22 setembro 2026
Morre Eduardo Massoli Fiquene, "Dudu Massoli", secretário adjunto da gestão Rildo Amaral.
Operação da PF mira esquema que causou rombo de R$ 6,5 milhões na Previdência no MA
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego, que investiga um esquema suspeito de fraude em benefícios previdenciários por incapacidade temporária. Até o momento, 172 benefícios foram identificados como potencialmente fraudulentos.
Segundo a investigação, o grupo seria dividido em núcleos com funções específicas e teria participação de servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários.
Entre as práticas investigadas estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos com o esquema.
De acordo com estimativa da inteligência previdenciária, os benefícios investigados teriam provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. A suspensão dos pagamentos considerados indevidos também poderá evitar novas perdas. A projeção é de um prejuízo evitado de cerca de R$ 1,01 milhão.
A ação é coordenada pela PF e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social.
Cerca de 150 policiais federais cumprem 39 mandados de busca e apreensão em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, no Maranhão, além dos municípios de Santa Rosa/RS, Cotia/SP, Parauapebas/PA, Parnaíba/PI e Ubajara/CE.
Também foram determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre os investigados e constrição de bens e valores, com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria, deflagrada em setembro de 2024. A análise do material apreendido naquela ocasião, associada a outras diligências investigativas, revelou indícios da existência de um esquema estruturado para a concessão indevida de benefícios previdenciários.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
21 setembro 2026
Davinópolis: Prefeitura realiza terraplanagem nas ruas Castro Alves e 12 de Outubro
Intervenção melhora as condições de trafegabilidade e busca garantir mais qualidade de vida aos moradores
A intervenção contempla a preparação e regularização das vias, contribuindo para facilitar o deslocamento de veículos e pedestres, especialmente em trechos que apresentavam dificuldades de circulação.
De acordo com a administração municipal, os serviços de infraestrutura fazem parte das ações voltadas à melhoria da mobilidade urbana e à recuperação das ruas do município. A terraplanagem também prepara as vias para futuras intervenções de infraestrutura, conforme o planejamento da Prefeitura.
Com a execução dos trabalhos, moradores das regiões atendidas passam a contar com vias em melhores condições de circulação, beneficiando diretamente o transporte, o acesso às residências e o deslocamento diário da comunidade.
A gestão do prefeito Zé Pequeno destaca que a manutenção e recuperação das vias públicas estão entre as ações necessárias para garantir uma cidade mais acessível, organizada e com melhores condições de mobilidade para a população.
As obras de infraestrutura seguem sendo realizadas conforme as necessidades identificadas pela administração municipal, buscando atender diferentes regiões de Davinópolis.
Insatisfação ou estratégia: Pastor primo de Jefter lança candidatura a presidência da COMADESMA.
Disputa pela COMADEMA esquenta: Cesário Cavalcante, primo do atual presidente, anuncia pré-candidatura e amplia pressão sobre sucessão
O pastor Cesário Cavalcante anunciou que colocou seu nome como pré-candidato à presidência da COMADEMA.
A declaração foi feita em vídeo divulgado na última quinta-feira, 17, após ele protocolar um pedido de nada consta na secretaria da Convenção.
Cesário é pastor presidente da Assemble
ia de Deus COMADESMA em Flora Rica, campo ligado a Balsas, no Maranhão. Ele foi transferido recentemente de São Pedro dos Crentes para o atual campo ministerial, o que nos bastidores é tratado como um dos motivos de sua candidatura, já que agora teria ficado em uma igreja com poucos membros.
“Eu acabei de passar na Secretaria da nossa Convenção e protocolei um pedido de nada consta, assinado e datado nessa data de hoje, 17/09/2026, pelo nosso secretário de expediente, pastor Marcones Borges”, afirmou.
“Quero dizer para vocês que estou colocando o meu nome como pré-candidato à Presidência da nossa Convenção, a COMADESMA. Sei que posso fazer muita coisa pela Convenção”, declarou.
Com o anúncio, a disputa pela presidência da COMADESMA passa a contar com três nomes colocados como pré-candidatos: o pastor Cesário Cavalcante, de Flora Rica; o pastor Jefter Cavalcante, de Açailândia; e o pastor José Cardoso, de Carolina, no Maranhão.
SAAE de Açailândia gastou quase 16 milhões somente em 2025
| Atual diretor, conhecido por pr. Oscar, detesta ser questionado pela imprensa sobre ações da estatal. |
Um levantamento feito pelo jornalista Carlos Dantas e que este canal teve acesso, revelam o montante dos gastos realizados pela estatal SAAE de Açailândia somente no ano de 2025, revela um gasto de R$ 15.822.825,43 milhões.
Comandata por indicação da organização religiosa COMADESMA, os diretores são questionados frequentemente por sua autonomia e independencia, e que não refletem os mesmos direcionamentos com relaçaõ ao cuidado com as ações da empresa, sendo, ainda, alvo de constantes reclamações por conta da qualidade dos serviços prestados.
18 setembro 2026
AÇAILÂNDIA: Secretária de Educação mantém pressão por votos para Felipe Camarão e ao PT enquanto Benjamim assiste sem poder dizer nada. Entenda.
O pacote de maldades recebidos pelo prefeito Benjamim por conta do apoio suicida ao ex-prefeito Aluízio parecem não ter fim. A última é a campanha declarada da secretária de educação petista ao candidato Felipe Camarão, do PT, a quem “ela” atribui a ascensão ao cargo.
Dentro do sistema é notório a pressão dentro da pasta por
votos ao petismo, ignorando a empreitada de Benjamim por votos para o candidato
Orleans Brandão.
Nas redes sociais é possível encontrar supostas retaliações contra
comissionados que apoiam outros candidatos, enquanto na educação Benjamim
prefere fingir que não vê, já que não possui poder para exonerar.
A disputa política em Açailândia ganhou mais um capítulo
dentro da administração municipal. A secretária de Educação, ligada ao PT, vem
mantendo uma atuação pública de apoio à candidatura de Felipe Camarão, enquanto
o prefeito Benjamim de Oliveira trabalha politicamente pela candidatura de
Orleans Brandão.
Empresa investigada por operações financeiras atípicas movimentou contratos milionários em Prefeituras do MA
Levantamento feito pelo Blog do Neto Ferreira mostra que empresa investigada por operações financeiras atípicas movimentou contratos milionários em Prefeituras do Maranhão.
O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Presidente Dutra, instaurou um Procedimento Preparatório de Inquérito Civil para apurar informações referentes ao RIF 130640.7.150.7526 do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), relatando movimentações financeiras atípicas envolvendo a empresa VJ Miguel Engenharia LTDA.
A investigação já está na fase de coleta de informações e tem 90 dias para ser concluído.
Em pesquisa realizada no site do Tribunal de Contas do Estado, a reportagem verificou que a empresa investigada foi contratada por diversas Prefeituras maranhenses entre os anos de 2022 e 2026.
Os contratos são milionários e envolvem as cidades de Presidente Dutra, Lima Campos, Davinópolis, Feira Nova do Maranhão, Maracaçumé, Primeira Cruz, Bacurituba, Governador Luiz Rocha, João Lisboa, São João do Paraíso, Campestre, Pedreiras, Rosário, Alto do Parnaíba.
Somados, os acordos contratuais chegam a R$ 65.175.473,86 milhões e tinham como objeto principal serviços de engenharia.
13 setembro 2026
Maranhão registrou 443 desaparecimentos e 153 pessoas localizadas em 2025, aponta relatório
O Maranhão registrou 443 pessoas desaparecidas em 2025, segundo o Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, elaborado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O número representa uma variação de 0,45% em relação aos 441 registros contabilizados em 2024.
Apesar da pequena variação no número absoluto, o relatório faz uma ressalva importante sobre a comparação entre os dois anos.
Em 2024, o Maranhão informou somente os registros da capital e da região metropolitana da Grande Ilha.
Já em 2025, o estado passou a informar dados referentes a todo o território estadual.
Por isso, a variação de 0,45% não pode ser interpretada isoladamente como aumento ou redução real da ocorrência de desaparecimentos.
Mesmo com essa ressalva, o Maranhão apresentou, em 2025, a menor taxa de desaparecimentos entre as unidades da Federação, com 6,5 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa foi a mesma registrada em 2024. O cálculo utiliza como referência a população do Censo Demográfico de 2022, do IBGE.
HOMENS SÃO MAIORIA
Dos 443 registros de 2025, 270 eram de homens e 173 de mulheres. Não houve registro com sexo não informado.
Com isso, os homens representaram 60,9% dos desaparecimentos no estado, enquanto as mulheres corresponderam a 39,1%.
Na comparação com 2024, os registros masculinos caíram 10,3%, passando de 301 para 270 casos. Já os femininos aumentaram 23,6%, de 140 para 173.
O Maranhão permaneceu entre os estados nordestinos com maior proporção de mulheres entre os registros de desaparecimento.
ADULTOS CONCENTRAM MAIOR NÚMERO
A faixa etária predominante entre os desaparecidos no Maranhão em 2025 foi a de adultos, entre 18 e 59 anos, com 316 registros.
Em seguida aparecem os adolescentes, de 12 a 17 anos, com 75 casos; os idosos, com 45; e as crianças de até 11 anos, com sete registros. Não houve caso sem informação sobre faixa etária.
Em 2024, o estado havia registrado 309 desaparecimentos de adultos, 73 de adolescentes, 29 de idosos e 14 de crianças, além de 16 casos sem informação sobre idade.
Assim, entre 2024 e 2025, houve aumento nos registros de adolescentes e idosos, enquanto os casos envolvendo crianças diminuíram.
153 PESSOAS FORAM LOCALIZADAS
O relatório também registra 153 pessoas localizadas no Maranhão em 2025, contra 144 em 2024. O resultado representa crescimento de 6,25% no período.
Novamente, porém, a publicação ressalta que a comparação precisa considerar a ampliação da cobertura territorial dos dados no estado.
Entre as pessoas localizadas em 2025, 112 eram homens e 41 eram mulheres, sem registros com sexo não informado. Dessa forma, os homens representaram 73,2% das localizações, uma das maiores proporções do país.
No recorte por faixa etária das pessoas desaparecidas que foram localizadas no mesmo ano, o Maranhão contabilizou 153 casos em 2025: três crianças, 22 adolescentes, 112 adultos e 16 idosos. Não houve registro sem informação sobre idade.
CAUSA NÃO INFORMADA
O relatório também apresenta uma classificação segundo a causa do desaparecimento, mas alerta que essa variável possui cobertura mais limitada e não está disponível para todos os estados.
Além disso, a causa registrada pode representar uma hipótese formulada no momento da comunicação do desaparecimento ou uma classificação realizada posteriormente, inclusive depois da localização da pessoa.
No Maranhão, em 2025, foram registrados 153 casos de pessoas localizadas nessa base. Desses, 120 foram classificados como desaparecimentos não criminosos, sendo 86 voluntários e 34 involuntários.
Outros três casos foram classificados como criminosos, todos como vítimas de ato criminoso. Em 30 registros, a causa ficou como não informada.
Na comparação com 2024, quando havia 146 localizações com causa informada, o relatório aponta crescimento de 30,4% nos desaparecimentos não criminosos, de 92 para 120.
Os casos classificados como voluntários aumentaram 75,5%, de 49 para 86, enquanto os involuntários caíram 20,9%, de 43 para 34. Os registros classificados como criminosos passaram de sete para três, uma redução de 57,1%.
Fonte: Relatório Estatístico Anual de Pessoas Desaparecidas e Localizadas – Anos-base 2024 e 2025, Ministério da Justiça e Segurança Pública/Senasp, edição de 2026.
MATÉRIA EXTRAÍDA NA INTEGRA DO "O INFORMANTE"
Empresário usa duas Empresas de Medicamentos e fatura contratos milionários com prefeituras da Região Tocantina
Um empresário do ramo de medicamentos vem ganhando destaque no mercado de fornecimento de produtos farmacêuticos na Região Tocantina, especialmente pelo volume de contratos firmados com prefeituras por meio de licitações e outros procedimentos de contratação pública.
Segundo informações que chegaram ao blog, pelo menos duas
empresas ligadas ao mesmo grupo empresarial, embora registradas com CNPJs e
denominações distintas, vêm acumulando contratos com diferentes municípios da
região, movimentando valores considerados expressivos.
O crescimento dos negócios passou a chamar atenção diante de
suspeitas de possíveis favorecimentos ou facilitação em contratações
públicas, que, conforme as denúncias, poderiam envolver relações políticas
mantidas pelo empresário com gestores municipais.
Denúncias apontam supostos aportes financeiros em
campanhas eleitorais de candidatos que posteriormente foram eleitos para
comandar municípios onde as empresas passaram a conquistar contratos públicos.
O blog teve acesso, com exclusividade, a uma carta-denúncia
que deverá ser encaminhada ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do
Estado do Maranhão (TCE-MA). O documento reúne informações sobre empresas,
contratos e possíveis conexões.
A expectativa é de que o material possa dar origem a uma
investigação mais ampla sobre a atuação das empresas e suas relações comerciais
com administrações municipais da Região Tocantina.
MPMA abre inquérito para investigar possível nepotismo nos Poderes Executivo e Legislativo de Balsas
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil para apurar possível prática de nepotismo envolvendo nomeações de familiares de agentes públicos nos Poderes Executivo e Legislativo de Balsas.
A investigação foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Balsas, por meio da Portaria nº 28/2026, publicada no Diário Eletrônico do MPMA. O procedimento tem origem na Notícia de Fato nº 23/2026, registrada no sistema SIMP sob o nº 002589-509/2026.
O MPMA informou que o objetivo é verificar eventual ocorrência de nepotismo nas nomeações realizadas no âmbito das administrações municipal e legislativa, observando os princípios constitucionais que regem a administração pública, entre eles legalidade, publicidade, eficiência e probidade administrativa.
A apuração é conduzida pela promotora de Justiça Dailma Maria de Melo Brito Fernández, que responde pela 1ª Promotoria de Justiça de Balsas.
Governo contesta nomeação de delegada eliminada em concurso
O Governo do Maranhão tenta reverter no TJMA a nomeação de Ariana Sampaio Sousa como delegada da Polícia Civil. Eliminada na prova objetiva do concurso de 2017, ela tomou posse em maio de 2025 após decisão judicial que anulou sua exclusão.
A PGE afirma que Ariana não cumpriu o edital. O concurso oferecia 20 vagas imediatas e cadastro de reserva, e só os 225 primeiros da ampla concorrência seguiriam à prova discursiva. Ariana acertou 60 de 100 questões, ficou em 2.018º lugar e não fez as etapas seguintes.
A defesa alegou que ela atingiu a nota mínima e citou a Lei Estadual nº 12.212/2024, que flexibilizou a cláusula de barreira para o curso de formação e o cadastro de reserva. Por liminar, Ariana fez o curso da Academia de Polícia Civil e foi aprovada.
Em 7 de abril de 2025, o juiz Osmar Gomes dos Santos anulou a eliminação e determinou nomeação e posse, citando razoabilidade e proporcionalidade. Ariana tomou posse em 12 de maio, atua em Bacabal e integra a investigação sobre duas crianças desaparecidas. Ela pediu transferência para São Luís por questões familiares.
A PGE diz que a lei de 2024 não alcança eliminados na prova objetiva, cita jurisprudência do STF e alerta para efeito multiplicativo. O MP-MA apoiou o recurso e apontou risco à isonomia. Ariana é filha do subprocurador Francisco Barros Sousa e sobrinha do desembargador Raimundo Barros.
O recurso aguarda julgamento. A defesa não respondeu, e a Adepol disse que acompanha o caso.
Filha de procurador do Maranhão que ficou em 2.018º lugar em concurso vira delegada
A PGE (Procuradoria-Geral do Estado) do Maranhão tenta reverter no TJ (Tribunal de Justiça) a nomeação, por ordem judicial, de uma candidata não aprovada no concurso para o cargo de delegada realizado em 2017.
Ariana Sampaio Sousa —filha do procurador Francisco Barros Sousa (atual subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos) e sobrinha do desembargador Raimundo Barros— havia sido eliminada ainda na primeira fase, ocupando a 2.018ª posição na prova objetiva.
Ariana tomou posse em 12 de maio de 2025 por decisão do juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís. A sentença, proferida em 7 de abril de 2025, foi contestada por recurso do governo estadual e aguarda julgamento dos desembargadores no TJ-MA.
O caso tornou-se público na última semana após a manifestação de outro candidato do concurso, que questionou a nomeação alegando ter obtido nota superior à de Ariana na prova objetiva.
O edital do certame previa 20 vagas para provimento imediato, sendo 15 para ampla concorrência e 5 reservadas para pessoas com deficiência e negras, além da formação de cadastro de reserva com 80 nomes.
Ariana realizou apenas a prova objetiva e foi desclassificada, deixando de fazer as fases subsequentes da primeira etapa:
Prova discursiva
Avaliação de títulos
Exames médicos
Teste de aptidão física
Avaliação psicológica
Investigação social e funcional
Para ser considerada apta, a candidata precisaria obter aprovação nas sete fases do processo seletivo.
Atualmente, Ariana está lotada na delegacia de Bacabal. Este ano, ela ganhou notoriedade ao comandar o inquérito que investigou o desaparecimento de duas crianças na cidade. Na quarta-feira (9/9), a Polícia Federal informou que pedirá a inclusão dos menores na lista de procurados da Interpol.
Sobre a servidora, a Polícia Civil informou ao UOL que ela integra o grupo de trabalho de delegados formado para apurar o caso. “Atualmente, está em andamento o processo de transferência da servidora para São Luís, a pedido da própria delegada, por questão de ordem familiar”, completou o órgão.
A coluna procurou o escritório de advogados que defende Ariana, mas não houve retorno. O UOL não conseguiu o contato direto da delegada. O espaço segue aberto para manifestação.
O concurso realizado por Ariana contava com cláusula de barreira no edital, limitando a convocação aos 225 primeiros colocados da ampla concorrência para a realização da prova discursiva.
No processo, ao qual a coluna teve acesso, a candidata questiona a regra sob a alegação de ter acertado 60 das 100 questões, atingindo a pontuação mínima exigida na prova objetiva e o aproveitamento mínimo de 50% em cada grupo de disciplinas.
Sua defesa argumenta que a Lei Estadual nº 12.212/2024 autorizou o governo a flexibilizar a cláusula de barreira para a convocação ao Curso de Formação Profissional e composição do cadastro reserva, sustentando que ela teria o direito de avançar no certame.
A defesa destacou ainda que, amparada por uma decisão liminar anterior, Ariana concluiu o Curso de Formação Profissional na Academia de Polícia Civil com aprovação, o que demonstraria sua “aptidão para o exercício do cargo”.
Em contestação, a PGE defendeu a legalidade da cláusula de barreira e das normas estabelecidas no edital.
O órgão esclareceu que a lei estadual citada pela defesa beneficiava apenas os candidatos considerados aptos em todas as fases da primeira etapa —grupo do qual Ariana não fazia parte, por ter sido eliminada na prova objetiva.
A Procuradoria alertou também que a manutenção da posse pode gerar “efeito multiplicativo”, abrindo brecha para que milhares de candidatos desclassificados acionem o Judiciário.
“Convocar a candidata para o Curso de Formação, que constitui a segunda etapa do certame, sem que ela tenha obtido êxito na primeira fase, é um absurdo sem precedentes. Tal decisão permitiria que a candidata ingressasse no curso de formação sem ter completado nenhuma das fases da primeira etapa, o que comprometeria a legitimidade e a equidade do processo seletivo”, citou a PGE na ação.
O estado destacou ainda a jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconhece a constitucionalidade de cláusula.
Para o juiz, reverter a posse após a aprovação no curso de formação contraria o interesse público e a finalidade do concurso.
“A autora demonstrou desempenho suficiente para avançar no certame e, inclusive, obteve aprovação no curso de formação. Assim, impedir sua nomeação com base em critérios que foram flexibilizados por legislação superveniente representa afronta à própria finalidade do concurso público e ao interesse público”, registrou a sentença.
Recurso do estado e parecer do MP
O governo do Maranhão recorreu da decisão reiterando que a manutenção da sentença abriria “precedente para que milhares de outros candidatos, igualmente desclassificados, recorressem ao Judiciário.
O parecer do MP-MA (Ministério Público do Maranhão), assinado pela procuradora Themis Maria Pacheco de Carvalho, acompanha o recurso do estado e pede a reforma da decisão de primeira instância.
“A determinação de nomeação da autora, apesar de não ter alcançado a classificação exigida pelo edital, representa situação que desequilibra o certame em relação aos demais candidatos, afrontando diretamente o princípio da isonomia”, aponta o órgão ministerial.
A apelada foi classificada fora do número de vagas que permitisse a esta realizar a prova discursiva e, por evidente, as etapas subsequentes, tanto para o número de vagas previstas no edital, como para o cadastro de reserva, vez que sequer ultrapassou a primeira fase da primeira etapa do concurso, não havendo nenhum embasamento legal para que esta prossiga nas demais fases do certame.
A postura do MP-MA em segunda instância é diferente da primeira instância, quando o promotor João Leonardo Sousa Pires Leal deu parecer pedindo que o estado fosse proibido de produzir provas e pela procedência de anular a cláusula de barreira para que Ariana passasse de fase.
Em nota, a Adepol (Associação dos Delegados de Polícia Civil) do Maranhão diz que “acompanha com atenção a repercussão envolvendo a nomeação, por força de decisões judiciais”.
“A Adepol entende que não lhe cabe antecipar juízo sobre o mérito das decisões judiciais proferidas, especialmente porque a matéria ainda pode ser submetida à apreciação das instâncias competentes do Poder Judiciário.”
Do UOL
10 setembro 2026
Prefeito de Igarapé Grande irá a júri popular
O prefeito João Vitor Xavier (PDT), do município de Igarapé Grande, distante 304 km da capital São Luís, irá a júri popular pelo assassinato do soldado da Policial Militar Geidson Thiago da Silva dos Santos ocorrido em 2025.
A decisão foi do juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da Comarca de Pedreiras, que negou pedido dos advogados do político, que alegavam cerceamento do direito de defesa, e encerrou a fase de instrução do processo.
Ainda não há uma data marcada para o julgamento, assim como também ainda não foi definido o local.
Eleito em 2024, João Vitor confessou ter executado com vários disparos o soldado da PM, que faleceu no Hospital Municipal de Peritoró, após uma confusão envolvendo o acusado e a vítima no Parque de Vaquejada Maratá, em Trizidela do Vale, no mês de julho.
Segundo as investigações, o policial foi morto após ser atingido por cinco disparos de arma de fogo efetuados pelas costas.
Em dezembro, o pedetista chegou a reassumir o cargo de prefeito, mas atualmente está afastado da função.
Polícia apreende 40 quilos de cocaína em Grajaú
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 40 kg de cocaína durante uma fiscalização no km 413 da BR-226, em Grajaú (MA).
A ocorrência teve início após o condutor de uma caminhonete desobedecer à ordem de parada e fugir da abordagem policial.
Durante rondas ostensivas, a equipe identificou o veículo e, após análise de risco, determinou a parada. O motorista, porém, acelerou e iniciou uma fuga pela rodovia. Em seguida, o veículo deixou a BR-226 e passou a trafegar por vias urbanas de Grajaú, sendo acompanhado pela equipe policial.
O condutor desembarcou e fugiu a pé em direção a uma área de matagal. A PRF realizou buscas pelo perímetro e solicitou apoio da Polícia Militar para auxiliar na localização do fugitivo, que não foi encontrado.
Após a localização do veículo, a equipe realizou a verificação do automóvel, com apoio da Polícia Civil, que auxiliou na inspeção do veículo.
Durante o procedimento, foram encontrados diversos tabletes de cocaína, ocultos em compartimento do veículo.
MPMA prorroga apuração sobre contrato da Educação em Buriticupu e cobra documentos da gestão de João Carlos
O Ministério Público do Maranhão decidiu prorrogar por mais 90 dias a apuração sobre possíveis irregularidades na execução do Contrato Administrativo nº 20250968/2025, firmado pela Prefeitura de Buriticupu, por meio da Secretaria Municipal de Educação, com a empresa Eletro Wendel Ltda.
A investigação, registrada na Notícia de Fato nº 001357-283/2026, analisa aspectos administrativos, financeiros, orçamentários e materiais do contrato, especialmente em relação a despesas custeadas com recursos vinculados à Educação e ao Fundeb.
O contrato é resultado da Adesão nº 005/2025 e teve como objeto a aquisição de materiais permanentes e mobiliários.
Segundo a Decisão nº 843/2026 da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Ministério Público havia solicitado informações e documentos para esclarecer a relação entre pagamentos apontados em representação e a efetiva execução do contrato.
O primeiro ofício foi encaminhado em julho ao então Procurador-Geral Adjunto do Município, Talles Evangelista Silva Araújo, com cópia ao então prefeito interino José Antônio Lisboa Mendes. Entretanto, conforme certidão juntada ao procedimento, não houve resposta dentro do prazo.
No entanto, o MPMA destacou que a ausência de resposta não permite, por si só, concluir pela existência de irregularidades ou adotar medidas sancionatórias contra a administração. A mudança na gestão municipal também foi considerada pela Promotoria.
João Carlos Teixeira da Silva retornou ao cargo de prefeito em 31 de julho de 2026, enquanto a Procuradoria-Geral do Município passou a ser comandada por Ricardo Augusto Torres Medeiros. Diante da alteração dos responsáveis, o Ministério Público decidiu dar nova oportunidade para que a atual gestão apresente os esclarecimentos solicitados.
Para o Ministério Público, esses documentos são fundamentais para esclarecer se há alguma irregularidade material na execução do contrato ou se as inconsistências apontadas podem estar relacionadas apenas a questões contábeis, bancárias ou descritivas.
Por isso, o órgão decidiu não arquivar o caso neste momento, mas também deixou claro que ainda não há elementos suficientes para concluir pela existência de dano ao erário ou desvio de finalidade.
A Procuradoria-Geral do Município terá agora 15 dias úteis para apresentar uma resposta institucional consolidada, acompanhada da documentação exigida pelo MPMA. O novo expediente será encaminhado ao procurador Ricardo Augusto Torres Medeiros, com ciência direta ao prefeito João Carlos Teixeira da Silva.
Postagem em destaque
Morre Eduardo Massoli Fiquene, "Dudu Massoli", secretário adjunto da gestão Rildo Amaral.
É com profundo pesar que comunicamos a morte do nosso amigo Dudu Massoli, que foi candidato a vereador em Imperatriz, trabalhou muitos ano...

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