04 julho 2015

PSDB conduzirá Aécio Neves, que comandará o partido para as eleições de 2016 e 2018

Aécio, eleito presidente do PSDB, rejuvenesceu o partido. Fez uma campanha dramática, enfrentando fatos como a trágica morte de Eduardo Campos, o apoio pífio de Alckmin no primeiro turno em São Paulo, cujo vice é do PSB e abriu dezenas de comitês Alckmin-Marina e de um Serra inteiramente focado na sua eleição pelo Senado. Em resposta, recuperou a imagem de Fernando Henrique Cardoso e as bandeiras do PSDB como as privatizações, além de enfrentar o PT e Lula, coisa que tucano nenhum havia feito. Só não venceu a eleição porque, como está sendo provado a cada dia, ela foi roubada pelo uso de dinheiro público, pela roubalheira da Petrobras, pela corrupção da compra de votos usando o recursos das pedaladas fiscais. Aécio volta à presidência do PSDB para ser presidente em 2018. O resto é a velha tentativa de manter o feudalismo político que ainda resiste dentro do tucanato.
 
(Com informações do Estadão) A convenção nacional do PSDB, prevista para amanhã, servirá de palco para integrantes da cúpula do partido responsabilizarem diretamente o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff pelas crises nas áreas econômica, política e social. A realização do encontro dos tucanos ocorre na mesma semana em que pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação de Dilma caiu para menos de dois dígitos e chegou a 9%.

"Essa convenção terá duas prioridades. A primeira dela é um diagnóstico do País com a responsabilização do PT pela perda de 10 anos de estabilidade econômica, pela degradação social do País, pela retomada do desemprego em níveis impensáveis e pela retirada do Brasil das cadeias globais. A critica ao PT, ao estelionato eleitoral, vai estar presente nesta convenção" afirmou ao Estado o senador Aécio Neves (MG).

No encontro, em um hotel em Brasília, ao custo de cerca de R$ 1 milhão, o senador será reconduzido para o comando da legenda por mais dois anos. A segunda prioridade dos tucanos será a de, em paralelo às críticas, tentar se firmar como uma força política pronta "a qualquer momento" para voltar a governar o Brasil. A ressalva de estar preparados para assumir o comando do País, mesmo antes das eleições presidenciais de 2018, deixa nas entrelinhas, que apesar de não apostarem em impeachment, os tucanos não descartam um afastamento da petista.

"Não sei até quando esse governo sobrevive. Eles terão derrotas expressivas nas eleições municipais, mas certamente esse ciclo do PT não se sustenta além de 2018. Agora, a grande questão que se coloca é se chega a 2018. Mas isso não é um ato de vontade das oposições, poderá ser decorrente de todas as frentes que a presidente enfrenta hoje no campo político, econômico e em especial no jurídico", considera Aécio Neves, candidato derrotado na última disputa presidencial.

2016. Para Aécio, as próximas eleições municipais, consideradas como a antessala da eleição presidencial de 2018, também será o momento de aproveitar o "constrangimento" de alguns partidos em se unir ao PT e ampliar as alianças. "Iniciamos um processo de levantamento de candidaturas viáveis nas 300 maiores cidades do Brasil. Se tiver uma candidatura adversária ao PT com melhores condições que a nossa, o PSDB deve estar aberto para consolidar essas alianças. Esse é um grande momento para ampliarmos as nossas alianças porque as do PT estará cada vez mais estreitas."
Postar um comentário