16 junho 2026

IPS: oito municípios do Maranhão estão entre os 10 piores do Nordeste em qualidade de vida. Três estão na Região Tocantina

 

Entre os 10 piores do nordeste 8 municípios maranhenses e 3 da região tocantina, uma região próspera mas que amarga números desastrosos.

É ao mesmo tempo surpreendente e constrangedora a revelação de que, segundo o Índice de Progresso Social Brasil (IPS) 2026, nada menos oito dos dez municípios nordestinos com pior qualidade de vida estão no Maranhão. Nesse ranking denunciador apenas um município da Bahia e um de Pernambuco. Nenhum do vizinho Piauí.

Os maranhenses são Peritoró, Cajari, Marajá do Sena, Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é definido a partir das informações de 57 indicadores colhidos em fontes públicas oficiais, e usa uma metodologia que avalia o desempenho dos municípios em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.

Governado pelo médico Josué Pinho da Silva Jr., mais conhecido como “Doutor Jr.” (PP), Peritoró (20,7 mil habitantes) é o último da fila, o que lhe impõe a condição de ser o município com pior qualidade de vida do Maranhão, de todo o Nordeste, e que ocupa a 5.555ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros.

A situação lastimável dos oito piores municípios maranhenses coloca o Maranhão numa posição constrangedora, que alimenta o adjetivo de “pior” estado do Brasil, em que pesem os muitos esforços feitos para mudar de vez essa imagem incômoda. Ao mesmo tempo, coloca os prefeitos dessas unidades municipais na berlinda e diante do desafio de reverter essa realidade.

Nesse contexto, a revelação atinge em cheio o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União). Ex-vereador de três mandatos em São Luís e deputado federal por cinco mandatos consecutivos, tendo entrado para a história da Câmara Federal por não haver faltado a nenhuma sessão durante essas duas décadas, Pedro Fernandes elegeu-se prefeito de Arame em 2020 e se reelegeu em 2024 com a marca de político sério e comprometido com o projeto maior de melhorar qualidade de vida do povo maranhense.

Sua reeleição se deveu ao fato de Pedro Fernandes ter sido apontado como um dos mais eficientes e corretos prefeitos do Maranhão, o que leva à indagação: por que, então, a maioria dos 20,7 mil habitantes de Arame vive numa situação tão ruim, como aponta o IPS?  A indagação vale para os prefeitos os outros sete municípios maranhenses listados pelo IPS, a começar pelo de Peritoró.

reporter tempo por Ribamar Corrêa

Justiça suspende pagamentos de contratos de terceirização em Buriticupu

 

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Poder Judiciário determinou, em 12 de junho, em tutela de urgência, a tomada de várias medidas para garantir a transparência de contratos de terceirização mantidos pelo Município.

Proferidas pela juíza Laís Suelem Silva Araújo Lima, as determinações acolhem as solicitações feitas pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, em Ação Civil Pública, ajuizada em 23 de dezembro de 2025, a partir de denúncia registrada na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), sobre os contratos.

Além da existência de contratos de terceirização de mão de obra sem divulgar informações no Portal da Transparência do Município, foram identificados pagamentos superiores a R$ 22 milhões ao Instituto Mais Integração Social (IMIS) e mais de R$ 3,6 milhões ao Instituto Alvorecer, sem disponibilizar documentos e informações exigidos pela legislação de transparência pública.

Foram constatadas, ainda, divergências entre informações divulgadas pelo Município e os contratos e pagamentos para terceirização de serviços. Além disto, foi observada a omissão de informações sobre contratos, processos licitatórios, empenhos, liquidações, notas fiscais e outros documentos sobre as contratações.

A cidade de Buriticupu está sob o comando do vice-prefeito, José Antônio Lisboa Mendes, desde o fim de maio, quando o prefeito, João Carlos da Silva, foi afastado por decisão judicial, também a pedido do MPMA.

Gilberto Léda

Advogado que atuava em Arame é condenado a sete anos de prisão por desvios de recursos de clientes vulneráveis

 


Uma ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Arame, levou à condenação do advogado Wender Lima de Lima, no dia 4 de junho, à pena de sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de apropriação indébita majorada pelo exercício da profissão.

A sentença foi assinada pelo juiz Calleb Mariano Ribeiro, que responde pela Vara da Comarca de Arame. A denúncia é de autoria do promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde pela Promotoria de Arame.

Como ainda foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica e fraude processual qualificada, o réu também foi condenado a 11 meses de detenção e ao pagamento de R$ 207.866,50, a título de reparação mínima pelos danos materiais causados às vítimas atingidas pelas condutas ilícitas.

ENTENDA O CASO

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o advogado aproveitou-se de sua atividade profissional para efetuar o levantamento de 25 alvarás judiciais e homologações de acordos de clientes em situação de hipervulnerabilidade, que incluíam pessoas idosas, analfabetos e indígenas da etnia Guajajara.

As investigações demonstraram que ele realizou saques em espécie e transferências dos valores diretamente para suas contas bancárias, retendo integralmente o dinheiro das causas e deixando seus representados desamparados.

A acusação também apontou que, após ser notificado pelo Ministério Público, o profissional tentou obstar a persecução penal apresentando oito “Termos de Adimplemento” ideologicamente falsos. Para tanto, utilizou-se de artifícios para colher assinaturas de testemunhas em folhas de papel totalmente em branco — sob a alegação de que seriam apenas protocolos do juízo devido à pandemia —, preenchendo-as posteriormente com falsas declarações de quitação financeira para tentar induzir o órgão ministerial a erro.

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL

O promotor de justiça Felipe Rotondo destacou que a atuação do Ministério Público buscou não apenas garantir a estrita responsabilização penal do acusado por violações graves à ética e à lei penal, mas concentrou-se fortemente na proteção de pessoas em severa condição de vulnerabilidade. “O foco da instituição pautou-se na prevenção da revitimização e no respeito à integridade física, social e psicológica das pessoas lesadas”, afirmou.

15 junho 2026

Esquema que desviou R$ 9,6 milhões de emendas tinha ligação com facção, diz MP

 


O grupo criminoso alvo de uma operação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), nesta segunda-feira (15), teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas parlamentares destinadas a projetos sociais. Segundo as investigações, o esquema também apresentava indícios de ligação com facção criminosa por meio de um núcleo armado e de intimidação.

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva contra os investigados Evania Maria Sousa Nicacio, Lucivânia Martins Alves Siqueira, José Roberto Santos Cunha e Cristiana Serra Duarte Cunha, além de buscas e apreensões em 12 endereços. Os alvos são investigados por integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de verbas públicas oriundas de convênios e emendas parlamentares, lavagem de dinheiro e associação com facção criminosa.

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.

Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Segundo o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização.

A decisão judicial destacou que o crime de organização tem natureza permanente e que a prisão preventiva mostrou-se indispensável para interromper a atuação do grupo, frear a reiteração delitiva e garantir a ordem pública, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.

Parecer aponta falhas e MP aprofunda investigação sobre concurso em Jenipapo dos Vieiras

 

Prefeito  Arnobio Martins

A contratação da Fundação de Apoio Tecnológico (FUNATEC) para organizar o próximo concurso público de Jenipapo dos Vieiras passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Maranhão.

A 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda converteu em inquérito civil o procedimento que apura a legalidade do contrato firmado pela Prefeitura com a entidade.

No centro da apuração está a Dispensa de Licitação nº 011/2025, mecanismo utilizado pela administração municipal para delegar à fundação a execução do certame. A investigação avançou após a emissão do Parecer Técnico nº 181/2026-GPGJ, da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou possíveis irregularidades formais no processo que dispensou a realização de concorrência pública.

Como parte das diligências, o prefeito  Arnobio Martins foi notificado a apresentar, no prazo de dez dias úteis, documentação e esclarecimentos que justifiquem a contratação da FUNATEC por dispensa de licitação. Dependendo das informações prestadas e da conclusão das investigações, o caso poderá resultar em recomendações, medidas judiciais ou até mesmo na suspensão do concurso público.

Entidades repudiam ataques do vereador Daniel Barros contra jornalista de Caxias


Foto Reprodução

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram uma nota pública de repúdio contra o vereador de Caxias, Daniel Barros, em razão de declarações consideradas ofensivas e reiteradas contra a jornalista e secretária municipal de Comunicação de Caxias, Marcela Ramos Oliveira.

No documento, as entidades afirmam que o parlamentar teria ultrapassado os limites da atividade política ao promover o que classificam como campanhas de desinformação e ataques pessoais contra a profissional. Segundo a nota, Marcela foi alvo de acusações sem provas, sendo chamada de “criminosa” e “manipuladora”, além de ter tido dados pessoais expostos indevidamente.

O Sindjor-MA e a Fenaj destacam que repudiam qualquer forma de linchamento virtual e a imputação de crimes sem comprovação.

Prefeitura abre inscrições para cursos gratuitos nas áreas de hotelaria e gastronomia

 

Prefeitura abre inscrições para cursos gratuitos nas áreas de hotelaria e gastronomia

 Capacitações promovidas pela SEDEC atendem diferentes setores da economia local (Foto: Divulgação/SEDEC)

A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), e em parceria com o Senac, abre na próxima terça-feira (16) as inscrições para uma nova etapa de cursos gratuitos de qualificação profissional voltados aos setores de hotelaria e gastronomia. A iniciativa faz parte do programa Impulsiona Imperatriz e busca atender à demanda por capacitação em áreas ligadas ao turismo, hospedagem e alimentação.

As inscrições seguem até o dia 23 de junho e podem ser realizadas de forma on-line, por meio do site oficial da Prefeitura de Imperatriz, ou presencialmente no Sine Municipal, localizado na Rua Coriolano Milhomem, s/n, ao lado do Ginásio Poliesportivo Professor Jackson Pereira, na Praça Mané Garrincha. O atendimento acontece das 8h às 12h.

Para participar do processo seletivo, os candidatos devem apresentar cópias do RG ou CNH, comprovante de endereço e comprovante de escolaridade. A idade mínima para inscrição é de 18 anos.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Alfredo Wagner, os cursos foram planejados para atender setores que demandam profissionais qualificados. “Essa é mais uma ação do programa Impulsiona Imperatriz, que visa melhorar o empreendedorismo e a qualificação das pessoas na nossa cidade. São cursos voltados principalmente para a rede hoteleira e para o setor de gastronomia, oferecendo a oportunidade de aprimorar a qualidade do atendimento nos hotéis e restaurantes da cidade”, afirma.

O resultado dos candidatos selecionados será divulgado no dia 25 de junho pelos canais oficiais da Prefeitura.

Cursos ofertados

Entre as capacitações disponíveis está o curso de Recepcionista em Meios de Hospedagem, com carga horária de 160 horas e aulas presenciais. O curso oferece 25 vagas e tem início previsto para o dia 29 de junho de 2026. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos e estar cursando pelo menos o 1º ano do Ensino Médio.

Também será ofertado o curso de Camareira(o) em Meios de Hospedagem, com carga horária de 160 horas. São disponibilizadas 25 vagas, com início das aulas em 29 de junho de 2026. Os candidatos devem ter idade mínima de 18 anos e Ensino Fundamental completo.

Na área de gestão e alimentação, a programação inclui o curso de Elaboração de Cardápios: Planejamento e Precificação, com 40 horas de duração. A capacitação oferece 25 vagas e tem início previsto para 29 de junho de 2026. O curso é destinado a pessoas com idade mínima de 16 anos que tenham concluído os anos finais do Ensino Fundamental.

A programação conta ainda com o curso de Comida de Boteco, com carga horária de 20 horas. São ofertadas 20 vagas, com início em 5 de julho de 2026. A capacitação é voltada para pessoas interessadas em aprimorar conhecimentos na produção de alimentos e ampliar oportunidades de atuação no setor gastronômico.

12 junho 2026

Assassinato brutal em Arame revolta a sociedade e um cenário de violência, medo e apelo por justiça.


A noite desta quinta-feira, 11, foi marcada por violência no bairro Olaria, em Arame. Um homem identificado como Júnior das Placas foi executado por disparos de arma de fogo na região do rosto e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

Junior das Placas não possuía vinculo com o crime, e era mais reconhecido por sua atividade social e atualmente acometido por uma deficiência física por conta de um acidente, o que impossibilitou de continuar trabalhando como vigilante, uma das atividades profissionais que exercia, no entanto, pelas fotos e artes divulgadas em períodos festivos, o que se vê é um jovem com sonhos e projetos.

A autoria e a motivação do homicídio ainda são desconhecidas, o que torna o crime ainda mais revoltante perante a sociedade, no entanto, a baixa comoção ainda surpreende pela morte de um trabalhador de bem e sem antecedentes criminais, e apesar da policia estar empenhada no levantamento do caso e posterior elucidação das motivações, Junior das Placas se torna mais uma vítima de um cenário de violência e medo que cerca a cidade de Arame.

O caso segue sob investigação e a polícia trabalha para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime, enquanto isso a família e amigos clamam por justiça e temem que o caso caia no esquecimento.

Justiça condena prefeito de Amarante e impõe multa de R$ 522 mil por descumprir ordem de reforma de escola indígena

 


A Justiça Federal condenou a prefeitura e o prefeito de Amarante do Maranhão a promoverem a reforma da Escola Indígena da Aldeia Cigana e garantir condições adequadas para o funcionamento da unidade de ensino. A decisão foi tomada após ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), com posterior atuação do Ministério Público Federal (MPF), que apontaram a omissão prolongada da gestão municipal diante das graves deficiências estruturais da escola.

As investigações revelaram uma série de problemas que comprometiam o direito à educação dos estudantes indígenas, entre eles telhado danificado, buracos no piso, paredes deterioradas, falta de mobiliário adequado e interrupções no fornecimento da merenda escolar. Segundo os órgãos ministeriais, a situação era tão precária que a escola não possuía condições de funcionamento em períodos de chuva, prejudicando diretamente o aprendizado das crianças e adolescentes da comunidade.

Mesmo após sucessivas determinações judiciais para que providências fossem adotadas, o município não comprovou a execução das medidas exigidas. A Justiça destacou que o prefeito foi intimado pessoalmente em janeiro de 2026, mas permaneceu sem apresentar qualquer manifestação ou solução efetiva para o problema. O magistrado ressaltou que a falta de recursos financeiros não pode servir de justificativa para negar direitos fundamentais assegurados pela Constituição.

Diante do descumprimento reiterado das decisões judiciais, o prefeito Vanderley Miranda foi condenado ao pagamento de multas pessoais que somam R$ 522 mil, sendo R$ 12,9 mil por ato atentatório à dignidade da Justiça e R$ 510 mil referentes ao acúmulo de multa diária pelo atraso no cumprimento da liminar. A sentença também determinou o envio do caso ao MPF para apuração de eventual crime de responsabilidade por parte do gestor municipal. Ainda cabe recurso da decisão.

10 junho 2026

Inquérito apura suposto envolvimento de secretário em direcionamento de licitação para posto de gasolina em Araioses

 


O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa e eventual dano ao erário relacionados a um contrato firmado entre a Prefeitura de Araioses e a empresa Autoposto Delta Ltda. para o fornecimento de combustíveis ao município.

Entre os investigados estão Ricardo Lisboa Brito de Miranda, proprietário da empresa contratada, e o secretário municipal de Obras Públicas, João de Jesus Brito de Miranda, que, segundo a portaria ministerial, teria supostamente interferido no processo de contratação.

De acordo com o Ministério Público, a investigação foi instaurada após representação encaminhada pela Ouvidoria Geral do órgão, registrada sob o protocolo nº 57661042026, apontando indícios que justificam uma apuração formal.

Vínculos e contratação

A Promotoria informa que existem dúvidas quanto à compatibilidade patrimonial da empresa contratada, à legalidade do procedimento utilizado para a contratação e à existência de possíveis vínculos de parentesco ou amizade entre agentes públicos envolvidos e beneficiários do contrato.

O objetivo do inquérito é verificar se houve atos de improbidade administrativa ou prejuízo aos cofres públicos, identificando eventuais responsáveis e reunindo elementos que possam fundamentar eventual ação civil pública.

Secretaria de Educação de Açailândia mantém ex-coordenadora investigada pelo Ministério Público em representação institucional

 


A Secretaria Municipal de Educação de Açailândia, sob a gestão da secretária Karla Janys, mantém a ex-coordenadora da Educação Especial, Ivanilde Sobral, na representação institucional do município, mesmo diante de investigação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

A apuração, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, investiga o suposto recebimento indevido de valores em contas pessoais, após a servidora ter indicado sua própria chave Pix para o recebimento de inscrições de alunos. O procedimento também analisa questões relacionadas à destinação de brinquedos vinculados às atividades da Educação Especial.

Segundo as informações apuradas, o Ministério Público pediu o afastamento da servidora das funções de coordenação durante o andamento das investigações. No entanto, ela continua participando de eventos oficiais e representando a Educação Especial do município.

Um exemplo recente foi sua participação no congresso promovido pela UNDIME em parceria com o Ministério da Educação (MEC), que discutiu as novas diretrizes para a Educação Especial. Fotografias do evento registram Ivanilde Sobral atuando como representante da rede municipal, ignorando totalmente a investigação do MP e afundando ainda mais em escândalos a gestão do prefeito doutor Benjamim.

A permanência da ex-coordenadora em atividades institucionais ocorre enquanto o Ministério Público segue apurando possíveis irregularidades envolvendo o recebimento de recursos em contas pessoais e outros aspectos administrativos ligados à gestão da Educação Especial no município.



Operação da PF combate esquema de corrupção eleitoral no Maranhão

 

Nesta quarta-feira (10/6), a Polícia Federal deflagrou a operação Fundo Oculto com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e pelo financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no estado do Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado que utilizava empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para canalizar recursos públicos que, logo após o crédito nas contas empresariais, eram rapidamente convertidos em espécie.

Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís/MA.

A apuração revelou que o fluxo financeiro atingiu picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito, com movimentações atípicas que totalizaram quase R$ 10 milhões.

Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram aproximadamente R$ 2 milhões.

As evidências demonstram que o esquema utilizava uma técnica de lavagem de dinheiro.

Os recursos eram sacados das contas das empresas e depositados em contas de laranjas. Também foram identificadas planilhas informais de “caixa dois” e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco.

Até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos.

Os repasses eram pulverizados entre servidores.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões.

As medidas visam identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros crimes contra a administração pública.

09 junho 2026

Imperatriz ganha nova lavanderia de autoatendimento da rede Maria Express

 

Nova operação une tecnologia sustentável e praticidade para reduzir custos e otimizar a rotina dos moradores

 

A cidade de Imperatriz, no Maranhão, acaba de ganhar mais uma unidade da Maria Express, rede de lavanderias de autoatendimento do Grupo Maria. Localizado no bairro Vila Parati, o novo espaço oferece autonomia completa ao consumidor: o usuário acessa o local, seleciona uma máquina profissional e realiza a lavagem ou secagem de roupas de maneira automatizada, sem a necessidade de intermediários ou agendamentos.

 

Essa preferência pelo formato "faça você mesmo" é impulsionada por uma mudança geracional. Segundo pesquisas da consultoria McKinsey, 79% dos brasileiros preferem resolver tarefas diárias de forma direta, perfil ainda mais forte entre o público jovem que utiliza a tecnologia para otimizar o tempo.

 

“Estamos focados em fortalecer o autoatendimento como um serviço essencial nas rotinas urbanas mais intensas, trazendo praticidade e inovação tecnológica perfeitamente alinhadas com as demandas do cotidiano atual", destaca André Belarmino, CEO do Grupo Maria.

 

Tecnologia sustentável e conveniência na prática

 

O modelo de negócio da Maria Express une rapidez e responsabilidade ambiental em um local planejado para o conforto do cliente. A operação se destaca pela economia de recursos, já que as máquinas de padrão profissional podem reduzir em até 40% o consumo de água e energia em comparação aos modelos domésticos.

 

Além da sustentabilidade, o sistema de lavanderias de autoatendimento prioriza a agilidade, permitindo lavar e secar até 10kg de roupas em aproximadamente 75 minutos. Todo o processo utiliza insumos biodegradáveis de alta performance com dosagem automática, o que garante uma lavagem técnica precisa e evita o desperdício de produtos.

 

Para se adaptar à rotina moderna, a unidade oferece total flexibilidade com funcionamento das 07h às 23h, todos os dias. Enquanto aguarda o ciclo das máquinas, o consumidor usufrui de uma estrutura completa, com ambiente climatizado e Wi-Fi gratuito. A experiência de uso é ainda complementada por benefícios de fidelidade, como o sistema de cashback do Clube Maria.

 

Serviço

·       Local: Avenida Pedro Neiva de Santana, 835 - bairro Vila Parati, Imperatriz - MA, CEP: 65.913-520.

·       Horário: Aberto todos os dias, das 07h às 23h.


Sobre o Grupo Maria

Com mais de dez anos de experiência no setor de limpeza, o Grupo Maria se consolidou como referência no mercado, oferecendo soluções em lavagem profissional, lavanderia de autosserviço, higienização e impermeabilização de estofados, por meio das três marcas da companhia: Maria Lavadeira, Maria Express e Maria Higieniza.


Construtora de ponte que desabou no Acre está construindo o Elevado na capital.

 

Foto Reprodução

A Construtora Cidade Ltda., declarada vencedora da licitação para a construção do Elevado da Forquilha, uma das principais obras de mobilidade urbana planejadas pela Prefeitura de São Luís, é a mesma empresa responsável pela execução da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), que desabou parcialmente na noite de 5 de junho de 2026, deixando quatro pessoas feridas.

Contrato de R$ 67,3 milhões em São Luís

A contratação da empresa foi formalizada por meio da Concorrência Eletrônica nº 90008/2025, conduzida pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Braide. O contrato prevê investimento de R$ 67.333.486,21 para a execução da obra.

Embora o processo licitatório tenha seguido os trâmites legais previstos no edital, o histórico recente da empresa gera preocupação quanto à execução de uma obra dessa magnitude.

No Acre, a Construtora Cidade Ltda. está no centro de uma crise após o colapso parcial da Ponte Frei Paolino Baldassari. Aproximadamente 60% da estrutura de 232 metros sobre o Rio Iaco ruiu poucos dias após a obra ter sido entregue.

Orçada em mais de R$ 36 milhões, a ponte já apresentava problemas estruturais que motivaram sua interdição preventiva apenas um dia antes do desabamento.

O acidente deixou quatro pessoas feridas e levou o Governo do Acre a instalar um gabinete de crise para acompanhar o caso. As autoridades estaduais estabeleceram prazo de 30 dias para a conclusão das perícias técnicas e anunciaram medidas judiciais para responsabilizar a empresa, incluindo a aplicação de multas e a obrigação de prestar assistência às vítimas e aos demais afetados pelo incidente.

Minard

Ex-prefeito de São João do Paraíso é multado por falhas em contratação de concurso público

 

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) aplicou multa ao ex-prefeito de São João do Paraíso, Roberto Régis de Albuquerque, após julgar denúncia relacionada à contratação do Instituto Social da Cidadania Juscelino Kubitschek para realização de concurso público no município em 2024.

A denúncia apontava supostas irregularidades na Dispensa de Licitação nº 006/2024, além de questionamentos sobre a criação de cargos, aumento de despesas com pessoal e destinação das taxas de inscrição do concurso.

Ao analisar o caso, o TCE concluiu que as irregularidades de mérito foram sanadas pela prefeitura, que comprovou a homologação do certame, a nomeação dos aprovados e a existência da Lei Municipal nº 257/2024, autorizando a criação e o preenchimento das vagas efetivas.

Apesar de acolher a defesa do gestor quanto ao mérito da denúncia, a Corte identificou falhas relacionadas à transparência do procedimento. Entre elas, o envio incompleto da documentação da contratação ao Sistema de Informações para Controle de Procedimentos Licitatórios (SINC-Contrata) e a ausência de documentos da dispensa de licitação no Portal da Transparência do município.

Por essas irregularidades, o prefeito foi multado em R$ 4 mil, valor que deverá ser recolhido ao Fundo de Modernização do TCE (Fumtec) no prazo de 15 dias após a publicação do acórdão.

Além da penalidade, o Tribunal recomendou que a Prefeitura de São João do Paraíso adote maior rigor na divulgação de documentos relativos a concursos públicos e contratações, cumpra as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal e garanta que as taxas de inscrição sejam recolhidas diretamente aos cofres municipais.

Minard

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