O Ministério Público do Maranhão instaurou uma Notícia de Fato para apurar possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico SRP nº 002/2026, realizado pela Prefeitura de Bom Jesus das Selvas. A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu.
A investigação preliminar teve origem em denúncia
encaminhada pela Ouvidoria do Ministério Público, registrada no SIMP nº
004756-509/2026, apontando supostas irregularidades na condução do processo
licitatório relacionado à contratação de serviços e peças automotivas pelo
município.
De acordo com a representação, uma empresa participante
teria sido desclassificada ou inabilitada após apresentar notas fiscais
consideradas antigas pela comissão de licitação, enquanto outras concorrentes
teriam sido habilitadas sem cumprir a mesma exigência documental. A denúncia
levanta suspeitas de possível violação aos princípios da isonomia,
impessoalidade, competitividade, julgamento objetivo e seleção da proposta mais
vantajosa para a administração pública.
Na decisão, o Ministério Público destacou que, neste
momento, não há comprovação de fraude, dano ao erário, favorecimento ou
improbidade administrativa. O objetivo da apuração é verificar, de forma
preliminar e delimitada, se houve tratamento desigual entre empresas
participantes do certame.
O promotor ressaltou ainda que o MP não atuará como
substituto das empresas licitantes em recursos administrativos ou disputas
comerciais particulares. Segundo o documento, a atuação ministerial ficará
restrita à análise de possíveis irregularidades com impacto coletivo e
interesse público.
Entre as diligências determinadas, o Ministério Público
requisitou ao Município de Bom Jesus das Selvas, no prazo de 10 dias úteis, o
envio de documentos completos do Pregão SRP nº 002/2026, incluindo edital, atas
da sessão pública, decisões de habilitação e desclassificação, recursos
administrativos, justificativas técnicas e informações sobre a exigência de
comprovação de exequibilidade das propostas.
O MP também quer saber quais empresas foram obrigadas a
apresentar notas fiscais para comprovação de preços e qual tratamento foi dado
a cada participante da licitação.
A apuração tramita na área de Defesa do Patrimônio Público e
Probidade Administrativa do Ministério Público do Maranhão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário