05 maio 2015

Deputado Josimar maranhãozinho é indiciado pela Policia Federal

O deputado estadual Josimar Cunha Rodrigues, o ‘Josimar de Maranhãozinho’ (PR), indiciado pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, concussão, peculato e formação de quadrilha ou bando, conforme documento em anexo, teve um aumento patrimonial de mais de 1.000% desde as últimas eleições majoritárias, em 2008.
Isso só em relação a bens imobiliários.

Há quase seis anos, seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral era de R$ 463 mil. Hoje, os bens do “Moral da BR” superaram os R$ 6 milhões, conforme documento elaborado a partir dos bens declarados oficialmente pelo próprio parlamentar.

Em 2008, quando registrou candidatura para concorrer à reeleição de prefeito de Maranhãozinho, Josimar listou onze bens na declaração apresentada ao Cartório Eleitoral, entre eles três veículos, um terreno, quatro imóveis, sendo um que estava em obras.
(CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
Em 2014, quando registrou candidatura para deputado, o número de bens (entre imóveis, terrenos, veículos e etc..) saltou para 45.

Além de ser suspeito de usar diploma falso no registro da candidatura, o “Moral da BR” também deverá explicar à Justiça, muito em breve, como fez para triplicar seu patrimônio em seis anos exercendo única e exclusivamente cargos públicos.

Só em São Luís, do patrimônio do deputado consta uma sala comercial no edifício Vinícius de Morais; dois apartamentos na Ponta d’Areia; lote, terreno e uma casa Quintas do Calhau; duas salas comerciais no edifício Office Tower; terreno no Jardim São Cristóvão e um terreno no Rio Anil. O parlamentar é ainda titular da empresa J. Cunha Rodrigues e possui capital em outras duas empresas: a Dismar e Construtora Madry.


O levantamento do BLOG levou em conta as eleições a partir de 2008, a última depois das investigações da Operação Cupim, que indiciou 11 pessoas em 2012, entre elas o deputado Josimar, ex-prefeito de Maranhãozinho. O parlamentar é os demais indiciados foram acusados de fazer parte de um esquema criminoso, em que era cobrada uma taxa para entrada de caminhões em áreas indígenas, para extração de grande quantidade de madeira de forma ilegal. O nome da operação policial significa cupim, em tupi-guarani, que é considerada uma praga perigosa que ataca a madeira e outros produtos agrícolas.
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