05 março 2019

Deputado Cavalcante 'ata o cabresto' nos fieis e proíbe de pregarem fora da COMADESMA

Deputado Pr. Cavalcante criou regra que controla cantores e pregadores e põe exclusividade na palavra ou na música gospel

O Deputado e Pastor Cavalcante, conhecidíssimo por exercer com mão de ferro o poder sobre a maior parte das igrejas evangélicas da Assembleia de Deus que são controladas pela COMADESMA (Convenção das Assembleias de Deus do Maranhão), entidade onde o deputado tem poder monárquico sobre tudo que ocorre inclusive sobre o dízimo e igrejas (prédio), agora também decidiu que as igrejas que estão sob sua tutela “...Em hipótese alguma, devem “apoiar trabalhos divergentes ou dissidentes da Comadesma.” (leia no final)

A decisão é polêmica e limita, por exemplo, que cantores e/ou pregadores possam estender seu trabalho, ficando encabrestados somente as igrejas controladas pelo deputado. Em caso de descumprimento da norma, os responsáveis serão punidos: “os obreiros ou membros que apoiarem tais trabalhos, estarão impedidos de exercer ministério (cantar ou pregar) nas Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus Comadesma.” 

O fato do pastor deputado impôr tal restrição, na verdade, tem por objetivo tentar conter o crescimento de outras convenções menores ou da CIADSETA que é uma das que mais cresceram e acabou tomando áreas antes controlada pelo deputado. Na ultima eleição, os púlpitos das igrejas serviram de palanque e negociatas para a eleição do Deputado Pr. Cavalcante, esse, portanto, seria outro motivo para tratar a obra de Deus como se ele fosse o próprio Deus. 

Apesar do condição de presidente, outros pastores que poderiam contrapor, preferem o silencio e o comodismo de desfrutar, quando convém, dos benefícios atrelados ao cargo, como por exemplo, ocupar a capelania e receber gordos salários do governo do Estado.  

PARADEIRO DO DINHEIRO DA APOSENTADORIA DE  PASTORES 

Em 2013 uma denuncia protocolada no Ministério Publico do Maranhão acusou o Pastor Deputado de desviar recursos que deveriam ser investidos num seguro de vida e previdenciário para custear na aposentadoria de pastores, entretanto, nem o dinheiro e nem a justificativa nunca foram dadas aos pastores que foram lesados. Os que insistiram em saber o paradeiro do dinheiro, ou foram afastados ou transferidos para pequenas igrejas em aldeias ou sertões onde o dizimo que entra se quer sobra para a alimentação. Essa norma é aplicada nas convenções chanceladas num grande esquema com a justificativa que seriam decisões de Deus, no entanto, aqueles que fazem o que o Cavalcante deseja, como transformar os púlpitos em palanques políticos, são abençoados com grandes igrejas.

A denúncia e o paradeiro do dinheiro dos pastores ninguém sabe onde foi parar, e os pastores que jubilam para receber os direitos da COMADESMA são obrigados a entrar na justiça e requerer seu direito, bem especificado no estatuto, porém, totalmente descumprido pelo deputado.




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