21 agosto 2026

Fufuca e Lahesio aparecem encostados em Roseana disputando a liderança para o Senado

 

A disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal em 2026 ganhou um novo ingrediente com a divulgação, nesta quinta-feira (20), da pesquisa IPSensus. O levantamento mostra André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) praticamente empatados na segunda colocação, considerando a soma do primeiro e do segundo voto para o Senado.

De acordo com os números, Roseana Sarney (MDB) aparece na liderança, com 24,82%. Na sequência, André Fufuca registra 19,17%, enquanto Lahesio Bonfim aparece com 19,10% — uma diferença de apenas 0,07 ponto percentual entre os dois.

Na sequência estão Weverton Rocha (PDT), com 16,24%, e Eliziane Gama (PT), com 11,76%.

O resultado coloca Fufuca e Lahesio praticamente na mesma faixa de intenção de voto e deixa a disputa pelas duas cadeiras do Senado aberta entre os principais nomes apresentados no levantamento.

Confira os números para o Senado

  • Roseana Sarney (MDB): 24,82%
  • André Fufuca (PP): 19,17%
  • Lahesio Bonfim (Novo): 19,10%
  • Weverton Rocha (PDT): 16,24%
  • Eliziane Gama (PT): 11,76%
  • Dr. Hilton Gonçalo: 3,38%
  • Simplício Araújo: 1,43%
  • Cidônio Gonçalves: 1,30%
  • Raimundo Moreira: 1,04%
  • Wilson Leite: 0,91%
  • Enilton Rodrigues: 0,84%

Como o eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado em 2026, o levantamento considera a soma do primeiro e do segundo voto.

redação jonh cutrin

Promotoria apura contratação de filhos do prefeito para atuação em UBS de Açailândia


 O Ministério Público do Maranhão (MPMA) está apurando possível prática de nepotismo e favorecimento pessoal envolvendo filhos do prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira

A denúncia aponta que filhos do atual prefeito estariam exercendo atividades médicas no Hospital Municipal e em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Açailândia, com remuneração supostamente superior à recebida por outros profissionais, sem uma justificativa técnica ou funcional aparente.

A apuração está sendo conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, sob responsabilidade do promotor de Justiça Denys Lima Rego.

Notificações foram encaminhadas ao prefeito para esclarecimento dos fatos, mas que não houve, até o momento, resposta conclusiva às reiterações expedidas pelo órgão.

A Promotoria decidiu aprofundar a apuração por meio de Inquérito Civil para verificar se houve nepotismo, favorecimento pessoal ou eventual violação aos princípios que regem a Administração Pública.

Como parte das primeiras diligências, o MPMA requisitou ao secretário municipal de Saúde de Açailândia informações e documentos relacionados aos filhos do prefeito, com prazo de dez dias para resposta. A Secretaria deverá informar se os filhos de Benjamim de Oliveira trabalharam ou trabalham como médicos na estrutura da Prefeitura durante o atual mandato, além de apresentar os respectivos locais de lotação e unidades onde atuaram.

Também deverão ser informados os valores recebidos a título de remuneração ou outras vantagens pecuniárias, bem como o período exato de atuação de cada profissional.

A medida, neste momento, tem caráter investigativo e busca reunir elementos para esclarecer as circunstâncias das contratações e dos pagamentos mencionados na denúncia.

20 agosto 2026

MPMA amplia investigação sobre contratação do Instituto Vida Mais pela Prefeitura de Carolina


Promotoria aponta ausência de regulamentação municipal à época do chamamento, dúvidas sobre pagamentos e execução dos serviços e possível dano ao erário

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) decidiu aprofundar a apuração sobre a contratação do Instituto Vida Mais pela Prefeitura de Carolina. Por meio da Portaria nº 30/2026-PJCAR, assinada em 18 de agosto pelo promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, a Promotoria de Justiça da Comarca de Carolina converteu a Notícia de Fato SIMP nº 003345-509/2026 em Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Instituições.

A investigação teve origem em uma manifestação sigilosa encaminhada à Ouvidoria Geral do MPMA, relatando possíveis irregularidades na contratação e no posterior distrato da organização social, inscrita no CNPJ nº 21.181.844/0001-56.

O foco da apuração está no Chamamento Público nº 01/2025, no Termo de Credenciamento nº 01/2025, no distrato firmado em junho de 2025 e no Termo de Revogação assinado em outubro daquele ano.

Segundo o Ofício CMC nº 113/2026, a Câmara de Vereadores informou que, quando o Chamamento Público nº 01/2025 foi iniciado e tramitado, não havia sido encaminhado pelo Executivo projeto de lei regulamentando parcerias com Organizações Sociais.

A Câmara também informou que não houve deliberação legislativa, expressa ou tácita, autorizando a celebração do Termo de Credenciamento nº 01/2025.

O projeto de lei tratando da matéria somente teria chegado ao Legislativo em 8 de setembro de 2025, posteriormente convertido na Lei Municipal nº 700, de 15 de setembro de 2025.

O procedimento questionado pelo MPMA, portanto, ocorreu antes da aprovação da legislação municipal específica.

Outro ponto destacado pelo promotor está no próprio Termo de Revogação, datado de 15 de outubro de 2025.

Segundo a Portaria, o documento reconheceu administrativamente que, na época da abertura do chamamento, não existia regulamentação municipal estabelecendo as diretrizes e critérios para formalização de parcerias com organizações sociais.

O reconhecimento entra em contradição, segundo o Ministério Público, com manifestação posterior da Prefeitura.

Em ofício encaminhado à Promotoria em 27 de maio de 2026, o Executivo municipal teria sustentado a “integral regularidade” dos atos praticados.

O Ministério Público também encontrou inconsistências no instrumento de distrato firmado em 27 de junho de 2025.

A cláusula primeira estabelece efeitos do ajuste em um período descrito como “a partir de 23/04/2025 à 26/04/2026”, redação considerada obscura pela Promotoria.

O MPMA determinou também a individualização dos agentes públicos e privados que eventualmente possam ter responsabilidade pelos atos investigados.

A questão que antes estava restrita a uma notícia de possível irregularidade agora passa a ser objeto de um procedimento formal do Ministério Público, e verificar se houve prejuízo aos cofres públicos de Carolina.

Inquérito apura possível irregularidade na Câmara de Estreito

 


Promotoria investiga tramitação que resultou na promulgação tardia das Leis Municipais nº 136/2025 e nº 140/2025

A Câmara Municipal de Estreito, presidida pelo vereador Helismar Moreira de Freitas, é investigada pelo Ministério Público do Maranhão por causa de possíveis irregularidades na tramitação legislativa de duas leis municipais promulgadas somente após um período considerado tardio.

A 1ª Promotoria de Justiça de Estreito, decidiu converter uma Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar a apuração.

Segundo a portaria, o objeto do inquérito é “apurar possíveis irregularidades na tramitação legislativa que culminou na promulgação tardia” das duas leis municipais,

A apuração teve origem em uma manifestação registrada na Ouvidoria do Ministério Público, sob o protocolo nº 53300012026.

O Ministério Público pretende esclarecer as circunstâncias que levaram à promulgação tardia das duas normas e, especialmente, verificar se os procedimentos adotados pela Câmara Municipal respeitaram as regras legais e regimentais.

Ao final da investigação, caso sejam identificadas irregularidades e elementos suficientes, o Ministério Público poderá adotar as medidas que considerar cabíveis, inclusive no âmbito judicial.

Fonte: Portaria nº 23/2026 – 1ªPJEST, Inquérito Civil SIMP nº 001398-509/2026, Ministério Público do Estado do Maranhão.

 

PRF e PM apreendem 150 cabeças de gado com documentação falsa em Porto Franco

 


Uma fiscalização conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar resultou na apreensão de 150 cabeças de gado na noite dessa terça-feira (18), em Porto Franco, no Maranhão. Durante a abordagem, os agentes identificaram irregularidades na Guia de Trânsito Animal (GTA) apresentada pelos responsáveis pelo transporte. O documento, que acompanha o rebanho durante o deslocamento, foi considerado falso.

O gado estava dividido em dois caminhões. Além da falsificação da GTA, os documentos apresentavam inconsistências relacionadas à quantidade de animais e à rota informada para o transporte. Os dois motoristas foram encaminhados à delegacia de Imperatriz para prestar depoimento.

Após a identificação das irregularidades, os animais foram retirados do transporte e levados para os currais dos parques de exposições de Imperatriz. No local, o rebanho passou por inspeção sanitária e permanece retido enquanto a documentação é analisada e os responsáveis não apresentam os documentos considerados corretos.

Segundo Amélia Santana, fiscal da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), a transferência para Imperatriz ocorreu com apoio da Polícia Militar, já que o município possui plantão central com atendimento durante 24 horas.

“Com apoio da Polícia Militar, nós deslocamos os animais para Imperatriz, que é onde o plantão central funciona 24h, e agora nós estamos com os animais retidos até que os responsáveis apresentem novos documentos”, explicou.

A GTA é utilizada para acompanhar o trânsito de animais e permite identificar a origem e o destino do rebanho durante o transporte. O documento também integra as medidas de controle sanitário, auxiliando na prevenção e no acompanhamento de possíveis doenças que possam atingir os animais.

Aged vai verificar origem do rebanho

A procedência dos animais também será verificada pela Aged. Conforme a fiscalização, o rebanho teria saído do Piauí, e a agência deverá consultar o estado vizinho para confirmar se os animais realmente foram embarcados de lá e se as informações apresentadas correspondem à movimentação do gado.

“Nós vamos averiguar com o estado vizinho, o Piauí, que é de onde saíram os animais, se realmente saíram de lá esses animais, e aí a gente vai conseguir liberar a carga para seguir a viagem”, afirmou Amélia Santana.

A falsificação da Guia de Trânsito Animal configura crime. Além das medidas relacionadas à ocorrência, os responsáveis pelo rebanho deverão responder a processo administrativo junto à Aged pelas irregularidades identificadas durante a fiscalização.

Neto Ferreira

Promotoria pede afastamento de secretário de Infraestrutura por prejuízo de R$ 4,6 milhões em obras


Recomendação do Ministério Público coloca sob suspeita medições, projeto, fiscalização e pagamentos de contrato de pavimentação

Uma recomendação do Ministério Público do Maranhão colocou a gestão do prefeito Benjamim de Oliveira, em Açailândia, em mais uma situação administrativas complexa e que expõe a fragilidade do comando municipal.

O documento, assinado pelo promotor Denys Lima Rêgo, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, recomenda o afastamento cautelar de três servidores municipais e a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) diante de suspeitas que envolvem fraudes licitatórias, medições adulteradas, falsificação de dados geométricos, serviços tecnicamente incompatíveis e possível dano milionário aos cofres públicos.

A recomendação é a de nº 12/2026, vinculada ao SIMP nº 004466-255/2025, e estabeleceu o prazo de apenas 24 horas para que o prefeito adote as providências determinadas pelo Ministério Público, prazo cumprindo nesta segunda-feira (17) e publicado nas primeiras horas no D.O. da prefeitura de Açailândia, mas sem citar os motivos.

O caso investigado pelo MP refere-se ao Contrato nº 0816/2025, firmado com a empresa Plamontec – Planejamento Obras Terraplenagem Ltda, e envolve diretamente o secretário municipal de Infraestrutura e Urbanismo, Halan Jefferson dos Santos Nobre, apontado no documento como ordenador de despesas responsável por liquidar e autorizar pagamentos.

O Ministério Público aponta uma diferença expressiva entre o que teria sido efetivamente executado e aquilo que acabou sendo pago à empresa. A obra teria um valor real de execução estimado em R$ 3.900.906,78, enquanto os pagamentos já realizados alcançariam R$ 5.669.794,40.

O MP aponta um prejuízo acumulado de R$ 4.670.144,95, relacionado, entre outros fatores, ao pagamento de metragens consideradas fantasmas e à execução de serviços sem utilidade técnica.

Segundo o Ministério Público, o engenheiro responsável pelo Estudo Técnico Preliminar/Projeto Básico e o secretário teriam permitido a aplicação de microrrevestimento asfáltico a frio diretamente sobre leito de terra nua.

Além do secretário, o MP recomenda o afastamento do engenheiro Marconys Nascimento Barbosa, responsável pela elaboração do ETP/Projeto Básico, e do fiscal Guthierry Lima Sousa.  

Guthierry Lima Sousa, teria atestado boletins contendo vias denominadas “Rua Principal 01” e “Rua Principal 02”, classificadas pelo Ministério Público como vias virtuais inexistentes fisicamente.

A recomendação determina que os três sejam afastados por 90 dias.

19 agosto 2026

Benjamim afasta secretárioi indicado por Aluizio Sousa temporáriamente sem esclarecer motivos.

 


A Prefeitura de Açailândia publicou, nesta sexta-feira (14), uma portaria determinando a suspensão temporária do exercício do cargo de secretário municipal de Infraestrutura e Urbanismo, Halan Jefferson dos Santos Nobre. O secretário é cota da estrutura do ex-prefeito Aluizio Sousa que ainda domina os cargos mais importantes da prefeitura, na gestão de Benjamim. 

De acordo com o documento assinado pelo prefeito Benjamin de Oliveira, a medida foi adotada como uma ação de natureza cautelar no âmbito da Administração Pública Municipal.

A portaria estabelece que, durante o período de suspensão, as atribuições do cargo serão desempenhadas por um substituto que deverá ser regularmente designado pela Administração Municipal.

O documento, entretanto, não informa o período de duração da suspensão nem apresenta, no trecho divulgado, os motivos específicos que levaram à adoção da medida cautelar.

A portaria entrou em vigor na data de sua publicação, em 14 de agosto de 2026, conforme consta no documento oficial.

Benjamim tem sido bombardeado de ações questionáveis dentro da gestão de algumas pastas, como a educação, por exemplo, principalmente por conta dos péssimos resultados apresentados visto os mesmos estarem ha vários anos exercendo o comando da pasta, e naturamente responsáveis pela continuidade das estratégias erradas que praticametne enterram os objetivos reais da gestão pública em Açailandia. 


Brandão aciona STF para suspender investigação e questiona competência de Dino



O Governado do Maranhão sustenta que investigação envolvendo chefe do Executivo estadual deveria ser conduzida pelo STJ; defesa também aponta supostas violações ao juiz natural e ao sistema acusatório

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a investigação relacionada ao chamado Caso Tech Office e questionar a competência da Corte para supervisionar o inquérito que envolve seu nome.

Brandão, entrou, no STF com um pedido de suspensão imediata das decisões do ministro Flávio Dino em ação que investiga desvio de dinheiro público no estado.

A defesa apresentou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 1.351, na qual sustenta que caberia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não ao STF, conduzir investigações criminais envolvendo governadores.

O argumento já havia sido apresentado pelos advogados de Brandão em manifestação divulgada à imprensa na segunda-feira (17). Segundo a defesa, a Constituição atribui ao STJ a competência para processar e julgar governadores nos crimes comuns e, na interpretação dos advogados, essa prerrogativa também alcançaria a autorização e a supervisão de medidas tomadas durante a fase de investigação.

Para os advogados de Brandão, a atuação do ministro Flávio Dino configura uma “usurpação de competência constitucional” e viola a garantia fundamental do juiz natural.

O governador destaca ainda que tomou conhecimento das decisões apenas pela imprensa e que, até o momento, não teve acesso aos dados das investigações sigilosas nem foi intimado sobre decisões que mantiveram o caso no STF.

Na petição, a defesa de Brandão afirma que, apesar de ter ingressado no Judiciário, Dino mantém afilhados políticos com interesses eleitorais no Maranhão. Alega ainda haver instrumentalização do inquérito para o favorecimento do grupo a que o ministro pertence.

“Atualmente vivencia-se uma acirrada disputa política por espaços em vista da proximidade das eleições gerais de 2026 entre o grupo liderado pelo atual Governador Carlos Brandão e o grupo político remanescente do legado do ex-Governador e atual Ministro Relator”, diz a petição.

A defesa de Carlos Brandão, contudo, aponta para o que entende ser o descumprimento de normas processuais por parte de Dino, como atos de ofício sem a provocação de órgãos incumbidos das atividades de investigação.

“Portanto, a atuação proativa do Ministro Relator, ao determinar diretamente a diligência persecutória sem qualquer vínculo com a controvérsia constitucional posta e em nítida disparidade de entendimento para casos semelhantes, denota conduta que extrapola os limites da atuação jurisdicional no controle concentrado, sugerindo motivação política e pessoal incompatível com o exercício isento da jurisdição constitucional”, diz trecho da petição.

Como justificativa para a urgência do pedido, a defesa cita fatos novos ocorridos em 17 de agosto de 2026, quando Dino determinou o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, sobrinho do governador. A medida foi tomada a pedido da Polícia Federal.

Na decisão de afastamento, Dino ressaltou que a competência dele e do STF são válidas porque ele foi o relator designado por sorteio. Disse ainda que há o envolvimento de parlamentares com prerrogativa de foro, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL-MA).

Defesa questiona atuação de Flávio Dino
A investigação chegou ao STF a partir de uma decisão do ministro Flávio Dino, no âmbito da ADI nº 7.780, que trata de regras relacionadas à escolha de integrantes do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Durante a tramitação da ação, documentos apresentados pela advogada Clara Alcântara Botelho Machado levaram Dino a determinar a extração de cópias e o encaminhamento do material à Polícia Federal para apuração de possíveis irregularidades.

Posteriormente, o material passou a tramitar no STF por meio da Petição nº 14.355, sob relatoria de Dino. A defesa de Brandão afirma que a investigação foi instaurada por iniciativa do próprio ministro, sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR), e passou a envolver fatos atribuídos ao governador.

A defesa argumenta que essa condução teria violado princípios constitucionais, entre eles o juiz natural, o devido processo legal e o sistema acusatório, que estabelece a separação entre as funções de investigar, acusar e julgar.

Segundo os advogados, caso uma notícia de possível crime surja durante a tramitação de um processo no STF, o procedimento adequado seria encaminhar o material à PGR, para que o órgão avaliasse a necessidade de provocar o tribunal constitucionalmente competente.
Recurso de Brandão está pendente

A defesa do governador afirma que Brandão já havia recorrido, em agosto de 2025, contra a decisão de Dino. Conforme a nova ação apresentada ao STF, o recurso ainda não teria sido julgado, apesar de pedidos para que fosse levado à apreciação do colegiado.

Enquanto isso, segundo os advogados, a investigação continuou avançando.

Em caráter liminar, Brandão pede a suspensão da decisão que determinou a abertura do inquérito, além da paralisação de diligências, medidas restritivas e demais atos investigatórios relacionados ao caso.

Como alternativa, a defesa solicita que o STF deixe de supervisionar a investigação e que os elementos já reunidos sejam encaminhados à PGR ou ao STJ.

No julgamento definitivo da ação, os advogados também pedem a anulação dos atos decisórios praticados no âmbito do Supremo, especialmente aqueles que tenham imposto restrições aos direitos do governador.

A defesa afirma, contudo, que o objetivo não é impedir a apuração dos fatos, mas fazer com que a investigação seja conduzida, segundo sua interpretação, pelo órgão constitucionalmente competente.

jonh cutrin

Amigo de Josimar acumula contratos de R$ 3,76 milhões em Maranhãozinho reduto do deputado

 


A Construtora Castelucci, do empresário Paulo Cesar Pereira Castelucci, já acumula pelo menos R$ 3,76 milhões em contratos com a Prefeitura de Maranhãozinho, município que é considerado o principal reduto político do deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Os contratos foram firmados entre 2024 e 2026 e colocam
a empresa de um empresário próximo do parlamentar no centro de uma movimentação milionária envolvendo dinheiro público.

Os números são expressivos. Foram R$ 920,5 mil para reforma e ampliação do Matadouro Municipal, R$ 276,6 mil para recuperação de pavimentação, R$ 177,1 mil para construção de um depósito anexo ao Hospital Municipal e, já em 2026, mais R$ 2,39 milhões para reforma e urbanização de praças. Este último contrato permanece vigente até dezembro de 2027.

A relação política coloca ainda mais peso sobre os contratos. Josimar de Maranhãozinho foi prefeito da cidade e construiu ali sua principal base política. Maria Deusa Lima Almeida, atual prefeita, foi apoiada pelo grupo político de Josimar e permanece no comando do município. Oficialmente, ela é a prefeita de Maranhãozinho.

Do outro lado está Paulo Castelucci, empresário que aparece publicamente ao lado de Josimar. A fotografia dos dois, quando colocada ao lado dos milhões em contratos conquistados pela empresa, cria um cenário que merece ser investigado com lupa. Não se trata apenas de uma empresa que venceu uma licitação isolada. São sucessivos contratos, em diferentes anos, dentro de uma prefeitura que está no núcleo político de Josimar de Maranhãozinho.

E há ainda dinheiro federal no caminho. Em 2025, a própria documentação da Prefeitura de Maranhãozinho registra uma contratação para pavimentação em bloquete vinculada ao Contrato de Repasse nº 965769/2024. A Castelucci participou do certame e apresentou proposta de R$ 2,873 milhões. Isso significa que a apuração não envolve apenas recursos municipais, mas também obras financiadas por instrumentos de repasse federal.

O conjunto dos fatos levanta uma suspeita que precisa ser esclarecida: até que ponto a proximidade entre o empresário e Josimar de Maranhãozinho e a influência política do deputado sobre seu reduto eleitoral podem ter pesado na sequência de contratos conquistados pela Castelucci. Os documentos, por si só, não comprovam direcionamento, mas o volume contratado, a repetição das vitórias e as relações políticas justificam uma análise detalhada dos processos licitatórios.

Enquanto a Castelucci acumula milhões em contratos, a ligação entre o empresário e a principal liderança política de Maranhãozinho está registrada em fotografia. Agora, o que precisa ser colocado sob escrutínio são os editais, participantes, propostas, lances, habilitação, pareceres, pagamentos e eventuais aditivos. É nesse conjunto de documentos que poderá estar a resposta para saber se houve apenas uma sequência de vitórias legítimas ou se existiu favorecimento previamente desenhado.

17 agosto 2026

Marcelo Tavares assume TCE-MA após afastamento de presidente por Dino

 


O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e ex-secretário-chefe da Casa Civil durante o governo do agora ministro do STF Flávio Dino, Marcelo Tavares assumirá a presidência da Corte por 180 dias.

A mudança ocorre após Dino determinar nesta segunda-feira (17/8) o afastamento cautelar, pelo mesmo período, de Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), da presidência do TCE-MA.
Tavares foi secretário-chefe da Casa Civil durante os dois mandatos de Dino no governo do Maranhão. Ele ocupou o cargo a partir de 2015 e permaneceu na função até 2018.
Antes disso, coordenou a transição de governo após a eleição de Dino para o Palácio dos Leões, em 2014.
O conselheiro já havia presidido o TCE-MA no biênio 2023-2024 e agora retorna ao comando da Corte durante o período de afastamento de Daniel Brandão.
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação da Polícia Federal que apura a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos no Maranhão, inclusive verbas provenientes de emendas parlamentares federais. O caso também envolve suspeitas de obstrução das investigações.
Ao determinar o afastamento, Dino considerou a relevância do cargo ocupado por Daniel Brandão e a possibilidade de que ele exerça influência sobre as apurações.
A medida vale inicialmente por 180 dias – período em que, segundo a decisão, deverão ser confirmadas ou afastadas as hipóteses investigativas.
Além de deixar o cargo, Daniel Brandão fica proibido de acessar os sistemas internos e as dependências do TCE-MA. Também não poderá participar de eventos públicos ou privados em razão da função nem utilizar bens e serviços pertencentes ao tribunal, como veículos, funcionários, telefones celulares e passagens aéreas.

Metropolis

Defesa de Brandão contesta atuação de Dino. Veja pontos destacados.

 


A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), divulgou nota oficial nesta segunda-feira (17) rebatendo as decisões do ministro Flávio Dino, do STF, que retirou o sigilo de investigações sobre supostos esquemas de corrupção e afastou o presidente do TCE-MA, Daniel Brandão.

Assinada pelos advogados Nabor Bulhões e José Carlos Porciúncula, a nota aponta “usurpação de competência” do STF, afirmando que a Constituição reserva ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prerrogativa de investigar e julgar governadores.
Confira os 4 pontos centrais da nota:

Incompetência Absoluta: A defesa alega violação do princípio do juiz natural, sustentando que apenas o STJ poderia supervisionar atos contra o governador.
Violação do Sistema Acusatório: Aponta descumprimento do CPP e da Constituição, afirmando que a iniciativa de investigação não pode partir do magistrado.
Falta de Acolhimento da PGR: O documento destaca que a própria Procuradoria-Geral da República não referendou o inquérito, apontando a ausência de atribuição do STF.
Falta de Acesso: Os advogados afirmam que tentam há mais de um ano ter acesso aos autos sigilosos e que adotarão medidas para anular os atos.
A crise marca o ápice do rompimento político entre o grupo de Brandão e o ex-governador e atual ministro Flávio Dino. 


EUA avaliam novas sanções contra Moraes após ações envolvendo jornalista maranhense

 

O governo dos Estados Unidos passou a considerar a aplicação de novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as operações autorizadas pelo magistrado contra um jornalista e um ex-secretário do Maranhão. A informação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times.

A possível reação ocorre depois de Moraes autorizar medidas contra pessoas relacionadas às reportagens do jornalista Luís Pablo sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino.

O jornalista foi alvo de busca e apreensão em março. Mais recentemente, Moraes autorizou uma operação contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como fonte das publicações após a Polícia Federal analisar dados extraídos dos aparelhos de Luís Pablo.

Segundo a reportagem, as novas medidas passaram a ser avaliadas pelos Estados Unidos diante da repercussão das operações. Moraes já havia sido alvo de sanções norte-americanas em 2025, quando foi enquadrado na Lei Magnitsky.

Familiares do ministro e o escritório de advocacia administrado por sua esposa também foram atingidos por sanções econômicas. As medidas foram relacionadas à atuação de Moraes como relator do processo sobre a tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

14 agosto 2026

GRAJAÚ EM CHAMAS!!! Assessora de confiança tramava nos bastidores contra os comandos de Gilson Guerreiro.

Assessora de comunicação estaria articulando seu próprio candidato a presidencia da camara e candidatos a deputados, sem anuência de Guerreiro. 

O fim de semana promete ser daqueles em que os telefones não param de tocar e as conversas mais importantes acontecem longe dos gabinetes. Nos bastidores da gestão Gilson Guerreiro, o ambiente parece cada vez mais carregado, e a possível saída da secretária de Comunicação, Carla Franco, já deixou de ser tratada apenas como especulação por quem acompanha de perto a movimentação política do município.

Se a queda realmente se confirmar, dificilmente será apenas uma troca de secretária. Há sinais de que existe uma história muito maior por trás da possível mudança. E, como quase sempre acontece na política, a versão que chega costuma ser apenas a ponta do iceberg.

Pelas conversas que circulam nos bastidores, a relação entre Gilson e sua assessora teria chegado a um ponto de desgaste difícil de esconder. O prefeito, que durante determinado período pareceu comprar algumas das teses e desconfianças que lhe eram apresentadas, acabou entrando em uma espécie de labirinto político: quanto mais tentava se proteger de supostos adversários, mais portas parecia fechar.

E talvez esteja justamente aí o maior erro de um político em início de trajetória: confundir lealdade com concordância absoluta e aconselhamento com comando.

Gilson teria dado espaço demais a uma assessoria que, segundo pessoas próximas ao ambiente político, passou a exercer um controle muito maior. Um dos motivos teria sido a escolha do próximo presidente da câmara em uma articulação contrária a de Guerreiro, e ainda acordos com candidatos a deputados sem a sua anuência.

Há uma crise de confiança em curso.

E quando a confiança desaparece dentro de um governo, o problema deixa de ser quem fica ou quem sai. A pergunta passa a ser: quem estava realmente tomando as decisões?

É aí que a história fica mais interessante.

Gilson pode ter descoberto tarde demais que algumas das batalhas que comprou talvez não fossem exatamente suas. Pode ter enfrentado adversários que não precisava enfrentar, alimentado conflitos que poderiam ter sido evitados e tomado decisões sob influência de uma leitura política que hoje começa a ser questionada.

Se isso for confirmado, a possível saída de Carla Franco será apenas o primeiro movimento de uma rearrumação maior.

E há outro detalhe que chama atenção: nos bastidores, a primeira-dama já estaria inclinada pela mudança. Se essa informação se confirmar, o cenário ganha outro peso. Porque quando uma crise chega ao ponto de envolver não apenas a equipe política, mas também o núcleo familiar do prefeito, dificilmente se trata de um simples ajuste administrativo.

A pergunta agora não é mais apenas se Carla Franco deixará o cargo.

A pergunta é até onde Gilson Guerreiro está disposto a ir para recuperar o controle político da própria administração.

O jogo, ao que tudo indica, virou.

Resta saber quem ainda está jogando, e quem já percebeu que a partida mudou de dono.

 

Investigado por desviar R$ 5 milhões do INSS, Edson Araújo tenta reeleição como deputado estadual

 


Investigado por desviar R$ 5 milhões do INSS, o deputado estadual licenciado do Maranhão, Edson Araújo, lançou a sua candidatura à reeleição.

O projeto foi duramente criticado pelo deputado federal Duarte Júnior (Avante), pois Araújo utiliza tornozeleira eletrônica por determinação de ordem judicial. O filho do parlamentar também tenta uma vaga na Câmara Federal.

“Isso só pode ser brincadeira. Edson Araújo vai ser candidato a deputado estadual. Sim, Edson Araújo, aquele mesmo que tá usando tornozeleira. E não é só isso: também o filho, candidato a deputado federal”, declarou.

O deputado questionou ainda a diferença entre o patrimônio declarado por Edson Araújo à Justiça Eleitoral e os valores que teriam sido identificados durante as investigações. De acordo com Duarte, embora tenha declarado patrimônio de R$ 262 mil, Araújo teria movimentado valores milionários entre 2023 e 2025 — sendo R$ 112 milhões apenas em 2024.

13 agosto 2026

Operação mira prisão e bloqueio de 17 milhões no Maranhão e outros estados

 

O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo Operacional de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), realizam nesta quinta-feira, 13, a Operação Hidra, simultaneamente nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso.

O objetivo é desarticular lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, investigadas por envolvimento com tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços, incluindo provedores de internet.

A operação prevê o cumprimento de 21 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão, além de ordem judicial de bloqueio do valor aproximado de R$ 17 milhões.

No interior do Maranhão, nos municípios de Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto foram presas oito pessoas. Um provedor de internet operado pela organização criminosa foi interditado. As medidas incluem a apreensão de veículos e bens, documentos e objetos de interesse para a investigação.

No Rio de Janeiro, foram presos o líder do Comando Vermelho de Brejo e a companheira dele, também faccionada e que cuida das operações financeiras da organização criminosa. Durante as buscas, foram apreendidos uma pistola de uso restrito, munições e carregadores, uma caminhonete de luxo blindada e cadernos com anotações de tráfico de drogas.

Em Mato Grosso, no município de Nova Mutum, foram presas duas faccionadas que integram uma família que lidera o Comando Vermelho na cidade maranhense de Coelho Neto e cuidam das operações financeiras.

A Operação Hidra é parte da Operação Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado (Renorcrim), da Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO/DIOPI), da Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

A ação continua em andamento. Mais informações e o balanço completo serão divulgados após a conclusão das diligências.

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