24 março 2017

Médico e técnico de enfermagem vendiam cirurgias dentro do hospital público de Augustinopolis

Atualização às 10:25 para correção da informação na foto postada do promotor que foi confundida com a do investigado.

O médico ortopedista, Alfredo Flores Urbina e o técnico de enfermagem, Civanildo Morais da Silva, ambos de Imperatriz, foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento em Palmas, capital do Estado do Tocantins.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Augustinopolís, coordenada pelo Promotor Público Dr. Paulo Sérgio Ferreira (na foto acima),  os dois profissionais de saúde são acusados de cobrar pela realização de cirurgias ortopédicas de pacientes atendidos na Unidade de Saúde de Augustinopolis-TO, onde os dois são lotados como servidores públicos.
Na tarde desta sexta-feira, 24, após denúncia e investigação da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público Estadual, equipes da Delegacia Regional de Augustinópolis, estiveram no Hospital Regional de Augustinópolis (HRA) e levaram coercitivamente os dois acusados.
A investigação do Ministério Publico acumulou provas do pagamento realizado através de transferências bancarias por um paciente na conta de um dos servidores do Hospital para que a cirurgia fosse realizada. 
Ambos foram indiciados pelo crime de Concussão. Segundo o Artigo 316 do Código Penal Brasileiro é o crime praticado por funcionário público, em que este exige, para si ou para outrem, vantagem indevida, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela.

O Governo do Estado do Tocantins anunciou no início da noite, que determinou o afastamento pelo período de 60 dias, até que sejam concluídas as investigações, o médico ortopedista, Alfredo Flores Urbina e o técnico em enfermagem, Cilvanildo Morais da Silva, de suas funções do Hospital Regional de Augustinópolis.
Postar um comentário