
O ex-procurador-geral de Justiça do Maranhão, Eduardo Nicolau, declarou apoio público aos promotores do Gaeco, que pediram exoneração coletiva após divergências internas relacionadas à Operação Tântalo II. A investigação apura um esquema de corrupção no município de Turilândia e provocou um impasse institucional no Ministério Público.
Nicolau afirmou ter acompanhado o trabalho desenvolvido pelo grupo especializado durante sua gestão iniciada em 2020. Segundo ele, o fortalecimento do Gaeco com recursos tecnológicos e equipe especializada foi uma prioridade para garantir investigações eficazes contra o crime organizado e consolidar o combate à impunidade no estado.
O ex-procurador-geral disse conhecer de perto os desafios envolvidos nas investigações criminais. Ele também destacou que os promotores atuaram com responsabilidade, critério técnico e dedicação ao longo das apurações realizadas.
A exoneração coletiva resultou, segundo Nicolau, da perda de condições mínimas de convergência interna para continuidade do trabalho no órgão.
O episódio que motivou a ruptura foi a manifestação ministerial em instância superior favorável à soltura de investigados ligados a uma organização criminosa de Turilândia.
As prisões preventivas haviam sido decretadas e validadas judicialmente com base nas provas reunidas durante a Operação Tântalo II, o que abalou a confiança interna necessária ao funcionamento do Gaeco, segundo o ex-chefe da instituição.
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