09 maio 2019

Assis Ramos, as águas de março e o dever de entregar a cidade como recebeu...

Os mais céticos ou conservadores, os políticos mais experientes alertariam, naturalmente, que a popularidade de qualquer político se desfaz nas águas do período chuvoso. Talvez por isso os números de sondagens internas confirmem realmente que Assis Ramos se desmanchou junto com o asfalto deixado pelo prefeito Madeira, como ocorreu no Bairro Bacurí, por exemplo. 

Madeira tem sido um dos nomes mais lembrados em todos os setores da prefeitura, desde a Ação Social, - onde faltam quase tudo nos CRAS e o que tem vem de doações de supermercados e chegam às vésperas do vencimento, ou na saúde pública, onde, segundo uma enfermeira do HMI, falta medicamentos vitais na UTI. Por outro lado, bem distante da realidade, o prefeito Assis Ramos tenta vender uma imagem de quê tudo estaria sob controle e que em poucos dias, somente com a estrutura da prefeitura, a cidade estará totalmente recuperada. E o mais crítico, a falta de realismo que leva o prefeito a subestimar o povo, em achar que tudo ocorre na mente das pessoas, pelo simples fato da  oposição não parar de falar. 

Antes do período chuvoso eram estampados para o deleite governista a aprovação de Assis com mais de 50%, juntos, regular a ótimo, mas neste momento angustiante, segundo fontes bem próximas do palácio menor, beiram mais de 60% de rejeição. Se as águas levaram a popularidade de Assis, a esperança seria a única forma de restabelecer o governo, no entanto, Assis não é Madeira, que dormia e acordava em cima das obras e dos problemas da cidade, e a sala fria do gabinete era o lugar menos improvável de encontrá-lo, e o mais preocupante, tem demonstrado que dificilmente vai entregar a cidade próxima do estado que recebeu de Madeira. 

Imperatriz é uma princesa, mas rebelde.

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