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| Até quando? Má gestão, assédio moral e perseguição... Servidores em Açailândia tem medo de se manifestar publicamente. Benjamim permanece em silêncio. |
Uma importante decisão do TJMA, proferida pela magistrada Selecina Henrique Locatelli, trouxe um desfecho favorável a uma servidora da educação especial que vinha enfrentando um cenário de instabilidade funcional. O caso ganha relevância em um momento onde o sindicato da categoria e diversos profissionais concursados relatam um aumento nas denúncias de assédio moral e perseguição administrativa dentro da gestão da Secretaria de Educação.
A juíza deferiu uma medida liminar em Mandado de Segurança, fundamentada na Constituição Federal e na Lei 12.016/2009, garantindo os seguintes direitos à impetrante o Retorno Imediato ao Cargo: A justiça determinou o retorno da servidora ao exercício das funções de Professor Transcritor de Braille, conforme previsto em seu concurso público e ato de posse, o restabelecimento da Situação Funcional, suspendendo o ato administrativo que a prejudicava, garantindo a manutenção de sua vinculação funcional, administrativa e orçamentária. A decisão ainda assegura todos os reflexos legais, incluindo evolução funcional, reajustes e efeitos previdenciários.
A decisão judicial aponta Penalidade por Descumprimento, com
multa diária de R$ 500,00 (limitada a R$ 30.000,00) caso a administração
pública não cumpra a ordem imediatamente.
Vitória contra o Assédio Moral
O desfecho deste processo é visto como um marco contra as
práticas de perseguição e exonerações que têm atingido trabalhadores da
educação na Cidade ao garantir que a professora concursada retorne ao seu posto
de direito na Educação Especial, o Judiciário reafirma que atos administrativos
não podem ser utilizados como ferramentas de retaliação pessoal ou política.
Ficam as autoridades advertidas quanto à proibição de
praticar novos atos que impliquem desvio de função ou lotação incompatível com
o cargo ocupado pela impetrante.
Esta decisão representa não apenas uma conquista individual
para a requerente, mas um fôlego de esperança para todos os profissionais que
lutam por dignidade e respeito no ambiente de trabalho público, que o gestor da
cidade possa acordar de fato porquê os profissionais estão com receio até de
expor suas opiniões, segundo apurado e conta na própria decisão.


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