29 dezembro 2018

Mandante da morte de Ivanildo Paiva deve ser preso nos próximos dias...


Crime de pistolagem contra a vida de Ivanildo Paiva derruba torre de babel e deve revelar tramas obscuras que miravam recursos públicos

No inicio da investigação, os cenários que cercavam  os mistérios que levaram a morte por encomenda do prefeito de Davinopolis, Ivanildo Paiva, vários nomes e muitas motivações estavam expostos, porém, com a ultima prisão acatada pela justiça, do empresário Messias da Pneu Zero, pela Regional de Segurança, através da equipe que investiga o caso, praticamente todas as peças foram montadas, e em poucos dias, o mandante do crime pode estar preso, assim considera o delegado Praxísteles.  

Antônio Messias é uma das peças chaves da maratona que empreitou a equipe que investiga o caso, entretanto, há quem diga, nos bastidores, que a ultima peça do quebra-cabeça está montada, e pode vir como uma bomba no meio social e político, ainda, revelar como prefeitos se elegem na região tocantina em meio a financiamentos externos. Se prevalecer esta tese, estará fechado a investigação com todos os envolvidos conduzidos à justiça, porém, ficará a cargo do Ministério Publico prosseguir nas investigações e tentar entender como funciona as negociatas que surrupiam os recursos públicos de pequenos municípios afim de financiar campanhas milionárias, e em troca, claro, torna os serviços públicos cada vez mais escassos. 

A morte de Ivanildo Paiva será apenas o primeiro passo da revelação de um processo que também mata a população quando faltam médicos, leitos e medicamentos, por outro lado, os recursos existem, mas são direcionados ao pagamentos da "bola de neve" de juros da agiotagem que muitas vezes recebem através de prestação de serviços não executadas e notas frias. 

A bomba vai explodir e inicia pela cidade de Davinopolis, que leva o nome do maior líder que a região tocantina já conheceu, envolvido com o sub-mundo, da pistolagem, com a grilagem e morto por seu cangaceiro pistoleiro.

Davinópolis deve ser passada a limpo, mas se o Ministério Publico compreender a importância desse crime, também poderá revelar porque muitos municípios estão quebrados, não desenvolvem, estão no vermelho e porquê o único que não quebra são os financiadores eleitorais. 

Em entrevista concedidas pelos delegados do caso, após a prisão do fazendeiro e ex-empresário Antônio José Messias, o “Messias da Pneu Zero”, o delegado Praxísteles Martins garante que o mandante do assassinato do prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva, será preso nos próximos dias. Para ele, a prisão do fazendeiro é um passo importante para a conclusão da investigação.

“Não vamos demorar muito chegar ao mandante. Estamos prestes a concluir a investigação. O mandante será preso e apresentado à sociedade e ao Poder Judiciário em breve”, disse o delegado.

O crime, segundo o delegado, foi planejado três meses antes da morte de Ivanildo Paiva e a participação de Antônio Messias foi estratégica, como agente financiador e responsável por selecionar os envolvidos de executar o crime. Praxísteles afirmou que a investigação continua até a prisão do principal mandante.

“Esse crime ele vem sendo montado há pelo menos três meses antes da morte do prefeito Ivanildo Paiva. Imbuídos nesse propósito de matar o prefeito essas pessoas foram sendo arregimentadas aos poucos e o Messias foi peça fundamental para arregimentar essas pessoas. Algumas delas, inclusive captadas por ele, desistiram de cometer esse crime e outras aceitaram e nessa trama. Outras pessoas foram sendo envolvidas com esse propósito de assassinar o prefeito. Até que no dia dez de novembro o crime foi praticado, foi consumado. A gente agora tem um passo importante a ser dado. Algumas informações a gente ainda mantém em sigilo para que o próximo passo seja frutífero assim como todos foram até o momento. Então, a gente acredita que em breve a gente vá fechar toda essa investigação com a prisão do mandante desse assassinato”, finalizou o delegado.

Além de Antônio José Messias, já haviam sido presos mais outros seis homens por serem suspeitos de participar do crime. Dentre eles, estão dois policiais militares, sendo um do Maranhão e outro do Pará.

Introdução Holden Arruda com informações de Gilberto Lima

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