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| Assessora de comunicação estaria articulando seu próprio candidato a presidencia da camara e candidatos a deputados, sem anuência de Guerreiro. |
O fim de semana promete ser daqueles em que os telefones não param de tocar e as conversas mais importantes acontecem longe dos gabinetes. Nos bastidores da gestão Gilson Guerreiro, o ambiente parece cada vez mais carregado, e a possível saída da secretária de Comunicação, Carla Franco, já deixou de ser tratada apenas como especulação por quem acompanha de perto a movimentação política do município.
Se a queda realmente se confirmar, dificilmente será apenas uma troca de secretária. Há sinais de que existe uma história muito maior por trás da possível mudança. E, como quase sempre acontece na política, a versão que chega costuma ser apenas a ponta do iceberg.
Pelas conversas que circulam nos bastidores, a relação entre Gilson e sua assessora teria chegado a um ponto de desgaste difícil de esconder. O prefeito, que durante determinado período pareceu comprar algumas das teses e desconfianças que lhe eram apresentadas, acabou entrando em uma espécie de labirinto político: quanto mais tentava se proteger de supostos adversários, mais portas parecia fechar.
E talvez esteja justamente aí o maior erro de um político em início de trajetória: confundir lealdade com concordância absoluta e aconselhamento com comando.
Gilson teria dado espaço demais a uma assessoria que, segundo pessoas próximas ao ambiente político, passou a exercer um controle muito maior. Um dos motivos teria sido a escolha do próximo presidente da câmara em uma articulação contrária a de Guerreiro, e ainda acordos com candidatos a deputados sem a sua anuência.
Há uma crise de confiança em curso.
E quando a confiança desaparece dentro de um governo, o problema deixa de ser quem fica ou quem sai. A pergunta passa a ser: quem estava realmente tomando as decisões?
É aí que a história fica mais interessante.
Gilson pode ter descoberto tarde demais que algumas das batalhas que comprou talvez não fossem exatamente suas. Pode ter enfrentado adversários que não precisava enfrentar, alimentado conflitos que poderiam ter sido evitados e tomado decisões sob influência de uma leitura política que hoje começa a ser questionada.
Se isso for confirmado, a possível saída de Carla Franco será apenas o primeiro movimento de uma rearrumação maior.
E há outro detalhe que chama atenção: nos bastidores, a primeira-dama já estaria inclinada pela mudança. Se essa informação se confirmar, o cenário ganha outro peso. Porque quando uma crise chega ao ponto de envolver não apenas a equipe política, mas também o núcleo familiar do prefeito, dificilmente se trata de um simples ajuste administrativo.
A pergunta agora não é mais apenas se Carla Franco deixará o cargo.
A pergunta é até onde Gilson Guerreiro está disposto a ir para recuperar o controle político da própria administração.
O jogo, ao que tudo indica, virou.
Resta saber quem ainda está jogando, e quem já percebeu que a partida mudou de dono.

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