Após anos à frente da Secretaria Municipal de Educação, gestão de Karla é alvo de críticas pelo desempenho considerado insuficiente e pela distância entre a administração da pasta e a realidade das escolas
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (IDEB) voltam a colocar a educação municipal de Açailândia no centro do
debate. O desempenho da rede, segundo os dados apresentados, teria avançado
apenas dois décimos no período analisado, passando de 5,5 para 5,7,
resultado que permanece abaixo da referência de 6,0 estabelecida como
parâmetro nacional.
O número, embora represente algum crescimento, é considerado
insuficiente, especialmente diante do tempo de permanência da atual secretária
de Educação, Karla, professora de Ciências que chegou ao cargo por
indicação da gestão do ex-prefeito Aluísio e permanece à frente da pasta
até hoje.
Para profissionais da educação, o resultado seria um reflexo
de problemas mais amplos relacionados à condução da política educacional do
município e à necessidade de uma gestão mais próxima da realidade enfrentada
diariamente por professores, gestores, supervisores e alunos.
O desgaste político em torno da Secretaria de Educação teria
aumentado nas últimas semanas. Gestores e supervisores da rede municipal vêm se
articulando por meio das redes sociais e de reuniões com o prefeito, com a
primeira-dama e com vereadores, buscando construir uma frente de diálogo em
defesa de mudanças na condução da pasta.
A movimentação revela que a insatisfação, segundo os relatos
que circulam entre profissionais da educação, não estaria restrita a questões
administrativas. O principal questionamento seria sobre o modelo de gestão
adotado e sua capacidade de responder aos desafios concretos enfrentados nas
escolas.
Entre as reivindicações está a escolha de um novo perfil
para comandar a Secretaria de Educação: alguém com maior presença nas unidades
escolares, conhecimento pedagógico, capacidade de diálogo e disposição para
ouvir os profissionais.
Dois décimos em anos de gestão
O ponto mais questionado é justamente a relação entre o
tempo de permanência da secretária e os resultados apresentados pela rede.
Um crescimento de 5,5 para 5,7 no IDEB, em um cenário
no qual a educação municipal enfrenta diversos desafios, é considerado por
críticos como um avanço tímido. A comparação com a referência de 6,0 reforça o
argumento daqueles que defendem uma mudança na estratégia educacional do
município.
Karla chegou à Secretaria de Educação durante a gestão do
ex-prefeito Aluísio e permanece no cargo mesmo após a mudança de governo. Para
os críticos, a manutenção da secretária passou a ser uma decisão que precisa
ser avaliada não apenas sob a ótica política, mas principalmente pelos
resultados apresentados pela rede municipal.
Mais do que uma disputa política, a discussão deveria estar
concentrada na qualidade do ensino oferecido às crianças e adolescentes de
Açailândia, apontam profissionais ouvidos pelo site.

Nenhum comentário:
Postar um comentário