A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira (26/08/2026), operação nas cidades de Rosário e Itapecuru-Mirim, destinada ao cumprimento de medidas cautelares contra investigados suspeitos de integrar grupo criminoso especializado na prática de fraudes eletrônicas em prejuízo de estabelecimentos comerciais no Estado.
A operação é resultado de investigações conduzidas pelo Departamento de Combate ao Roubo de Cargas (DCRC/SEIC) e pela Delegacia de Polícia Civil de Miranda do Norte, que apuram a atuação de um grupo responsável pela aquisição fraudulenta de mercadorias mediante a utilização de dados de cartões de crédito de terceiros, ocasionando expressivos prejuízos financeiros às empresas vítimas.
Ao todo, foram cumpridas as seguintes medidas cautelares:
03 (três) mandados de prisão preventiva;
07 (sete) mandados de prisão temporária;
07 (sete) mandados de busca e apreensão domiciliar; e medidas judiciais de bloqueio de valores existentes em contas bancárias dos investigados, visando ao rastreamento e à indisponibilidade de recursos supostamente provenientes da atividade criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, mídias eletrônicas, uma pistola e um veículo Honda Civic, materiais que serão submetidos à análise pericial para subsidiar o aprofundamento das investigações e a identificação de eventuais outros envolvidos.
As investigações tiveram início após comunicação das empresas vítimas, que identificaram sucessivas operações fraudulentas realizadas mediante inserção manual de dados de cartões de crédito pertencentes a terceiros. A partir da atuação integrada entre a Polícia Civil e os setores de prevenção de perdas das empresas, foi possível identificar o modus operandi do grupo, culminando, inicialmente, na prisão em flagrante de um dos envolvidos durante a retirada de mercadorias obtidas por meio da fraude, fato que impulsionou o avanço das investigações.
As diligências desenvolvidas permitiram identificar, em tese, uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os investigados, responsáveis pela negociação das compras, fornecimento dos dados dos cartões utilizados nas transações, logística de retirada das mercadorias, movimentação financeira e posterior comercialização dos produtos adquiridos de forma fraudulenta.
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