24 agosto 2018

Relatos de pacientes atestam melhorias no atendimento do Socorrão


Organização, novos instrumentos e ampliação de profissionais são algumas das iniciativas apontadas

foto divulgação retirada da internet
por Maria Almeida

“Eu não tenho o que reclamar do Socorrão, meu esposo precisou de atendimento lá e foi bem atendido”. Essas palavras são da manicure Rosilene do Nascimento Rodrigues, moradora da Rua Euclides da Cunha, nº 433, Bairro Vila Nova, ao falar de sua experiência no Hospital Municipal de Imperatriz, HMI.

“Dia 1º ele foi encaminhado pela dra. Sara, porque estava sentindo muitas dores, chegamos ao hospital por volta das 11h, ele foi internado e às 16h fez uma cirurgia com dr. Erik e graças a isso, ele está vivo” – relatou. Ela entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, para agradecer os cuidados que o mecânico José Alencar Gomes Filho recebeu na primeira semana de agosto ao dar entrada no Socorrão.

Segundo Rosilene, há um ano seu cônjuge sofria com fortes dores no estômago. Sem saída, após vários exames e sem diagnóstico preciso, sob orientação de uma amiga, ela resolveu procurar a coordenação de Oncologia dos Três Poderes, onde foi avaliado pelo oncologista Gumercindo Filho e encaminhada ao setor de quimioterapia do São Rafael.

“No entanto, antes da data de avaliação, José passou mal, foi quando procuramos a médica e ela nos encaminhou para o Socorrão. Lá foi tirado um tumor e levado para fazer biópsia. Quando tivermos o resultado, ele passará por triagem e caso confirmado o câncer, iniciará o tratamento com as quimioterapias” – contou.


“Às vezes as pessoas falam muito mal do Socorrão, mas acredito que não é uma regra, porque eu fui bem atendida por todos. Inclusive encontrei um rapaz lá na mesma enfermaria que estávamos, que estava sendo muito bem atendido, enfermeiras e médicos sempre com ele lá, dando muita atenção” – enfatizou.

Quem também reconhece a qualidade da assistência do Socorrão, é a família do Sebastião Rosa, morador da cidade de Açailândia. Vítima de um acidente automobilístico, na última sexta feira, 17, foi encaminhado para cá e está internado na enfermaria 120, onde recebe os cuidados da equipe de neurologia.

“Ele já fez raio x, eletro, exame de sangue e todos os procedimentos necessários, além de uma cirurgia. No acidente ele fraturou a medula e a 5ºvértebra, mas estamos confiantes, o atendimento aqui está bom, toda hora as enfermeiras estão aqui, sempre que precisamos elas dão assistência” – relatou a esposa Cleide Lima.

Outro beneficiado com os atendimentos do HMI foi o PM aposentado Raimundo Rodrigues, que passou aproximadamente dois meses sob os cuidados da ortopedia e recebeu alta esta semana. “Eu sofri acidente de moto, e como entrou muita areia e ciscos na hora que cai, infeccionou, daí tive que ficar internado esse tempo todo tomando as medicações para poder fazer as cirurgias, uma no punho e outra nos dedos, mas fui bem atendido e está tudo bem. Graças a Deus estou indo para casa” – contou.

O HMI é o único hospital geral de urgência e emergência da Rede Pública de Saúde, que funciona com portas abertas para atendimento de livre demanda em Imperatriz e recebe pacientes num raio de até 800km, cerca de 10 mil por mês. É também o único hospital tipo II da região, habilitado para atendimento de alta e média complexidade em diversas especialidades, inclusive da neurologia e pediatria.


Em função disso, da alta demanda que atende, o hospital é por muitas vezes noticiado na mídia apenas quando falha, e por isso, acaba ficando conhecido como um lugar ruim, mas não é. “O depoimento mostra isso, que o serviço funciona, contudo, muitas vezes na correria do dia a dia se perde em meio a disseminação das notícias negativas” – afirma o secretário Adjunto de Saúde, Marcondes Carneiro.
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