17 junho 2026

Roseana e Eliziane lideram em rejeição em pesquisa para o Senado




A mais recente pesquisa eleitoral realizada no Maranhão pelo IPPI Pesquisas e Consultorias divulgada pelo Café Quente revelou um dado que chama atenção na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em 2026: a ex-governadora e deputada federal Roseana Sarney (MDB) e a senadora Eliziane Gama(PT) aparecem como as candidatas com maior índice de rejeição entre os nomes testados.

De acordo com o levantamento, ao serem questionados sobre em quem não votariam para senador, 16,9% dos entrevistados citaram Roseana Sarney. Em seguida aparecem Eliziane Gama (PT), com 13,7%, André Fufuca (PP), com 6,7%, Roberto Rocha (Novo), com 5,5%, e Weverton Rocha (PDT), com 4,7%.



Os demais nomes registraram índices menores de rejeição: Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) aparece com 3,5%, Simplício Araújo (DC) com 2,5%, Antônia Cariongo (PSOL) com 2,4%, Duarte Júnior (Avante) com 2,3%, Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,1% e Franklin Douglas (PSOL) com 1,6%.

Apesar de liderar a rejeição, Roseana também aparece na dianteira das intenções de voto para o Senado, evidenciando um cenário de forte polarização em torno de seu nome.

Intenções de voto para o Senado
Na disputa senatorial, em que cada eleitor poderá escolher dois candidatos, Roseana Sarney lidera o primeiro voto com 17,4% das intenções. Em seguida aparecem Weverton Rocha (PDT), com 14,1%, Duarte Júnior (Avante), com 10,2%, Eliziane Gama (PT), com 8,6%, Roberto Rocha (Novo), com 8,3%, André Fufuca (PP), com 6,2%, e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), com 4,2%.

Os indecisos somam 15,8%, enquanto 10,2% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

No cenário do segundo voto para senador, os indecisos lideram com 27,5%, seguidos por brancos, nulos ou nenhum, com 17,6%. Entre os candidatos, Roberto Rocha aparece com 10,1%, Weverton Rocha com 9,3%, Roseana Sarney com 8,6%, Eliziane Gama com 6,7%, André Fufuca com 6,3%, Duarte Júnior com 5,4% e Pedro Lucas Fernandes com 4,3%.

A pesquisa também avaliou a corrida pelo Palácio dos Leões. No cenário estimulado, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, lidera com 41,1% das intenções de voto.

Na segunda colocação aparece Orleans Brandão (MDB), com 23,7%, seguido por Felipe Camarão (PT), com 6,1%, Lahesio Bonfim (Novo), com 5,5%, André Luís (Missão), com 2,6%, e Enilton Rodrigues (PSOL), com 0,9%.

Outros 13,5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 6,5% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Considerando apenas os votos válidos, Eduardo Braide alcança 51,5%, contra 29,6% de Orleans Brandão e 7,6% de Felipe Camarão.

Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de junho de 2026, ouvindo 1.500 eleitores em 79 municípios maranhenses. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-03193/2026

Justiça revoga prisão de ex-diretor investigado por estupro de crianças em creche de Timon




A Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, ex-diretor adjunto de uma creche municipal de Timon, investigado por estupro de vulnerável contra crianças de 2 a 3 anos de idade.

A decisão foi tomada pelo juiz Rogério Monteles, da 1ª Vara Criminal de Timon, após entender que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal e concordou com uma prorrogação considerada incompatível com os prazos previstos no Código de Processo Penal.

Com a decisão, o investigado, que estava preso preventivamente desde 27 de maio, vai responder ao processo em liberdade. No entanto, ele deverá cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.

Segundo o magistrado, a demora na apresentação da denúncia retirou a justificativa para a manutenção da prisão preventiva. O juiz destacou que o prazo solicitado pela autoridade policial e aceito pelo Ministério Público extrapolou os limites estabelecidos pela legislação processual.

Apesar da soltura, a Justiça entendeu que os riscos apontados no processo podem ser controlados por meio de medidas cautelares alternativas, sem a necessidade de manter o investigado preso durante o andamento da ação.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) investiga se seis crianças, de 2 e 3 anos, foram vítimas de violência sexual na Creche Municipal Vila João Reis, em Timon. A apuração avançou após mães procurarem a Delegacia Especial da Mulher (DEM) da cidade, depois da prisão do ex-diretor adjunto Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos.

O caso começou com uma criança de 3 anos, aluna da creche. Segundo a polícia, a violência foi confirmada por laudo pericial.

A delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Especial da Mulher de Timon, disse que várias mães procuraram a unidade após a divulgação do caso. Algumas queriam saber se os filhos apareciam nas imagens analisadas pela polícia. Outras registraram boletim de ocorrência, e as crianças foram encaminhadas para perícia.

A delegada afirmou que há relatos de novas possíveis vítimas. Entre elas, estão meninos com mudanças de comportamento e duas meninas que, segundo as famílias, podem apresentar sinais físicos.

“Os meninos, do sexo masculino, apresentaram comportamentos diferentes nesses últimos dias, segundo as mães narraram. (…) E, sobre as meninas, já há notícias de duas meninas também, que possivelmente a gente vai encontrar alguma materialidade, porque estariam lesionadas”, afirmou Lorena Alves.

Três mães relataram mudanças de comportamento em meninos de 2 e 3 anos, segundo a delegada. As crianças passaram a expor e manipular as partes íntimas de forma incomum, o que levantou suspeitas e levou as famílias a relacionarem os sinais ao caso.

No caso das meninas, a delegada disse que algumas apresentaram dores e desconforto, inicialmente interpretados como assaduras pelas mães.

A investigação considera relatos das famílias, mudanças de comportamento, exames periciais e imagens do circuito interno da creche.

Prefeito de Morros rompe com Fufuca após anúncio de aliança com Braide

 

O prefeito do município de Morros, conhecido popularmente como Paraíba (PL), fez nesta quarta-feira, 17, um duro pronunciamento rompendo oficialmente com o deputado federal André Fufuca (PP).

A reação do gestor municipal ocorre após o anúncio de Fufuca como pré-candidato ao Senado na chapa de oposição liderada por Eduardo Braide (PSD).

No vídeo, Paraíba classificou a mudança de postura do deputado como um ato de “ingratidão” e anunciou que seu novo pré-candidato ao Senado será Hilton Gonçalo (Mobiliza).

“Dei minha palavra para ele. E, infelizmente, a gente achando que ele estava no grupo do nosso governador Carlos Brandão, juntamente com o nosso pré-candidato Orleans Brandão, sendo da chapa de Senado do governo do Estado. E simplesmente a gente se deparou com uma declaração e simplesmente com o apoio que ele na verdade deu ao Eduardo Braide”, desabafou o prefeito.

E completou: “Eu quero te dizer, Fufuca, que a partir de hoje eu não voto mais em ti. Sabe por quê? Porque eu estou vendo em você que você não tem gratidão às pessoas que lhe abraçaram, como o governador Carlos Brandão. (…) Se você não valorizou o governador, você vai honrar, você vai respeitar o prefeito? Você não vai respeitar.”

Paraíba comunicou de forma clara que abrirá espaço em sua região para os nomes que se mantiverem fiéis ao Palácio dos Leões. Ele confirmou o apoio imediato a Hilton Gonçalo e abriu as portas para outros nomes alinhados à base governista.
“A partir de hoje, eu só tenho um candidato a Senado, que é Hilton Gonçalo. A partir de hoje, eu estou levando e vou abrir aqui espaço para outros pré-candidatos a Senado que estejam na chapa do nosso governador Carlos Brandão”, garantiu.

16 junho 2026

IPS: oito municípios do Maranhão estão entre os 10 piores do Nordeste em qualidade de vida. Três estão na Região Tocantina

 

Entre os 10 piores do nordeste 8 municípios maranhenses e 3 da região tocantina, uma região próspera mas que amarga números desastrosos.

É ao mesmo tempo surpreendente e constrangedora a revelação de que, segundo o Índice de Progresso Social Brasil (IPS) 2026, nada menos oito dos dez municípios nordestinos com pior qualidade de vida estão no Maranhão. Nesse ranking denunciador apenas um município da Bahia e um de Pernambuco. Nenhum do vizinho Piauí.

Os maranhenses são Peritoró, Cajari, Marajá do Sena, Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é definido a partir das informações de 57 indicadores colhidos em fontes públicas oficiais, e usa uma metodologia que avalia o desempenho dos municípios em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.

Governado pelo médico Josué Pinho da Silva Jr., mais conhecido como “Doutor Jr.” (PP), Peritoró (20,7 mil habitantes) é o último da fila, o que lhe impõe a condição de ser o município com pior qualidade de vida do Maranhão, de todo o Nordeste, e que ocupa a 5.555ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros.

A situação lastimável dos oito piores municípios maranhenses coloca o Maranhão numa posição constrangedora, que alimenta o adjetivo de “pior” estado do Brasil, em que pesem os muitos esforços feitos para mudar de vez essa imagem incômoda. Ao mesmo tempo, coloca os prefeitos dessas unidades municipais na berlinda e diante do desafio de reverter essa realidade.

Nesse contexto, a revelação atinge em cheio o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União). Ex-vereador de três mandatos em São Luís e deputado federal por cinco mandatos consecutivos, tendo entrado para a história da Câmara Federal por não haver faltado a nenhuma sessão durante essas duas décadas, Pedro Fernandes elegeu-se prefeito de Arame em 2020 e se reelegeu em 2024 com a marca de político sério e comprometido com o projeto maior de melhorar qualidade de vida do povo maranhense.

Sua reeleição se deveu ao fato de Pedro Fernandes ter sido apontado como um dos mais eficientes e corretos prefeitos do Maranhão, o que leva à indagação: por que, então, a maioria dos 20,7 mil habitantes de Arame vive numa situação tão ruim, como aponta o IPS?  A indagação vale para os prefeitos os outros sete municípios maranhenses listados pelo IPS, a começar pelo de Peritoró.

reporter tempo por Ribamar Corrêa

Justiça suspende pagamentos de contratos de terceirização em Buriticupu

 

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Poder Judiciário determinou, em 12 de junho, em tutela de urgência, a tomada de várias medidas para garantir a transparência de contratos de terceirização mantidos pelo Município.

Proferidas pela juíza Laís Suelem Silva Araújo Lima, as determinações acolhem as solicitações feitas pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, em Ação Civil Pública, ajuizada em 23 de dezembro de 2025, a partir de denúncia registrada na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), sobre os contratos.

Além da existência de contratos de terceirização de mão de obra sem divulgar informações no Portal da Transparência do Município, foram identificados pagamentos superiores a R$ 22 milhões ao Instituto Mais Integração Social (IMIS) e mais de R$ 3,6 milhões ao Instituto Alvorecer, sem disponibilizar documentos e informações exigidos pela legislação de transparência pública.

Foram constatadas, ainda, divergências entre informações divulgadas pelo Município e os contratos e pagamentos para terceirização de serviços. Além disto, foi observada a omissão de informações sobre contratos, processos licitatórios, empenhos, liquidações, notas fiscais e outros documentos sobre as contratações.

A cidade de Buriticupu está sob o comando do vice-prefeito, José Antônio Lisboa Mendes, desde o fim de maio, quando o prefeito, João Carlos da Silva, foi afastado por decisão judicial, também a pedido do MPMA.

Gilberto Léda

Advogado que atuava em Arame é condenado a sete anos de prisão por desvios de recursos de clientes vulneráveis

 


Uma ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Arame, levou à condenação do advogado Wender Lima de Lima, no dia 4 de junho, à pena de sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão.

A sentença foi assinada pelo juiz Calleb Mariano Ribeiro, que responde pela Vara da Comarca de Arame. A denúncia é de autoria do promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde pela Promotoria de Arame.

Como ainda foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada, o réu também foi condenado a 11 meses de detenção e ao pagamento de R$ 207.866,50, a título de reparação mínima pelos danos materiais causados às vítimas atingidas pelas condutas ilícitas.

ENTENDA O CASO

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o advogado aproveitou-se de sua atividade profissional para efetuar o levantamento de 25 alvarás judiciais e homologações de acordos de clientes em situação de hipervulnerabilidade, que incluíam pessoas idosas, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.

As investigações demonstraram que ele realizou saques em espécie e transferências dos valores diretamente para suas contas bancárias, retendo integralmente o dinheiro das causas e deixando seus representados desamparados.

A acusação também apontou que, após ser notificado pelo Ministério Público, o profissional tentou obstar a persecução penal apresentando oito “Termos de Adimplemento” ideologicamente falsos. Para tanto, utilizou-se de artifícios para colher assinaturas de testemunhas em folhas de papel totalmente em branco — sob a alegação de que seriam apenas protocolos do juízo devido à pandemia —, preenchendo-as posteriormente com falsas declarações de quitação financeira para tentar induzir o órgão ministerial a erro.

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL

O promotor de justiça Felipe Rotondo destacou que a atuação do Ministério Público buscou não apenas garantir a estrita responsabilização penal do acusado por violações graves à ética e à lei penal, mas concentrou-se fortemente na proteção de pessoas em severa condição de vulnerabilidade. “O foco da instituição pautou-se na prevenção da revitimização e no respeito à integridade física, social e psicológica das pessoas lesadas”, afirmou.

15 junho 2026

Esquema que desviou R$ 9,6 milhões de emendas tinha ligação com facção, diz MP

 


O grupo criminoso alvo de uma operação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), nesta segunda-feira (15), teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas parlamentares destinadas a projetos sociais. Segundo as investigações, o esquema também apresentava indícios de ligação com facção criminosa por meio de um núcleo armado e de intimidação.

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção criminosa.

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.

Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Segundo o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização.

A decisão judicial destacou que o crime de organização tem natureza permanente e que a prisão preventiva mostrou-se indispensável para interromper a atuação do grupo, frear a reiteração delitiva e garantir a ordem pública, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.

Parecer aponta falhas e MP aprofunda investigação sobre concurso em Jenipapo dos Vieiras

 

Prefeito  Arnobio Martins

A contratação da Fundação de Apoio Tecnológico (FUNATEC) para organizar o próximo concurso público de Jenipapo dos Vieiras passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Maranhão.

A 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda converteu em inquérito civil o procedimento que apura a legalidade do contrato firmado pela Prefeitura com a entidade.

No centro da apuração está a Dispensa de Licitação nº 011/2025, mecanismo utilizado pela administração municipal para delegar à fundação a execução do certame. A investigação avançou após a emissão do Parecer Técnico nº 181/2026-GPGJ, da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou possíveis irregularidades formais no processo que dispensou a realização de concorrência pública.

Como parte das diligências, o prefeito  Arnobio Martins foi notificado a apresentar, no prazo de dez dias úteis, documentação e esclarecimentos que justifiquem a contratação da FUNATEC por dispensa de licitação. Dependendo das informações prestadas e da conclusão das investigações, o caso poderá resultar em recomendações, medidas judiciais ou até mesmo na suspensão do concurso público.

Entidades repudiam ataques do vereador Daniel Barros contra jornalista de Caxias


Foto Reprodução

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram uma nota pública de repúdio contra o vereador de Caxias, Daniel Barros, em razão de declarações consideradas ofensivas e reiteradas contra a jornalista e secretária municipal de Comunicação de Caxias, Marcela Ramos Oliveira.

No documento, as entidades afirmam que o parlamentar teria ultrapassado os limites da atividade política ao promover o que classificam como campanhas de desinformação e ataques pessoais contra a profissional. Segundo a nota, Marcela foi alvo de acusações sem provas, sendo chamada de “criminosa” e “manipuladora”, além de ter tido dados pessoais expostos indevidamente.

O Sindjor-MA e a Fenaj destacam que repudiam qualquer forma de linchamento virtual e a imputação de crimes sem comprovação.

Prefeitura abre inscrições para cursos gratuitos nas áreas de hotelaria e gastronomia

 

Prefeitura abre inscrições para cursos gratuitos nas áreas de hotelaria e gastronomia

 Capacitações promovidas pela SEDEC atendem diferentes setores da economia local (Foto: Divulgação/SEDEC)

A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), e em parceria com o Senac, abre na próxima terça-feira (16) as inscrições para uma nova etapa de cursos gratuitos de qualificação profissional voltados aos setores de hotelaria e gastronomia. A iniciativa faz parte do programa Impulsiona Imperatriz e busca atender à demanda por capacitação em áreas ligadas ao turismo, hospedagem e alimentação.

As inscrições seguem até o dia 23 de junho e podem ser realizadas de forma on-line, por meio do site oficial da Prefeitura de Imperatriz, ou presencialmente no Sine Municipal, localizado na Rua Coriolano Milhomem, s/n, ao lado do Ginásio Poliesportivo Professor Jackson Pereira, na Praça Mané Garrincha. O atendimento acontece das 8h às 12h.

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem apresentar cópias do RG ou CNH, comprovante de endereço e comprovante de escolaridade. A idade mínima para inscrição é de 18 anos.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Alfredo Wagner, os cursos foram planejados para atender setores que demandam profissionais qualificados. “Essa é mais uma ação do programa Impulsiona Imperatriz, que visa melhorar o empreendedorismo e a qualificação das pessoas na nossa cidade. São cursos voltados principalmente para a rede hoteleira e para o setor de gastronomia, oferecendo a oportunidade de aprimorar a qualidade do atendimento nos hotéis e restaurantes da cidade”, afirma.

O resultado dos candidatos selecionados será divulgado no dia 25 de junho pelos canais oficiais da Prefeitura.

Cursos ofertados

Entre as capacitações disponíveis está o curso de Recepcionista em Meios de Hospedagem, com carga horária de 160 horas e aulas presenciais. O curso oferece 25 vagas e tem início previsto para o dia 29 de junho de 2026. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos e estar cursando pelo menos o 1º ano do Ensino Médio.

Também será ofertado o curso de Camareira(o) em Meios de Hospedagem, com carga horária de 160 horas. São disponibilizadas 25 vagas, com início das aulas em 29 de junho de 2026. Os candidatos devem ter idade mínima de 18 anos e Ensino Fundamental completo.

Na área de gestão e alimentação, a programação inclui o curso de Elaboração de Cardápios: Planejamento e Precificação, com 40 horas de duração. A capacitação oferece 25 vagas e tem início previsto para 29 de junho de 2026. O curso é destinado a pessoas com idade mínima de 16 anos que tenham concluído os anos finais do Ensino Fundamental.

A programação conta ainda com o curso de Comida de Boteco, com carga horária de 20 horas. São ofertadas 20 vagas, com início em 5 de julho de 2026. A capacitação é voltada para pessoas interessadas em aprimorar conhecimentos na produção de alimentos e ampliar oportunidades de atuação no setor gastronômico.

12 junho 2026

Assassinato brutal em Arame revolta a sociedade e um cenário de violência, medo e apelo por justiça.


A noite desta quinta-feira, 11, foi marcada por violência no bairro Olaria, em Arame. Um homem identificado como Júnior das Placas foi executado por disparos de arma de fogo na região do rosto e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

Junior das Placas não possuía vinculo com o crime, e era mais reconhecido por sua atividade social e atualmente acometido por uma deficiência física por conta de um acidente, o que impossibilitou de continuar trabalhando como vigilante, uma das atividades profissionais que exercia, no entanto, pelas fotos e artes divulgadas em períodos festivos, o que se vê é um jovem com sonhos e projetos.

A autoria e a motivação do homicídio ainda são desconhecidas, o que torna o crime ainda mais revoltante perante a sociedade, no entanto, a baixa comoção ainda surpreende pela morte de um trabalhador de bem e sem antecedentes criminais, e apesar da policia estar empenhada no levantamento do caso e posterior elucidação das motivações, Junior das Placas se torna mais uma vítima de um cenário de violência e medo que cerca a cidade de Arame.

O caso segue sob investigação e a polícia trabalha para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime, enquanto isso a família e amigos clamam por justiça e temem que o caso caia no esquecimento.

Justiça condena prefeito de Amarante e impõe multa de R$ 522 mil por descumprir ordem de reforma de escola indígena

 


A Justiça Federal condenou a prefeitura e o prefeito de Amarante do Maranhão a promoverem a reforma da Escola Indígena da Aldeia Cigana e garantir condições adequadas para o funcionamento da unidade de ensino. A decisão foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), com posterior atuação do Ministério Público Federal (MPF), que apontaram a omissão prolongada da gestão municipal diante das graves deficiências estruturais da escola.

As investigações revelaram uma série de problemas que comprometiam o direito à educação dos estudantes indígenas, entre eles telhado danificado, buracos no piso, paredes deterioradas, falta de mobiliário adequado e interrupções no fornecimento da merenda escolar. Segundo os órgãos ministeriais, a situação era tão precária que a escola não possuía condições de funcionamento em períodos de chuva, prejudicando diretamente o aprendizado das crianças e adolescentes da comunidade.

Mesmo após sucessivas determinações judiciais para que providências fossem adotadas, o município não comprovou a execução das medidas exigidas. A Justiça destacou que o prefeito foi intimado pessoalmente em janeiro de 2026, mas permaneceu sem apresentar qualquer manifestação ou solução efetiva para o problema. O magistrado ressaltou que a falta de recursos financeiros não pode servir de justificativa para negar direitos fundamentais assegurados pela Constituição.

Diante do descumprimento reiterado das decisões judiciais, o prefeito Vanderley Miranda foi condenado ao pagamento de multas pessoais que somam R$ 522 mil, sendo R$ 12,9 mil por ato atentatório à dignidade da Justiça e R$ 510 mil referentes ao acúmulo de multa diária pelo atraso no cumprimento da liminar. A sentença também determinou o envio do caso ao MPF para apuração de eventual crime de responsabilidade por parte do gestor municipal. Ainda cabe recurso da decisão.

10 junho 2026

Inquérito apura suposto envolvimento de secretário em direcionamento de licitação para posto de gasolina em Araioses

 


O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa e eventual dano ao erário relacionados a um contrato firmado entre a Prefeitura de Araioses e a empresa Autoposto Delta Ltda. para o fornecimento de combustíveis ao município.

Entre os investigados estão Ricardo Lisboa Brito de Miranda, proprietário da empresa contratada, e o secretário municipal de Obras Públicas, João de Jesus Brito de Miranda, que, segundo a portaria ministerial, teria supostamente interferido no processo de contratação.

De acordo com o Ministério Público, a investigação foi instaurada após representação encaminhada pela Ouvidoria Geral do órgão, registrada sob o protocolo nº 57661042026, apontando indícios que justificam uma apuração formal.

Vínculos e contratação

A Promotoria informa que existem dúvidas quanto à compatibilidade patrimonial da empresa contratada, à legalidade do procedimento utilizado para a contratação e à existência de possíveis vínculos de parentesco ou amizade entre agentes públicos envolvidos e beneficiários do contrato.

O objetivo do inquérito é verificar se houve atos de improbidade administrativa ou prejuízo aos cofres públicos, identificando eventuais responsáveis e reunindo elementos que possam fundamentar eventual ação civil pública.

Secretaria de Educação de Açailândia mantém ex-coordenadora investigada pelo Ministério Público em representação institucional

 


A Secretaria Municipal de Educação de Açailândia, sob a gestão da secretária Karla Janys, mantém a ex-coordenadora da Educação Especial, Ivanilde Sobral, na representação institucional do município, mesmo diante de investigação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

A apuração, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, investiga o suposto recebimento indevido de valores em contas pessoais, após a servidora ter indicado sua própria chave Pix para o recebimento de inscrições de alunos. O procedimento também analisa questões relacionadas à destinação de brinquedos vinculados às atividades da Educação Especial.

Segundo as informações apuradas, o Ministério Público pediu o afastamento da servidora das funções de coordenação durante o andamento das investigações. No entanto, ela continua participando de eventos oficiais e representando a Educação Especial do município.

Um exemplo recente foi sua participação no congresso promovido pela UNDIME em parceria com o Ministério da Educação (MEC), que discutiu as novas diretrizes para a Educação Especial. Fotografias do evento registram Ivanilde Sobral atuando como representante da rede municipal, ignorando totalmente a investigação do MP e afundando ainda mais em escândalos a gestão do prefeito doutor Benjamim.

A permanência da ex-coordenadora em atividades institucionais ocorre enquanto o Ministério Público segue apurando possíveis irregularidades envolvendo o recebimento de recursos em contas pessoais e outros aspectos administrativos ligados à gestão da Educação Especial no município.



Operação da PF combate esquema de corrupção eleitoral no Maranhão

 

Nesta quarta-feira (10/6), a Polícia Federal deflagrou a operação Fundo Oculto com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e pelo financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no estado do Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado que utilizava empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para canalizar recursos públicos que, logo após o crédito nas contas empresariais, eram rapidamente convertidos em espécie.

Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís/MA.

A apuração revelou que o fluxo financeiro atingiu picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito, com movimentações atípicas que totalizaram quase R$ 10 milhões.

Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram aproximadamente R$ 2 milhões.

As evidências demonstram que o esquema utilizava uma técnica de lavagem de dinheiro.

Os recursos eram sacados das contas das empresas e depositados em contas de laranjas. Também foram identificadas planilhas informais de “caixa dois” e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco.

Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos.

Os repasses eram pulverizados entre servidores.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões.

As medidas visam identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros crimes contra a administração pública.

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