11 janeiro 2018

Reviravolta: Polícia descarta "homofobia" na morte de Anne Mickaelly e libera acusado

O assassino que confessou ter matado Anne Mickaelly, 22 anos, com golpes de facadas no rosto no último sábado (6/1), na quadra 519 de Samambaia, se apresentou à Polícia Civil na terça-feira (9). Acompanhado do advogado, ele confessou ter cometido o assassinato com o objeto usado para cortar a carne dos churrascos que vende na porta de casa.

O acusado, de 46 anos, contou ao delegado-chefe da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), Joás Borges, que cometeu o crime em um ataque de raiva porque a vítima estaria ameaçando a família dele. De acordo com as investigações, Anne tinha histórico com drogas.

Pouco antes do homicídio, ela teria soltado fogos de artifício na rua e declarado que iria matar alguém. “Em um determinado momento, ele perdeu a paciência”, detalhou Joás Borges.

Apenas com um parente morando no Distrito Federal, a jovem, nascida no Maranhão, teria sido acolhida pela família. Mas, quando perceberam o envolvimento dela com entorpecentes, todos teriam se afastado e ela passou a morar em um apartamento próximo da residência.

A polícia descartou que o homicídio teria sido motivado pela aversão a um romance vivido entre Anne e a filha do homem. “Inclusive, a jovem, de 23 anos, diz que não tinha relacionamento nenhum”, afirma Joás Borges.

Após depoimento, o homem foi liberado. O morador de Samambaia não possui passagem pela polícia e está colaborando com as investigações, segundo o delegado. Ele deve responder na Justiça por homicídio qualificado por motivo fútil.

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