20 novembro 2019

Convenções e monarquias...

capa do livro A MONARQUIA ECLESIÁSTICA DO ROMANO PONTÍFICE

São Roberto Bellarmino 1542-1621

Perguntado sobre quão raiva seria essa do Pr. Cavalcante, respondi!

- Não é raiva, muito pelo contrário. Só discordo plenamente do modelo eleitoral das convenções eclesiásticas principalmente as da Assembleia de Deus. Elas se parecem com modelos aristocráticos mas assemelham-se mesmo a monarquias, onde o Rei só é deposto em caso de morte ou quando é tomado seu território/poder.  

Desde a criação da COMADESMA, estimulada pela convenção SETA para dividir o campo e facilitar o controle, o único presidente foi Cavalcante. Iluminado sob a mesma revelação dos céus [e quem discordar é desobediente e pode perder a igreja] o Pr. Raul mudou o modelo de convenção da IEADI  e agora o reinado só se dissolve se o presidente morrer.

O modelo ideal assemelha-se ao da democracia brasileira, onde no máximo uma reeleição é permitida. O desgaste de Cavalcante no comando da COMADESMA, no entanto, é tão natural quanto a queda de todos os governos que tentam se perpetuar no poder, pois apesar dos meios serem outros, é um governo instaurado e com forte tendencias e apegos financeiros, se não fosse, não existiram as explicações sobre patrimônios milionários dos pastores, que em alguns casos, são utilizados para justificar as bençãos de Deus. 

Na antiguidade a igreja também possuía uma forte relação com os impérios, no entanto, apesar de utilizar atualmente os mesmos modelos da igreja católica Romana daquele tempo, em uma especie de papado regional, ainda tentam aplicar diferenças em discursos preparados contra outras denominações, mesmo sendo todos Cristãos e ainda se utilizam das mesmas indulgencias católicas com outros nomes mais modernos para justificar a captação de recursos por meio de teorias, como por exemplo, a da prosperidade. 

Sob o mesmo julgo, quem questiona ou discorda pode sofrer as sanções dos céus do conselho de ética, o único grupo que possui uma 'procuração' para falar em nome de Jesus e usá-lo como bem os convier. Afinal, como diz na Convenção; foram escolhidos, o resto é coisa do diabo tentando derrubar a obra de Deus.  

Se uma das propostas do Pr. Cavalcante incluir a limitação das reeleições para a Convenção assim como ocorre na democracia brasileira, seremos o primeiro a começar a campanha para a sua última reeleição. 

Cavalcante 2021!!!  



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