A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestaram na quinta-feira, 1º, contra a “intervenção judicial” realizada pelos ministros Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no debate da TV Globo entre candidatos à Presidência.
Em nota, as entidades afirmaram que a interferência é, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa e que os excessos judiciais “atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos”.
“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.
Brasília, 1º de outubro de 2026.
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
Associação Nacional de Editores de Revistas
Associação Nacional de Jornais”
Debate cancelado
A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República após receber duas intimações.
Em uma delas, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido do PT e proibiu a manutenção do púlpito vazio com o nome de Lula, além das perguntas que seriam direcionadas a ele.
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