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É uma lógica delicada de entender, mas como em política existe um jogo não linear de estratégias, tudo parece ser possível para provocar, no campo das ideias, adversários. Na rede social Facebook, moderadores do grupo Impera Imperatriz, organizam uma manifestação pública sugestivamente chamada de #foramadeirasarney para o dia 15 de setembro.

A militância virtual que agrega partidários e/ou simpatizantes dos candidatos Carlinhos Amorim (PDT), Justino Filho (PTC) e Rosângela Curada (DEM), justifica que o movimento é uma forma de “denunciar” a aliança política entre o prefeito de Imperatriz Madeira com a governadora Roseana Sarney.

O movimento é até legitimo por acentuar as divergências políticas e, salutar do ponto de vista das diferenças, porém é confusa na forma e na prática por ser levado a cabo por candidatos que não escondem ser próximo do deputado estadual e médico Antonio Pereira (DEM), uma espécie de fiel depositário para a campanha política deles, em um nebuloso tentáculo privado que se confunde com prestação de serviço a saúde do estado e do município.

Não fique assim vovozinha:
não é só a senhora que não tá entendo mais nada.
Uma das militantes envolvidas no outrora movimento #foraroseanasarney que ocorreu em Imperatriz questiona o fato dessa nova manifestação ter certa estrutura operacional, diferente de outras iniciativas estudantis do ideal do it yourself: “Que legitimidade há em um movimento que surge sabe-se lá de onde e da noite para o dia apresenta um aparatado de 10 carros de som, milhares de adesivos e 500 camisetas prontinhas?”, questiona ela.



É bem provável que efetivamente o deputado Antonio Pereira, da base aliada de Roseana, não tenha mesmo nenhum envolvimento com uma manifestação que coloca em cheque o governo que ele mesmo defende e opera, ainda mais sendo cumpádi de Ricardo Murad, secretário de saúde do estado. O que a mansão no Calhau não consegue compreender é como o deputado não tem gerência por seus aliados na Terra do Frei e, deixar correr frouxo uma iniciativa que reverbera a sina de repulsa à família Sarney. O deputado não seria bobo de avalizar isso, mas é quase impossível não creditar seu nome nas lideranças que arquitetam o protesto. A estratégia é boa, porém dissonante quando analisada pela ótica da política de grupo.

De qualquer forma, é bem-vindo o coro dos contrários, ainda que alheios aos bastidores do jogo político, ao comprar a ideia do #foramadeirasarney, acaba por ignorar (não se sabe por inocência ou desconhecimento de causa) outro personagem histórico da política maranhense, o senador Edison Lobão, que deveria receber também as “honras” do movimento.... Assunto que rende uma próxima postagem.

Por Samuel Sousa

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publicado às 15:24


1 comentário

De Jurema Cappelletti a 30.08.2012 às 16:47

Holden, voltamos do Maranhão na terça-feira e ainda não tive fôlego para escrever sobre as coisas que me deixaram tão revoltada. São Luiz está dividida. Uma parte, a antiga e que mais identifica a cidade, completamente abandonada. A outra, a modernosa com cara de Barra da Tijuca, é a parte para onde foram todos os que têm mais dinheiro ou influência.
Ora! Se quisesse ver prédios na beira da praia não precisaria gastar tanto, nem enfrentar aeroporto ou fazer malas. Era só pegar o carro, sem precisar sair do Rio de Janeiro (sem contar que detesto a Barra da Tijuca).

Fora isso, fiquei pasma com o preconceito maranhense "bem posicionado" contra os ''pobri''!

A explicação que tive com os moradores da parte abandonada: haveria uma guerra entre o governo e a prefeitura local. Nessa guerra, quem se dana é a cidade.

Detalhe: os "bem posicionados", que já se mudaram de mala e cuia para a Barra da Tijuca maranhense, afirmam que aquela é a verdadeira capital.

Meu sonho atual e que nunca vai ocorrer é um dia me tornar prefeita de São Luíz. Mandaria explodir uma bomba na tal capital modernosa.












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