14 maio 2026

Aditamento aponta colapso na arrecadação tributária de Açailândia e perdas de 8,7 milhões.


 Justiça Especializada de Açailândia, relaciona a queda na arrecadação do IPTU e do ISS a supostas falhas no sistema tributário “SpeedGov”

Uma nova manifestação apresentada ao Ministério Público do Maranhão dentro do SIMP nº 006922-509/2025 aponta possível colapso na arrecadação tributária do município de Açailândia em 2025, com perdas estimadas em mais de R$ 8,7 milhões.

O documento, encaminhado à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, relaciona a queda na arrecadação do IPTU e do ISS a supostas falhas no sistema tributário “SpeedGov” e à atuação da empresa VM Taxes, contratada pela prefeitura para serviços de consultoria tributária.

Segundo os dados extraídos do Siconfi/Tesouro Nacional, o IPTU sofreu queda de 51,41% entre 2024 e 2025, passando de R$ 2,27 milhões para R$ 1,10 milhão. Já o ISS, principal tributo municipal, caiu 14,49%, reduzindo a arrecadação em mais de R$ 5 milhões no período.

O levantamento afirma que, mantida a tendência de crescimento registrada entre 2023 e 2024, a arrecadação municipal poderia atingir cerca de R$ 42,6 milhões em 2025. No entanto, os dados atuais apontam arrecadação de aproximadamente R$ 33,9 milhões, gerando frustração estimada em R$ 8,75 milhões.

A representação também questiona o contrato da empresa V M dos Santos Junior Consultoria e Planejamento Tributário Ltda., conhecida como VM Taxes, apontando suposta falta de estrutura técnica compatível com os serviços contratados pelo município.

Outro ponto citado é o uso do sistema “SpeedGov”, que, segundo o documento, teria apresentado falhas operacionais capazes de comprometer lançamentos e cobranças tributárias.

As graves consequencias por conta do desastre administrativo que se tornou a gestão Benjamim e o último ano da gestão Aluízio, deixa evidente os interesses eleitorais que destroem a gestão municipal, e ainda, afetam diretamente a qualidade dos serviços prestados a população, principalmente na área de saúde, acentuando grave dano ao erário exatamente por responsabilidade gerencial. Além do crime de violação à Lei de Improbidade Administrativa, inclui o pedido feito ao Ministério Público de suspensão cautelar de pagamentos às empresas investigadas; requisição dos contratos do sistema SpeedGov; acesso integral aos processos de pagamento da VM Taxes e recomendação para abertura de licitação regular para novo sistema tributário municipal.

A manifestação ainda alerta que a queda de arrecadação pode comprometer investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura urbana.

 

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