08 agosto 2023

PSDB marca retomada em São Luis, e em Imperatriz sub-existe em penduricalhos...


OPINIÃO_  

O PSDB -  que já foi o maior partido do país, e no Maranhão governou a capital, Imperatriz, Açailândia entre outras...  além de ocupar cargos eletivos importantes, hoje marca um ensaio de uma tentativa de retomada do "poder" na capital. Esta semana esse ensaio iniciou com o lançamento da pré-candidatura de Paulo Victor (recém chegado no partido) a prefeitura de São Luis. Isso ocorre - o fato de um recém chegado ser a única opção do partido - por culpa dos proprios tucanos, principalmente os antigos e tradicionais caciques. Mas os frangalhos que ocorre com o tucanato, ou com o partido atualmente, não ocorre somente por aqui. Como se fosse de interesse de boa parte da velha guarda (FHC, Aécio, Tasso entre outros) o partido não existe praticamente em lugar algum do país. 

Mas em Imperatriz, como deve se comportar o PSDB? Diferente da capital, flertar com o PT, com partidos de esquerda, é sinal de fim de carreira. Por enquanto e ao observar o horizonte, o PSDB deve se contentar com os "penduricalhos" ou, cargos do governo no estado, e quem sabe uma aliança governativa, sem protagonismo, para o próximo governo municipal.  Isso deve ocorrer por conta exatamente do apoio do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira,(e maior líderança do PSDB no estado) ao Lula e ao PT, partido historico/teoricamente opositor aos ideais tucanos. Não precisa explicar que essa aliança pode surpreender em São Luis, mas é o primeiro sinal de derrocada em Imperatriz, e isso vai pesar no discurso de Madeira que cita "uma retomada" do PSDB no estado, mas terá enorme dificuldade para chegar a essa conta na cidade que governou.     

A elite tucana decidiu apoiar Lula em detrimento de Bolsonaro nas eleições com o discurso de defesa democrática, entretanto, essa é a conta que o partido vai pagar em Imperatriz nas próximas eleições; O enorme peso de aliança com a esquerda, e a resposta são os dados com Lahesio, RR, JP etc... Que venceram o poder da máquina estatal. - Não! venceram a esquerda.

No cenário local, entre os principais candidatos e intermediários, quase todos estariam pré-definidos em seus partidos, com pouca ou nenhuma hipótese de aventurar-se em um partido que ao chegar ao protagonismo eleitoral deve carregar, 'de cara', a rejeição do petismo e da esquerda. Teoricamente consolidados estariam Rildo (PP), JP (PSD), Mariana (Rep), Takashi (Novo), Clayton (PSB) e João Lira (sem partido).  Os de mandato, naturalmente, tem apelo natural a pré-candidatura, portanto, praticamente descartado uma mudança repentina, e por aí segue...

Em conversa com um especialista em pesquisas, nomes como do ex-deputado Marco Aurélio, que pontua nas pesquisas, estariam com alta rejeição em função do apoio ao PT em Imperatriz. Como se diz que, "cada eleição é uma eleição", tá mais que evidente que a cidade se posicionou mais para a direita, e o que sobrou, votou em Lula e não no PT, e provavelmente esse eleitorado não repetiria a mesma votação numa eleição municipal. No entanto, a conta certamente já está contabilizada nos "anais" do tucanato, que, assim como Marco, PT, Clayton, e qualquer outro nome que se aproxima desse campo, devem ser descartados como o PSDB foi ao longo dos anos. 

Na conjuntura nacional o PSDB repete as façanhas de outros mandatos do LuloPetismo, entre apoio e notas que afirmam não participar do governo, entretanto, não se deve excluir a culpa tucana do desgoverno, a 'descondenação', a ida de Alckcim (tucano nato), aos braços e usufrutos do poder no mandato neo-comunista.

É preciso contabilizar esse resultado na conta dos tucanos, e Madeira sabe disso. 




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