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Interessante o texto publicado no site jornalistas Livres, de autoria do sociólogo Igor Silva, sobre o comportamento dos jornalistas que participaram da entrevista ao presidente Michel Temer, em um dos programas mais antigos da TV aberta no Brasil, o Roda Viva, visto como independente e durante sua história; imparcial, independente e sempre tratando de temas sérios e questões de interesse Nacional, entretanto, o sociólogo alfineta a entrevista e o enredo de puxa-saquismo (jornalistas) e poucas respostas ao que realmente importa para os brasileiros ou para quem resolveu assistir a entrevista.


Veja trecho do artigo abaixo:
“Como você conheceu a Marcela?”: a morte do jornalismo no Roda Viva de Temer. Por Igor Silva

No Roda Viva desta segunda, por exemplo, não foi citada a palavra “crise” nenhuma vez.
No primeiro bloco, Michel Temer respondeu à jornalista Catanhêde dizendo que ele se preocupa, sim, com a saúde e com a educação. Que votou em tempo recorde diversos projetos de lei, como há muito não se votava.
No segundo, teve orgulho de dizer que não se fala mais em CPMF. Que agora, em seu governo, está gastando só o que arrecada e que não é preciso criar mais nenhum tributo.
Ainda no segundo bloco, disse que “admite, mas lamenta” as ocupações nas escolas. E que no seu tempo não era assim. Aproveitou para dizer que fazer a reforma do ensino médio via MP foi uma boa ideia, pois “incendiou o país” e “acendeu o debate“. Belo motivo para editar uma MP de um assunto tão importante!
O programa permaneceu assim durante os blocos seguintes, mas nada, absolutamente nada, superou a última pergunta de Noblat, nos últimos minutos de programa:
“Temer, como você conheceu a Marcela?”
Um jornalista que, em tese, se diz sério, em momento delicado de nossa democracia, pergunta como o presidente conheceu a sua atual esposa.
Poderia ser feita pelo Leão Lobo ou pela Ana Maria Braga, mas foi feita por Ricardo Noblat.

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publicado às 00:44





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