| imagem ilustrativa |
para fornecimento de livros didáticos destinados à rede municipal de ensino. O contrato foi celebrado por meio de adesão à Ata de Registro de Preços nº 011/2025, mecanismo conhecido popularmente como “carona”, em que o município utiliza uma licitação já realizada por outro órgão público em vez de promover um processo licitatório próprio.
Esse tipo de contratação costuma gerar suspeitas de direcionamento quando envolve contratos de alto valor na área da educação, especialmente no setor de livros didáticos e materiais pedagógicos, historicamente alvo de investigações em diferentes estados brasileiros.
Outro ponto é a falta de informações amplamente transparentes sobre a origem da ata utilizada pela prefeitura. O portal oficial do município informa a contratação, mas não detalha de forma clara qual órgão realizou a licitação original que deu origem à Ata nº 011/2025, dificultando a verificação pública sobre como os preços foram formados e se houve efetiva vantagem econômica para os cofres públicos.
A LF Editora vem acumulando contratos em diversas prefeituras maranhenses, quase sempre ligados à venda de livros didáticos, coleções pedagógicas e material complementar para secretarias municipais de educação. Levantamentos apontam contratos da empresa em cidades como Paço do Lumiar (reveja), Igarapé do Meio, Santa Luzia, Cajari, alguns deles milionários.
O crescimento da empresa no mercado de contratos educacionais também ocorre em meio a denúncias encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado que apontam suspeitas de possível sobrepreço, direcionamento e alegações de falsa exclusividade editorial em contratos de livros didáticos.
Além disso, a reportagem apura um suposto conglomerado de empresas do mesmo seguimento, sendo todas elas ligadas a familiares, que são, inclusive, registradas no mesmo endereço em São Luís.
por Neto Ferreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário