Ao que tudo indica a família Sarney tem dois grandes projetos em curso e alguns desafios duros de vencer.
Aos projetos.
O primeiro projeto do clã Sarney é construir um candidato competitivo em São Luis e concorrer com reais chances de vitória as eleições na Ilha Grande.
Desta vez parece que vai contar com o Partido dos Trabalhadores, com Washington Luis, pessoa de bom trato, moderado, correto, um bom cearense já imbuído de maranhensidade. O professor e historiador Wagner Cabral Costa diz tratar-se de estupro da família Sarney ao Partido dos Trabalhadores. Em que pese o respeito que tenho pelo eminente professor discordo dele neste aspecto, pois não há nos partidos brasileiros e nem na cultura brasileira qualquer elementos ideológico ou programático que possa justificar uma visão tão celestial do PT como enseja o Cabral Costa.
O PT antes de chegar ao poder no Planalto Central com Lula mudou da utópica linha socialista para o realismo possível da social democracia. Não acho que o PT maranhense foi estuprado, acho que ele aceitou uma relação íntima consentida, calculadas e de muitos orgasmos regados a cargos, posições e ocupação de espaços abertos pelo clã Sarney. Este é o PT que foi um desastre quando teve que administrar o Município de Imperatriz com Jomar Fernandes e que, até hoje, mete medo no mais incauto eleitor imperatrizense.
O PT antes de chegar ao poder no Planalto Central com Lula mudou da utópica linha socialista para o realismo possível da social democracia. Não acho que o PT maranhense foi estuprado, acho que ele aceitou uma relação íntima consentida, calculadas e de muitos orgasmos regados a cargos, posições e ocupação de espaços abertos pelo clã Sarney. Este é o PT que foi um desastre quando teve que administrar o Município de Imperatriz com Jomar Fernandes e que, até hoje, mete medo no mais incauto eleitor imperatrizense.
Desse modo, o PT maranhense abriu as pernas para o Sarney de forma consentida, calculada, pragmática e utilitarista como ele o é verdadeiramente em seu DNA.
Se a família Sarney vai nacionalizar a eleição de São Luis e, com isso, obter o apoio do Planalto Central, é coisa ainda indefinida.
Porém, com a oposição dividida e com o fastio de Flávio Dino para disputar a eleição da Capital não se pode duvidar de que os sarneys encontraram no PT maranhense e na pessoa do vice-governador a melhor equação que poderia levá-los ao Palácio La Ravardière.
Enquanto isso ocorre, a oposição sofre de sua doença congênita: a divisão interna e de sobra de uma ambição desmedida de seus líderes, nenhum do tamanho político do ex-governador Jackson Lago.
Este é um desafio novo para o clã Sarney e como nunca ganharam a prefeitura de São Luís se der certo estará tudo dominado. Se não der, valeu o boi.
Mas a prova dos nove mesmo para a família Sarney será vencer seu segundo grande desafio: fazer a sucessão de Roseana em 2014 sem ter que valer-se do senador Edison Lobão.
Como todos sabem o Senador Sarney investiu todos seus cobres na construção do nome da filha Roseana Sarney como a grande liderança no Estado do Maranhão. Com isso, a mulher está governadora pela quarta vez. Lobão esteve Governador do Maranhão por uma única vez e trabalha até 2014 para voltar. Se não ocorrer alguma saraivada de denúncias de seu Ministério até lá ele se cacifa como forte pré-candidato, salvo se alguma matéria da grande imprensa o detonar por alguma traquinagem a busca de dinheiro público para campanhas e coisa que o valha.
O fato concreto é que no núcleo duro dos Sarneys a liderança maior mesmo é Roseana Sarney. Lobão apesar do grupo tem trajetória política meio paralela aos sarneys e logicamente se virar governador é capaz mesmo de construir a “dinastia dos lobos”, na qual os sarneys passariam ao papel de coadjuvantes. Acho que esse é o sentimento dos Sarneys “puro- sangues”. Lobão usa a mesma estratégia de Sarney: domar o poder por dentro do poder.
A dificuldade dos sarneys em criar novos líderes no grupo é o medo de traições, fato inexorável na política como todo e inúmeros exemplos no grupo Sarney.
Basta que se veja o exemplo mais notório que envolveu o ex-governador José Reinaldo Tavares, que é cria do Sarney e hoje um dos mais fecundos adversários e inimigos do velho oligarca, mas hoje sem força política e eleitoral.
Outro exemplo é o caso do Ministro Edison Vidigal que chegou até o STJ pelas mãos de Sarney e hoje é um dos ferrenhos adversários do Senador, tendo sido mesmo candidato a Governador e a Senador em duas sucessivas eleições gerais.
O Senador Lobão apesar de nunca ter traído o Sarney tem trajetória política paralela e prepara as garras para dar a mordida fatal no Sarney. Dizem que será o próximo a tentar engolir os sarneys.
Diante deste quadro sombrio resta à oligarquia tentar renovar-se por dentro com a criação de novos personagens. A centralização demasiada da Governadora impede que alguém se destaque nesta empreitada.
O Chefe da Casa Civil Luis Fernando é uma promessa de renovação. Um bom quadro técnico e político, mas não atravessa em termos políticos nem mesmo a ponte do Estreito dos Mosquitos, que liga a Ilha ao Continente. Dificilmente conseguirá ir mais adiante porque não tem poder de fogo no governo da Rainha Roseana Sarney Murad.
E o Secretário de Infraestrutura Max Barros? Este é homem mais ligado a Roseana, mas tem as mesmas limitações de Luis Fernando. Diz-se que Roseana tentará emplacá-lo como Presidente da Assembléia e a partir daí tentaria chegar ao Palácio dos Leões. Max Barros tem a mais do que Luis Fernando o mandato de Deputado Estadual.
Esses são os dois novos quadros da família Sarney para suceder Roseana, mas se a mulher não lhes der poder de fogo orçamentário não lograrão êxito maior. O terceiro nome seria o Washington Luis que poderia assumir o cargo de governador em abril de 2014 e iria para a reeleição em 2014, mas seu grande teste eleitoral parece que será mesmo este ano. Dependendo do resultado eleitoral ele avança ou definha politicamente no clã Sarney.
O provável mesmo é que o grupo Sarney terá que contar com os velhos quadros. Existem dois nomes a disposição: Lobão e João Alberto. Este é fiel e tem a total confiança de Roseana e do Sarney, mas tem muitas limitações eleitorais, não tem carreira paralela. Seu eleitorado confunde-se com o de Roseana. Aquele convive com o grupo, mas faz carreira solo e está na espreita para um ato de infidelidade fatal. O fato para o povo é que se a solução caseira vier dos quadros velhos será o mais do mesmo ou a emenda poderá sair pior do que o soneto.
Enquanto tudo isso ocorre a oposição brinca de oposição com projetos personalistas sem a mínina consistência e o maior expoente da chamada oposição prefere ocupar cargo federal na busca de mais prestígio a partir do Planalto Central.






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