

Cumpri, até aqui, verdadeiro calvário de óbices jurídicos e sabotagens políticas que teriam feito qualquer um esmorecer. Mas minha luta não me pertence. Ela é de toda uma região e de centenas de lideranças que estiveram comigo nas ruas e nas praças, levantando a bandeira das transformações sociais que defendemos.

É necessário repensar o nosso sistema eleitoral, que não pode se compadecer com indefinições, esperas infinitas, com a ilegitimidade no exercício do poder. Enquanto isso, continuarei firme, honrando a esperança dos milhares de maranhenses que acreditam na força de nossa gente e no futuro do nosso Maranhão.”

DEOCLIDES MACEDO
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