Pelo Maranhão a fora, nos municípios onde a companhia atua, a população é prejudicada por falhas constantes e duradouras no serviço de abastecimento de água e por falta de saneamento básico.
Um bairro de Pindaré Mirim completou 20 dias sem água. Antes dessa falha o abastecimento já não era normal, pois o líquido só chegava nas residências no período da noite. A situação piorou quando a falta de água passou a ser 24 horas. Agora, nem dia, nem noite. O caso veio ao conhecimento do público em todo o estado do Maranhão, por meio de uma reportagem exibida pelo Bom Dia Mirante, na TV Mirante. O problema foi em um poço da Caema, responsável pelo abastecimento da Vila Roseana Sarney, um dos maiores bairros de Pindaré Mirim. Quase 20 mil pessoas prejudicadas.
Rosélia Silva, uma das moradoras que aparecem na reportagem, lamenta que a falha no abastecimento seja a causa de problemas de saúde. “Muita dor de coluna de tanto carregar água na cabeça”, lamenta ela.
Outros municípios, a exemplo de Santa Luzia e Zé Doca, também sofrem por causa da falta constante de água, denuncia da mesma reportagem. Este último município acaba de ganhar na Justiça o direito de romper contrato com a Caema. Em Santa Luzia, onde o bombeamento da água é por meio de poços. o transtorno começa pelo Centro e se estende por outros pontos da cidade. A população afirma que esses poços não recebem manutenção. Em Zé Doca, o problema afeta o Centro e mais seis bairros. Em resposta à emissora, a Caema disse que trabalhava para resolver o mais rápido possível, mas não estipulou prazo. Na capital do Maranhão a situação também é de calamidade. Falta água em muitos bairros ou contam com abastecimento precário, mas triste mesmo constatar, segundo órgãos de defesa ambiental e a própria Vigilância Sanitária, que as lindas praias de São Luís são improprias para que um ser humano busque se refrescar do calor rigoroso desse verão, só desavisados turistas se arriscam ao tomarem banho com coliformes fecais por falta de tratamento dos esgotos que são despejados no mar. Crimes gravíssimos praticados pela Caema contra a fauna marinha e a vida humana.
*Imperatriz*
A segunda maior cidade do Maranhão, onde o bombeamento de água é feito a partir do sistema de captação do caudaloso Rio Tocantins, também é sinônimo de falta de água. Bairros como Vila Macedo, São José, Imigrantes, Vila Zenira e Parque Santa Lúcia, são apenas alguns exemplos de comunidades que anoitecem e amanhecem esperando uma solução.
Mais perto do Centro, a Nova Imperatriz, um dos bairros mais populosos, é frequentemente afetada, ao ponto de os moradores serem prejudicados em pleno final de semana, como aconteceu no último sábado (12), quando a Caema emitiu nota afirmando que precisou parar o sistema de abastecimento em decorrência de vazamentos de grandes intensidades, mas alguns, na rede antiga e frágil.
O problema atingiu, na véspera do Dia dos Pais, o total de oito bairros diretamente: Centro, Bacuri, Parque do Buriti, Mercadinho, Beira Rio, Nova Imperatriz, Maranhão Novo, Juçara, e suas respectivas adjacências.
Enquanto a população sofre, uma batalha jurídica entre o município de Imperatriz e a Caema, acontece nos tribunais. Na velha cantilena de que “a Caema é do povo”, um pomposo diretor da local insiste nas redes sociais em defender o indefensável, sem apontar soluções para o para tanta imperícia de uma empresa fracassada que não dá conta de entregar o que vende. Deveria ser água, mas corre mesmo é descaso nos canos da Caema. Já diz um proverbio popular, quem não tem competência não se estabelece: fora Caema!

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