30 abril 2015

Marco Aurélio quer CPI para investigar Ricardo Murad

Divulgação


Blog Jorge Vieira – O deputado Marco Aurélio (PCdoB) começou a colher assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar para investigar os contratos da Secretaria de Saúde do Estado com a PMR Táxi Aéreo e Manutenção durante a gestão de Ricardo Murad, pai da deputada Andrea Murad (PMDB), acusada de usar a estrutura da pasta na campanha eleitoral.

Há duas semanas parlamentares da base do governo acusam a parlamentar de ter usado indevidamente os helicópteros destinado a transporte de pacientes em situação de emergência para voos da filha do ex-secretário em comícios no interior do Maranhão, sem que a parlamentar apresente uma justificativa plausível.

Segundo denunciou na última segunda-feira o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira, a deputada Andrea Murad utilizou as aeronaves para fazer campanha política. Existe a denúncia de que a filha de Ricardo Murad recebeu em doações R$ 120 mil da CCP Pavimentações, pertencente ao dono da PMR, empresa que locava os helicópteros usados por Andrea.

A prestação de contas da campanha milionária da deputada revela algumas curiosidades, por exemplo, foi a única candidatura em todo o país que recebeu doações da CC Pavimentações. E para aumentar ainda mais as suspeitas, a doação foi feita um dia após a secretaria de Saúde pagar uma fatura da PMR no valor de R$ 411 mil.

Segundo o deputado Rogério Cafeteira, no dia 12 de agosto de 2014, a deputada pagou em cheque o valor de R$ 110 mil pelo aluguel de um helicóptero da PMR para sua campanha, mas o mesmo somente foi descontado no dia 19 setembro. Para aumentar ainda mais as suspeitas, a nota fiscal do serviço não consta na prestação de contas apresentada ao TRE-MA.

Relatório da Secretaria de Saúde, na nova gestão Flávio Dino, também aponta uma série de irregularidades nos contratos da PMR entre os anos de 2011 e 2014.

Levantamentos feitos pela atual gestão da SES observou que, em 2014, a secretaria desembolsou R$ 4,9 milhões à PMR, por 1080 horas de voos, sendo que cada um dos dois helicópteros tinha um faturamento mínimo de 45/horas/mês, o que equivalia a um montante mensal de R$ 411 mil, exatamente o valor pago em 31 de julho de 2014, um dia antes da doação da CC Pavimentações.
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