04 janeiro 2019

Damares escolhe indígena como secretária de Igualdade Racial e surpreende movimento negro

Época

A jornalista e documentarista Sandra Terena assumirá a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo Jair Bolsonaro. Terena é curitibana e filha de pai indígena e sua nomeação surpreendeu o movimento negro.

Em 2009, Sandra Terena ficou conhecida pelo documentário “Quebrando o silêncio”, que revela práticas de infanticídios em comunidades indígenas. Pelo trabalho, foi vencedora do prêmio Internacional Jovem da Paz naquele ano.

A ativista política também participou de audiências públicas do Senado que tratavam do Projeto de Lei da Câmara 119/2015, de autoria do deputado Henrique Afonso (PV-AC). O projeto buscava combater as chamadas “práticas tradicionais nocivas” em comunidades tradicionais, como o infanticídio, mas causou polêmica ao ser relacionado a uma possível intolerância religiosa e étnica.

Sandra, porém, opôs-se à interpretação e acusou a Fundação Nacional do Índio (Funai) de negligência: "A partir do momento em que estamos pedindo que haja direito de vida para nossas crianças, é dever do governo apoiar meios para que isso aconteça", reclamou.

Laços

Sandra Terena é presidente da ONG Aldeia Brasil é aliada política antiga de Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Quando Damares foi anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, Sandra elogiou a escolha e afirmou que a pastora evangélica é profunda conhecedora das necessidades indígenas.

À época, ela voltou a criticar a gestão da Funai na era PT. "Ao contrário do que diziam por aí, o governo Bolsonaro pode desfazer os estragos feitos pelo governo Lula e Dilma", afirmou.

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