O segundo ano de mandato do prefeito de Açailândia, Dr. Benjamim, começa sob o peso de um desgaste que ele próprio não conseguiu conter. Médico de formação, o gestor encerra o primeiro ano de governo sem conseguir se desvincular da sombra do ex-prefeito Aluísio Sousa, o que alimenta a percepção popular de que a cidade segue sendo administrada por interesses do passado. A 'aparente' ausência de autonomia política tornou-se um dos principais obstáculos de sua administração.
A sucessão de falhas em processos licitatórios, somada a questionamentos no Tribunal de Contas e a procedimentos no Ministério Público, compromete a credibilidade da gestão e amplia a desconfiança. Esses episódios revelam não apenas fragilidade técnica, mas também uma condução administrativa incapaz de impor planejamento e transparência.
As escolhas feitas para compor o primeiro escalão reforçam esse cenário. Nomeações cercadas de controvérsias, como a de um ex-secretário de Finanças envolvido em denúncias graves amplamente divulgadas, expõem a falta de critérios e agravam a crise de imagem. Ao mesmo tempo, aliados históricos permanecem fora do governo, enquanto decisões internas parecem desorganizadas e politicamente mal calculadas.
A combinação entre poucos indicados efetivos, disputas internas e ausência de direção clara tem produzido um desgaste precoce. Em vez de consolidar autoridade, o prefeito se vê consumido por conflitos administrativos e pela incapacidade de organizar sua própria base de sustentação.
Benjamim precisa demonstrar, com urgência, que governa de fato. Isso passa pela construção de uma equipe técnica mais preparada, comprometida em reduzir erros e, sobretudo, em atender às demandas reais da população. O distanciamento entre a gestão e povo é evidente, especialmente na área da saúde, que, mesmo sob a liderança de um médico, não apresentou sinais consistentes de recuperação.
O resultado desse conjunto de falhas é um primeiro ano de governo marcado por frustração e descrédito. Sem apresentar avanços concretos, o prefeito termina 2025 figurando entre os gestores mais mal avaliados da região tocantina, um rótulo difícil de reverter caso o segundo ano repita os equívocos que marcaram o início de sua administração.
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