10 agosto 2026

IDEB de Açailândia expõe baixo avanço na educação e aumenta pressão pela mudança na Secretaria

 


Após anos à frente da Secretaria Municipal de Educação, gestão de Karla é alvo de críticas pelo desempenho considerado insuficiente e pela distância entre a administração da pasta e a realidade das escolas

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) voltam a colocar a educação municipal de Açailândia no centro do debate. O desempenho da rede, segundo os dados apresentados, teria avançado apenas dois décimos no período analisado, passando de 5,5 para 5,7, resultado que permanece abaixo da referência de 6,0 estabelecida como parâmetro nacional.

O número, embora represente algum crescimento, é considerado insuficiente, especialmente diante do tempo de permanência da atual secretária de Educação, Karla, professora de Ciências que chegou ao cargo por indicação da gestão do ex-prefeito Aluísio e permanece à frente da pasta até hoje.

Para profissionais da educação, o resultado seria um reflexo de problemas mais amplos relacionados à condução da política educacional do município e à necessidade de uma gestão mais próxima da realidade enfrentada diariamente por professores, gestores, supervisores e alunos.

O desgaste político em torno da Secretaria de Educação teria aumentado nas últimas semanas. Gestores e supervisores da rede municipal vêm se articulando por meio das redes sociais e de reuniões com o prefeito, com a primeira-dama e com vereadores, buscando construir uma frente de diálogo em defesa de mudanças na condução da pasta.

A movimentação revela que a insatisfação, segundo os relatos que circulam entre profissionais da educação, não estaria restrita a questões administrativas. O principal questionamento seria sobre o modelo de gestão adotado e sua capacidade de responder aos desafios concretos enfrentados nas escolas.

Entre as reivindicações está a escolha de um novo perfil para comandar a Secretaria de Educação: alguém com maior presença nas unidades escolares, conhecimento pedagógico, capacidade de diálogo e disposição para ouvir os profissionais.

Dois décimos em anos de gestão

O ponto mais questionado é justamente a relação entre o tempo de permanência da secretária e os resultados apresentados pela rede.

Um crescimento de 5,5 para 5,7 no IDEB, em um cenário no qual a educação municipal enfrenta diversos desafios, é considerado por críticos como um avanço tímido. A comparação com a referência de 6,0 reforça o argumento daqueles que defendem uma mudança na estratégia educacional do município.

Karla chegou à Secretaria de Educação durante a gestão do ex-prefeito Aluísio e permanece no cargo mesmo após a mudança de governo. Para os críticos, a manutenção da secretária passou a ser uma decisão que precisa ser avaliada não apenas sob a ótica política, mas principalmente pelos resultados apresentados pela rede municipal.

Mais do que uma disputa política, a discussão deveria estar concentrada na qualidade do ensino oferecido às crianças e adolescentes de Açailândia, apontam profissionais ouvidos pelo site.

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