Ser de um mesmo partido não implica ser partidário de mesmas ações e opiniões( Edmilson Sanches)
Um dos problemas sérios para democracia efetiva (democracia pelo sistema direto), é que nós temos que ter uma identificação clara entre o que nós estamos elegendo como opção ideológica. Quando se criou sistema de representação partidária, ou seja, o caminho da democracia através de representantes eleitos de um determinado partido, se imaginou nesta criação isso, que escolhêssemos um posicionamento ideológico - porque nós somos liberais, escolhemos determinadas linhas de pensamento relativas ao capitalismo; porque nós somos mais socialistas, identificamos aquelas ideologias próprias de um atendimento mais comunitário...
Então, esta identificação ideológica é necessária para que exista um sistema de representação direta através dos partidos políticos. Infelizmente, o Brasil ainda carece de evolução partidária. Os partidos foram criados, houve uma amplificação da quantidade de partidos muito significativa e muito importante para a democracia, porque é importante representar todas as facetas da sociedade. No entanto, ainda não se consolidou uma ideologia partidária.
Os partidos, efetivamente, apresentam uma proposta. É necessário que se identifique uma proposta para consolidar o partido. Essa ideologia é muito nebulosa de forma que ao ler o programa partidário de um determinado partido e lermos o programa partidário de um partido oposto, identificamos semelhanças. Curiosas semelhanças. Porque se utilizam termos tão genéricos que cabem todos os posicionamentos. Isso acaba dando uma margem de liberdade para o partido que nos incomoda.
O partido, hoje, se posicionando em determinada linha e daqui há dois anos, se posiciona da forma contrária. Incrivelmente algumas vezes, este posicionamento contrário, ainda é compatível com seu programa partidário. Falta uma ideologia mais densificada, com mais peso.
Dr. Marcelo Lamy - diretor da Escola Superior de Direito Constitucional
Um dos problemas sérios para democracia efetiva (democracia pelo sistema direto), é que nós temos que ter uma identificação clara entre o que nós estamos elegendo como opção ideológica. Quando se criou sistema de representação partidária, ou seja, o caminho da democracia através de representantes eleitos de um determinado partido, se imaginou nesta criação isso, que escolhêssemos um posicionamento ideológico - porque nós somos liberais, escolhemos determinadas linhas de pensamento relativas ao capitalismo; porque nós somos mais socialistas, identificamos aquelas ideologias próprias de um atendimento mais comunitário...
Então, esta identificação ideológica é necessária para que exista um sistema de representação direta através dos partidos políticos. Infelizmente, o Brasil ainda carece de evolução partidária. Os partidos foram criados, houve uma amplificação da quantidade de partidos muito significativa e muito importante para a democracia, porque é importante representar todas as facetas da sociedade. No entanto, ainda não se consolidou uma ideologia partidária.
Os partidos, efetivamente, apresentam uma proposta. É necessário que se identifique uma proposta para consolidar o partido. Essa ideologia é muito nebulosa de forma que ao ler o programa partidário de um determinado partido e lermos o programa partidário de um partido oposto, identificamos semelhanças. Curiosas semelhanças. Porque se utilizam termos tão genéricos que cabem todos os posicionamentos. Isso acaba dando uma margem de liberdade para o partido que nos incomoda.
O partido, hoje, se posicionando em determinada linha e daqui há dois anos, se posiciona da forma contrária. Incrivelmente algumas vezes, este posicionamento contrário, ainda é compatível com seu programa partidário. Falta uma ideologia mais densificada, com mais peso.
Dr. Marcelo Lamy - diretor da Escola Superior de Direito Constitucional
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