10 abril 2015

Desorganizados e sem liderança emocionalmente controlada, estudantes se quer entregaram pauta de reivindicações a VBL

Desconexos e sem liderança a altura do debate, estudantes perderam  mais uma oportunidade de questionar.

“Nós patrões, queremos falar a vocês, que são nossos empregados...”, assim iniciou o discurso do estudante José Carlos, líder do movimento que pede mais qualidade no transporte público, na audiência ocorrida ontem na câmara de municipal de vereadores de Imperatriz.
Uma dezena de pauta, e nenhuma entregue as
autoridades

Sem pauta de reivindicações, desorganizados e tomados por um espirito revolucionário que mais atrapalhou que ajudou, os estudantes se calaram à aula de civilidade dos idosos, a semi ou talvez analfabeta, senhora Maria do Carmo demonstrou como se deve buscar por seus direitos ao reclamar diretamente ao diretor da empresa que os motoristas não respeitavam as paradas para idosos, "O motorista arranca e a gente cai dentro do ônibus, eu mesma já caí várias vezes”, reclamou. Enquanto isso, alguns vereadores ligados a atrasada teoria marxistas de tomada do poder pela força e de que o Estado é opressor, elogiavam o movimento desconexo, atrapalhado e barulhento do futuro da nossa cidade.

Afinal, são, exatamente eles, os estudantes, que são o futuro dessa cidade.

A segunda aula ficou por conta do professor Zé Geraldo, que disse ter parado de andar de ônibus por causa da falta de respeito dos motoristas, e reivindicou baseando seus direitos na constituição federal, no estatuto do idoso, no código de postura do município e na lei orgânica, os estudantes, porém, discursavam em tom “estile deboche” e se auto-intitulavam de: Revolucionários que conseguem qualquer coisa! “Eu vou mostrar pra vocês!”, completou o líder do movimento.

A DEFICIÊNCIA DOS DOIS

Claro que a empresa prestadora de serviços na linha de transporte urbano de Imperatriz tem que melhorar. Claro que a acessibilidade, respeito ao direito do idoso e todas as normas que regem o transporte urbano devem ser cumpridas, mas é preciso ter ordem no ‘galinheiro’, ou então as audiências públicas teoricamente organizadas por estudantes vão continuar recebendo aula de criticidade e civilidade de pessoas idosas, mais experientes e talvez até analfabetas, que ao certo, foram a audiência sabendo o que queriam e com uma pauta de reivindicação. 

Os estudantes... Há, os estudantes... Não tinham ou não lembraram de entregar uma cópia de reivindicações e o prazo para solução para os vereadores, secretário de transito e o gestor da empresa, o mínimo que uma audiência pública poderia produzir.

Ou então, deixa pra próxima vez.


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